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Artigo Deus, pátria e família : o discurso neoconservador na propaganda eleitoral de Bolsonaro(2022) Martins, Joyce Miranda Leão; Alves, Mércia; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a campanha de Jair Bolsonaro à presidência da República, em 2018, argumentando que a comunicação política é uma das esferas de atuação do neoconservadorismo. Verificam-se as estratégias discursivas mobilizadas para colocar o então candidato como alternativa à "velha política". Parte-se do pressuposto de que a TV ainda é importante variável para compreender o jogo político, por isso o corpus empírico do trabalho são os programas exibidos pelo HGPE e os spots do candidato eleito à presidência da República. A hipótese proposta é que Bolsonaro utilizou o tempo na TV para tentar amenizar sua rejeição, construindo a imagem de uma liderança moderada, longe de acessos misóginos, racistas e homofóbicos, ao mesmo tempo em que se mostrava indignado com o antipetismo de modo geral, abrangendo desde críticas à corrupção até ataques a pautas inclusivas. A metodologia utilizada foi a da Análise de Discurso de matriz francesa.Artigo Entre o antipetismo e a terceira via : o PSDB nas eleições de 2018(2022) Alves, Mércia; Martins, Joyce Miranda Leão; Tribunal Superior EleitoralO Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) é uma das variáveis explicativas do voto no Brasil. Em 2018, a campanha na TV teve a duração reduzida e passou a coexistir com outros espaços de comunicação. Nesse contexto, o objetivo do artigo é verificar as estratégias discursivas mobilizadas por Geraldo Alckmin para se colocar como alternativa viável às candidaturas de PSL e PT, que lideraram a corrida presidencial no primeiro turno. O corpus empírico são os programas do HGPE e os spots do candidato à Presidência da República pelo PSDB. O método utilizado é a Análise do Discurso. Argumentamos que, em um ambiente com grande polarização, a imagem de uma oposição moderada foi rejeitada. Foram dois os sentidos mobilizados na construção do ethos de Alckmin: de melhor opção ao antipetismo à "terceira via" entre as candidaturas de Haddad e Bolsonaro. Posteriormente, rende-se ao "antipetismo emocional" e afirma que só o PSDB venceria o PT no segundo turno.Artigo Os usos do gênero na campanha presidencial de 2014 : mulheres na propaganda eleitoral brasileira(2018) Martins, Joyce Miranda Leão; Altmann, Cristina; Tribunal Superior EleitoralCompreendendo a importância de estudos que problematizem como as diferenças de gênero se (re)produzem e se atualizam no campo político-midiático, o objetivo deste artigo é refletir sobre os diferentes usos do gênero nas propagandas eleitorais brasileiras. O recorte empírico é o primeiro turno da campanha presidencial de 2014, na televisão, que tem como candidatas Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores - PT - postulante à reeleição); Marina Silva (Partido Socialista Brasileiro - PSB) e Luciana Genro (Partido do Socialismo e Liberdade -PSOL). O trabalho busca responder as seguintes questões: como as candidatas tentam construir suas imagens no espaço das propagandas partidárias? Ser mulher importa em uma eleição presidencial no Brasil? O método de análise utilizado é o da análise do discurso, sendo centrais os conceitos de ethos e lugar de fala.Artigo O jogo antecipado : Dilma Rousseff e a disputa eleitoral de 2014(2013) Martins, Joyce Miranda LeãoRealiza breve análise das perspectivas eleitorais de Dilma Rousseff, para 2014. O foco das observações está voltado para a construção da imagem pública da presidente-candidata na TV. Como Dilma Rousseff se apresentou em 2010 e como poderá se apresentar em 2014? O que a trajetória do PT esclarece? Essas são perguntas que se pretende responder aqui.Artigo PT x PSDB : a atualização do embate político na eleição presidencial de 2014(2015) Souza, Bruno Mello; Martins, Joyce Miranda LeãoPartido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Partido dos Trabalhadores (PT) polarizam a disputa presidencial há 20 anos. Entretanto, verifica-se uma tendência progressiva de crescimento de candidaturas de terceira via. Utilizando dados de surveys dos Estudos Eleitorais Brasileiros (ESEB), este trabalho examina como os sujeitos que não têm votado nas candidaturas do PT e do PSDB se posicionam sobre a política brasileira e observa o comportamento político desses dois partidos dentro das propagandas partidárias de 2014. Busca-se responder: quais são as opiniões demonstradas, entre 2002 e 2010, pelos eleitores das candidaturas de terceira via nas eleições nacionais? Como a disputa política, no espaço do horário eleitoral, contribuiu para a permanência da polarização PT x PSDB na eleição presidencial de 2014? Os eleitores de terceira via apresentaram, ainda que com queda em 2006, uma elevação da satisfação com a democracia e da identificação e satisfação com os partidos; maior rejeição ao PSDB do que ao PT. Em 2014, os partidos conseguiram atualizar o embate entre eles, construindo a ideia de que Marina Silva podia ser relacionada a ambos e que a mudança simbolizada por ela era insegura.
