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Resultados da Pesquisa
Outro Bases sociais, atitudinais e comportamentais do apartidismo brasileiro(2013) Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Borba, Julian; Gimenes, Éder Rodrigo; Tribunal Superior EleitoralA partir de pesquisas em democracias avançadas, pesquisadores têm alertado para a expansão de um novo perfil de eleitor, o apartidário, caracterizado por alta mobilização cognitiva, forte apoio à democracia, posicionamento crítico em relação às instituições hierárquicas e preferência por formas diretas de ação política. Russel Dalton, combinando variáveis de mobilização cognitiva e simpatia partidária, definiu ainda três outros perfis de eleitores: independente apolítico, partidários rituais e partidários cognitivos. Essa nova tipologia do eleitorado contemporâneo traz uma série de novos desafios para as instituições democráticas e seus impactos ainda não são claros. Como a pertinência dessa classificação ainda não foi testada no contexto das jovens democracias, propomos nesse trabalho a identificação dos condicionantes sociais, atitudinais e comportamentais de cada um dos quatro tipos de eleitores entre o público brasileiro, usando para tanto os dados produzidos pelo LAPOP em sua onda de 2012.Outro Polarização, antipartidarismo e tolerância política no Brasil(2018) Fuks, Mario; Borba, Julian; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Tribunal Superior EleitoralArtigo Tolerância política no Brasil(2019) Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Fuks, Mario; Tribunal Superior EleitoralEntendendo a tolerância política como uma das dimensões de uma cultura política democrática, o artigo utiliza um conjunto de dados inéditos produzidos pelo Latin American Public Project para compor, de forma exploratória, um quadro geral sobre essa atitude no contexto nacional. Por meio de técnicas de análise descritivas e multivariadas, identificamos os principais grupos que são alvo de antipatia dos brasileiros e o grau de tolerância em relação a eles, bem como as suas bases demográficas e atitudinais. Os resultados indicam que a manifestação da tolerância é função de atributos tanto sociais (como a geração) quanto atitudinais (como adesão à democracia e interesse por política) e apontam para uma ampla agenda de investigações futuras sobre o tema.Artigo Personalidade e comparecimento eleitoral na América Latina : efeitos de características psicológicas individuais em contextos de obrigatoriedade(2019) Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Borba, Julian; Tribunal Superior EleitoralEstudos sobre comparecimento eleitoral têm se dedicado à identificação dos condicionantes desse comportamento focalizando fatores de natureza estrutural, como o nível de desenvolvimento econômico das nações e características do sistema político, enquanto outros destacam variáveis individuais, como atributos sociodemográficos e atitudinais. Algumas pesquisas pioneiras têm recentemente investigado o impacto de características individuais de natureza psicológica sobre o comparecimento em democracias consolidadas com voto facultativo. Procurando contribuir para a compreensão desse fenômeno, o presente artigo apresenta resultado de pesquisa que procurou identificar os efeitos dessas características psicológicas sobre o comparecimento eleitoral nas jovens democracias latino-americanas que, entre outras particularidades institucionais, apresentam distinções quanto à obrigatoriedade do comparecimento. Utilizando dados do Latin American Public Opinion Project para um conjunto de 17 países da região, os resultados encontrados apontam para a relevância dessa dimensão psicológica individual para o comparecimento, com impactos distintos em contextos de voto facultativo e obrigatório.Artigo Comparecimento eleitoral na América Latina : uma análise multinível comparada(2015) Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Borba, Julian; Silva, Rafael da; Tribunal Superior EleitoralMapeia os determinantes do comparecimento eleitoral na América Latina, rompendo com a dicotomia macro versus micro, integrando-as em um único modelo analítico. Foram utilizados dados do Latinobarômetro, em sua rodada de 2009, dos quais foram extraídas as variáveis de nível micro (individual) e uma base de dados com informações macro dos países onde vivem os eleitores. Essas últimas medidas sintetizam a situação da economia dos países, características do seus sistemas eleitorais e a situação das liberdades políticas e individuais, entre outras. Os dados foram combinados em um modelo de regressão logística multinível com o uso do software HLM 6.8. A dimensão ecológica se mostrou importante, sendo que o aumento da população urbana implica o aumento das chances do eleitor comparecer, enquanto que a elevação do PIB implica redução nessa probabilidade. Do ponto de vista da configuração do legislativo, ser bicameral reduz as chances de comparecimento dos eleitores às urnas. Além disso, a obrigatoriedade do voto eleva expressivamente o comparecimento eleitoral. Quanto às variáveis individuais, o aumento dos anos de vida é acompanhado pelo aumento da participação eleitoral, assim como a escolaridade. Da mesma forma, ser favorável a democracia promove a propensão a participar do pleito, bem como considerar que as eleições ocorrem de forma limpa e transparente. Contribui para o debate ao focalizar as eleições latino-americanas, já que estudos desse tipo têm sido conduzidos apenas nas democracias consolidadas. Sua relevância é ainda reforçada em razão da identificação de algumas importantes discrepâncias em relação aos resultados normalmente encontrados nesses contextos de longa tradição democrática, como os efeitos negativos do PIB e da efetividade governamental. Por fim, o que os