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Artigo Determinantes da eleição de mulheres deputadas federais no Brasil(2022) Rezende, Daniela Leandro; Silame, Thiago Rodrigues; Andrade, Luciana Vieira Rubim; Tribunal Superior EleitoralO objetivo do artigo é avaliar os determinantes da eleição de deputadas federais no Brasil nas eleições de 2010 e 2014. Assume-se como hipótese que as mulheres filiadas a partidos que garantem maior representação de mulheres nas executivas apresentam maiores chances de se elegerem deputadas federais. Para testar a hipótese, utilizou-se um modelo logístico (logit). A variável dependente indica se a candidata se elegeu ou não para os referidos pleitos. As variáveis independentes são: percentual de mulheres nos comitês executivos, percentual de candidatas nas listas eleitorais, tamanho do partido e ideologia. Gastos de campanha, grau de competitividade das eleições e experiência política prévia são adotadas como controles. O percentual de mulheres nos CEN não possui significância estatística, ou seja, esse não é um preditor relevante, como esperado. A hipótese de trabalho não se confirmou. Os resultados dos modelos empíricos reforçam achados prévios apontados pela literatura: percentual de candidatas nas listas eleitorais, tamanho do partido, experiência política prévia em campanha aumentam as chances das candidatas se elegerem. A presença de mulheres nas executivas nacionais não teve influência sobre a elegibilidade.Artigo Mulheres nos partidos políticos brasileiros : uma análise de estatutos partidários e sítios eletrônicos(2020) Rezende, Daniela Leandro; Sarmento, Rayza; Tavares, Louise; Tribunal Superior EleitoralApresenta uma análise sobre os órgãos de mulheres dos partidos políticos brasileiros, considerando os estatutos e os sítios eletrônicos dos partidos políticos com representação na Câmara dos Deputados brasileira na 54a legislatura (2011-2015), a fim de entender as formas como os órgãos de mulheres aparecem em duas arenas importantes na construção dos partidos: suas diretrizes estatutárias e sua apresentação pública oficial na internet. O conjunto das análises realizadas indica que os órgãos de mulheres têm atuação limitada, o que aponta para seu caráter predominantemente retórico. Ainda que voltada à análise específica de órgãos partidários, a pesquisa realizada pode contribuir para elucidar questões mais amplas, relacionadas a atividades partidárias fundamentais, como o recrutamento de militantes e lideranças e a mobilização política.Outro Gênero e partidos políticos : uma análise exploratória de comissões executivas e suas implicações para a representação política de mulheres(2018) Rezende, Daniela Leandro; Silva, Brenda Rodrigues Barreto; Tribunal Superior EleitoralAnalisa os sete maiores partidos políticos brasileiros, a saber, PFL/DEM, PDS/PPB/PP, PMDB, PSDB, PT, PSB e PDT, com o objetivo de avaliar se mulheres filiadas a partidos que garantem maior representação de mulheres nas Executivas elegeram mais deputadas federais nos pleitos de 2010 e 2014. A partir da análise de correlação, verifica-se que o DEM, partido com menor percentual de mulheres na executiva nacional foi o mesmo que elegeu menos mulheres nas eleições de 2010 e 2014 para o cargo de deputada federal. Além disso, os partidos com maiores percentuais de mulheres na comissão executiva nacional elegeram, em comparação aos demais, maior percentual de mulheres. Assim, conclui que há correlação positiva, ainda que baixa, entre a presença de mulheres nas comissões executivas nacionais e o número de deputadas eleitas pelos sete maiores partidos brasileiros, ou seja, quando o número de mulheres nas executivas nacionais cresce, o número de mulheres eleitas tende a crescer também.Artigo Partidos legislativos e governo de coalizão : controle horizontal das políticas públicas(2015) Inácio, Magna; Rezende, Daniela Leandro; Tribunal Superior EleitoralInvestiga a dinâmica de controle político entre Executivo e Legislativo sob o presidencialismo de coalizão no Brasil, com foco nos efeitos da delegação das tarefas de governo para o gabinete multipartidário. Argumentamos que as chances de controle horizontal, relativo ao monitoramento mútuo entre os partidos da coalizão, variam de acordo com o partido, o gabinete ministerial e as características das comissões parlamentares. O referente empírico da análise corresponde aos gabinetes presidenciais no Brasil no período de 1995 a 2010. Os resultados demonstram que a capacidade de controle horizontal de uma área de política pelo partido ministerial está relacionada à área temática considerada, às características da coalizão governante e aos partidos que ocupam os ministérios.
