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Resultados da Pesquisa
Outro Partidos pequenos e resultados eleitorais no Brasil(2016) Paranhos, Ranulfo; Nascimento, Willber da Silva; Silva Junior, José Alexandre; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o desempenho eleitoral dos partidos pequenos e testa duas hipóteses: (1) os partidos pequenos tendem a aumentar os indicadores de volatilidade eleitoral e (2) se beneficiam mais da desproporcionalidade do sistema eleitoral. Metodologicamente, o desenho de pesquisa utiliza análise de cluster para classificar o tamanho dos partidos a partir do seu percentual de votos nas unidades federativas. Para tanto, utilizou-se um banco de dados original sistematizado a partir de dados secundários do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre os anos de 1998 a 2014. Os principais resultados indicam que: (1) por ser transparente e replicável, a classificação via análise de cluster é analiticamente mais sofisticada; (2) os partidos pequenos exercem um efeito fraco sobre a volatilidade eleitoral; e (3) os partidos pequenos se beneficiam menos da desproporcionalidade do que os maiores partidos. Esse trabalho contribui para o avanço da literatura sobre o tema ao demonstrar empiricamente o efeito dos partidos pequenos sobre a dinâmica eleitoral no Brasil.Artigo Altruístas ou oportunistas? Uma análise dos pequenos partidos nas coligações eleitorais (1998-2014)(2016) Silva, Lucas; Domingos, Amanda; Cunha, Matheus; Torres, Marcus; Nascimento, Willber da Silva; Tribunal Superior EleitoralInvestiga como os pequenos partidos se comportam em coligações eleitorais para eleições proporcionais. Para isso, testa a hipótese do esforço mínimo, examinada por Lima Jr (1983), segundo a qual os pequenos partidos atuam de modo oportunista ao participar das coligações, ou seja, são beneficiados com a obtenção de mais cadeiras na Câmara dos Deputados que os partidos grandes ou médios. Metodologicamente, o desenho de pesquisa combina estatística descritiva e multivariada para analisar o banco de dados de Nascimento et al (2016), que cataloga o desempenho eleitoral de todos os partidos políticos por unidade federativa entre 1998 e 2014. Os resultados encontrados refutam o argumento do esforço mínimo, já que: a) são os grandes partidos que obtém mais cadeiras dentro das coligações, enquanto os pequenos ganham menos e b) os pequenos partidos atuam de maneira altruísta nas coligações, cedendo cadeiras aos médios e grandes.Artigo Does size matter? Electoral performance of small parties in Brazil(2016) Nascimento, Willber da Silva; Silva Júnior, José Alexandre da; Paranhos, Ranulfo; Silva, Denisson; Figueiredo Filho, Dalson BrittoWhat is the impact of small parties on electoral outcomes? This articles aims at contributing to the literature on party systems by proposing a new method to classify political parties. The methodology is applied to Brazil by focusing on the description of the election results of small parties. Cluster analysis is employed to classify political party size based on their percentage of votes in the Brazilian states. The main findings indicate that classifying parties through cluster analysis is more objective than previous classifications. As a result of this method, the article shows that small parties exert little effect on electoral volatility in Brazil as well as small parties benefit less from the disproportionality between votes and seats than the larger ones.Artigo Downs vence mais uma vez? : posicionamento ideológico-partidário nas eleições 2012(2013) Silva, Denisson; Nascimento, Willber da Silva; Paranhos, Ranulfo; Alves, Emerson Tiago; Alves, Suzana; Oliveira, Maria Augusta TeixairaEm que posição ideológico-partidária o voto do eleitor brasileiro se concentrou nas eleições 2012? Este trabalho busca responder essa questão analisando os resultados eleitorais obtidos pelos candidatos a prefeito, a partir do banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Metodologicamente usamos estatística descritiva para analisar os dados e utilizamos uma escala padronizada de ideologia político-partidária (1-extrema-esquerda; 2-esquerda; 3-centro-esquerda; 4-centro; 5-centro-direita; 6-direita; 7-extrema-direita) para categorizar os resultados. Os achados indicam que (1) o voto do eleitor médio brasileiro encontra-se direcionado ideologicamente no centro (C) ; (2) a esquerda (E) obtém maioria dos cargos de prefeito (45,83%) apenas em cidades acima de 500 mil eleitores; (3) a extrema-esquerda (EE) alcançou 0,34% das cadeiras de prefeitos, enquanto a extrema-direita (ED) atingiu 16,29% do total.
