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    Artigo
    Democracia convivendo com o apoio a regimes autoritários : a cultura política dos jovens porto-alegrenses
    (2020) Morais, Jennifer Azambuja de; Milanezi, Felipe Silva; Tribunal Superior Eleitoral
    Os sinais conflitantes no cenário político, entre valores democráticos e valores autoritários, estão sendo cada vez mais expostos pela crise gerada na saúde, na economia e na política com o novo coronavírus, especialmente no Brasil. A pandemia não aumentou o autoritarismo brasileiro; apenas deflagrou atitudes e comportamentos que já estão em percurso desde as manifestações de junho de 2013. Nesse sentido, o artigo objetiva analisar os impactos socioeconômicos e culturais, em especial a ideologia, no apoio a um governo autoritário dos jovens porto-alegrenses. A hipótese central é de que os jovens de classes mais altas, com menos interesse por política e mais à direita do espectro ideológico apoiam mais governos autoritários. Para isso o artigo vai utilizar dados da pesquisa "Democracia, valores políticos e capital social: um estudo comparativo de socialização política dos jovens no Sul do Brasil", feita com jovens de 15 a 24 anos de Porto Alegre, em 2019.
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    Artigo
    Cultura política, mídia e tolerância política no Brasil
    (2021) Morais, Jennifer Azambuja de; Müller, Matheus; Tribunal Superior Eleitoral
    O debate sobre um nível mínimo de tolerância política como necessáriopara a estabilidade democrática tem sido aprofundado nos últimos anos, especialmenteem países como o Brasil, onde percebemos um aumento/ressurgimento da intolerânciacom os direitos políticos de determinados grupos e de um discurso conservador e autoritário. Em meio a esse cenário, temos no país uma cultura política apática, com altosníveis de desconfiança nas instituições políticas. A exceção são os meios de comunicação, que ainda apresentam níveis mais altos de confiança. A partir disso, neste artigopropomos uma análise da relação entre os níveis de confiança na mídia e os níveis detolerância política dos brasileiros. Hipotetizamos que, apesar da seletividade de conteúdos proporcionada pela mídia, esta não está aumentando os níveis de intolerânciapolítica. Para isso, utiliza-se a metodologia quantitativa, com análises descritivas dosLapop 2017 e 2019.
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    Artigo
    Educação política e juventudes : política pública e percepção do público-alvo sobre o tema
    (2023) Dantas, Humberto; Bernardi, Ana Julia; Morais, Jennifer Azambuja de; Tribunal Superior Eleitoral
    Busca adensar o debate sobre a importância de uma política pública de "educação cívica" ou "educação democrática", algo que, a despeito das críticas e temores atuais, sempre esteve presente nas estratégias pedagógicas oficiais do Brasil República, e que responde aos preceitos mais elementares de democracia. A partir disso, primeiramente o trabalho se concentra em compreender a percepção dos jovens sobre a política e o papel da escola na sua formação em assuntos dessa natureza, por meio de revisão de estudos concentrados em tais temáticas. Em seguida, procura compreender, com base em survey de 2018 com estudantes do ensino médio de escolas públicas paulistanas, que permitiu a construção de um indicador de afeição desses jovens à democracia, quais variáveis independentes seriam capazes de caracterizar o interesse do público pelo tema, por meio do uso de método estatístico de regressão linear simples.
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    Outro
    Democracia e intolerância política : o impacto da socialização política na constituição de cultura política
    (2018) Morais, Jennifer Azambuja de; Tribunal Superior Eleitoral
    Discute a relação entre a teoria contemporânea da democracia e os estudos sobre cultura política, a partir de uma avaliação do impacto da intolerância política, acirrada pelas novas tecnologias de informação e comunicação, na internalização de valores democráticos no Brasil. A hipótese postulada é de que a intolerância política compromete a estabilidade da democracia no Brasil. Para testar a hipótese utilizam-se dados da Pesquisa Mundial de Valores (WVS) de 2014, bem como do Núcleo de Pesquisa sobre a América Latina (NUPESAL) de 2015/2016. A amostra do WVS compreende a população brasileira acima de 18 anos, enquanto a amostra do NUPESAL compreende os jovens das três capitais do Sul do país de 13 a 24 anos.