dados indicam é que o comparecimento eleitoral na América Latina é a "voz" dos cidadãos portadores de maiores recursos, que valorizam a democracia e suas instituições, mas que estão insatisfeitos com a economia e que vivem em contextos de baixa efetividade na atuação dos governos.Outro Simpatia partidária na América Latina : Argentina, Brasil, Chile e Uruguai em perspectiva comparada(2018) Borba, Julian; Gimenes, Éder Rodrigo; Casalecchi, Gabriel Avila; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Tribunal Superior EleitoralAnalisa de forma comparada e longitudinal a identificação partidária (doravante IP) de quatro diferentes democracias latino-americanas, que, por um lado, assemelham-se por pertencerem à terceira onda de democracia, bem como por terem iniciado sua transição democrática em períodos relativamente parecidos. Por outro lado, apesar das semelhanças, são países que apresentam diferentes trajetórias tanto no que tange à democracia, de forma mais ampla, quanto ao sistema partidário e a história dos partidos, em termos mais específicos. Essas semelhanças e diferenças tornam a comparação entre os países apropriadas para investigar, dentro do contexto de redemocratização, o padrão e os determinantes da identificação partidária ao longo do tempo, confrontando possíveis explicações que derivam tanto de aspectos individuais quanto contextuais (nacionais).Artigo Evolução dos determinantes do partidarismo na América Latina(2019) Gimenes, Éder Rodrigo; Casalecchi, Gabriel Avila; Borba, Julian; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Tribunal Superior EleitoralExamina a evolução do relacionamento dos eleitores com os partidos políticos nas democracias latino-americanas, analisando os determinantes do partidarismo em países que se enquadram em distintas categorias em termos de enraizamento partidário: Uruguai, Argentina, Brasil e Chile.Artigo Determinantes contextuais da coesão do sistema de crenças democrático : evidências a partir da América Latina(2019) Fuks, Mario; Casalecchi, Gabriel Avila; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o impacto de fatores contextuais - o PIB per capita, a qualidade da democracia e os anos ininterruptos de democracia - sobre a coesão do sistema de crenças democrático dos latino-americanos. Considera-se um democrata coeso aquele que apoia diferentes princípios democráticos, notadamente: eleições livres e competitivas, separação dos poderes, primado da lei, participação política e tolerância. Utilizou-se, para isso, um modelo multinível com dados de opinião pública de 19 países do Barômetro das Américas de 2010. Os resultados indicam que os cidadãos que vivem em países com maior PIB per capita e maior tradição democrática são mais propensos a serem democratas coesos. A qualidade da democracia, por sua vez, não apresentou resultados significativos. Esses achados têm uma importante implicação para a democracia na região.Outro Simpatia partidária e participação em partidos políticos na América Latina : determinantes individuais e de contexto do partidarismo(2014) Gimenes, Éder Rodrigo; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Borba, Julian; Tribunal Superior EleitoralFocaliza o ativismo partidário, modalidade de envolvimento político vital aos regimes democráticos representativos pouco explorada no âmbito da América Latina. Apresenta um diagnóstico de distanciamento crescente entre eleitores e partidos políticos nos Estados Unidos e em países europeus, ao passo que análises envolvendo países latino-americanos são destoantes, uma vez que há autores que confirmam o desalinhamento partidário e outros que afirmam que as jovens democracias se encontram em processo de consolidação, onde a ainda baixa institucionalização partidária faz parte do processo de fortalecimento democrático. Nesse sentido, a pesquisa identifica os determinantes individuais e contextuais do envolvimento do eleitorado latinoamericano em partidos. A partir de modelos multivariados hierárquicos, os resultados indicam a complementaridade entre condicionantes de nível micro e macro e confirmam a relevância de fatores relacionados aos recursos materiais e subjetivos para o ativismo partidário no contexto latino-americano.Artigo Indiferenciação e alienação partidária no Brasil(2018) Borba, Julian; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Gimenes, Éder Rodrigo; Casalecchi, Gabriel Avila; Tribunal Superior EleitoralNos últimos anos, diversas pesquisas têm registrado um declínio nas taxas de identificação partidária em diferentes regiões do mundo. Uma preocupação da literatura tem sido compreender se os eleitores que se afastam dos partidos tomam essa decisão mediante uma decisão racional e bem informada, caracterizada pela autonomia e independência em relação aos partidos (indiferenciação), ou se o motivo seria uma atitude de desencanto e afastamento do sistema partidário ou até mesmo do regime como um todo (alienação). Este artigo investiga essa questão aplicada ao caso brasileiro. Para isso, foram utilizados os dados do Estudo Eleitoral Brasileiro (2002, 2006, 2010 e 2014). Os resultados demonstram que o percentual de eleitores indiferentes e alienados variam conjuntamente, especialmente em conjunturas críticas na qual o governo se envolve em escândalos de corrupção. Essa variação é em parte explicada pela baixa nota atribuída pelos eleitores indiferentes, fazendo com que todos os partidos sejam vistos igualmente "ruins". Constata-se ainda que indiferentes e alienados compartilham dos mesmos determinantes, sendo que em ambos estão ausentes fatores ligados à mobilização cognitiva, como a escolaridade e o interesse por política. Esses resultados têm consequências importantes para a democracia brasileira.
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