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Artigo Indiferenciação e alienação partidária no Brasil(2018) Borba, Julian; Ribeiro, Ednaldo Aparecido; Gimenes, Éder Rodrigo; Casalecchi, Gabriel Avila; Tribunal Superior EleitoralNos últimos anos, diversas pesquisas têm registrado um declínio nas taxas de identificação partidária em diferentes regiões do mundo. Uma preocupação da literatura tem sido compreender se os eleitores que se afastam dos partidos tomam essa decisão mediante uma decisão racional e bem informada, caracterizada pela autonomia e independência em relação aos partidos (indiferenciação), ou se o motivo seria uma atitude de desencanto e afastamento do sistema partidário ou até mesmo do regime como um todo (alienação). Este artigo investiga essa questão aplicada ao caso brasileiro. Para isso, foram utilizados os dados do Estudo Eleitoral Brasileiro (2002, 2006, 2010 e 2014). Os resultados demonstram que o percentual de eleitores indiferentes e alienados variam conjuntamente, especialmente em conjunturas críticas na qual o governo se envolve em escândalos de corrupção. Essa variação é em parte explicada pela baixa nota atribuída pelos eleitores indiferentes, fazendo com que todos os partidos sejam vistos igualmente "ruins". Constata-se ainda que indiferentes e alienados compartilham dos mesmos determinantes, sendo que em ambos estão ausentes fatores ligados à mobilização cognitiva, como a escolaridade e o interesse por política. Esses resultados têm consequências importantes para a democracia brasileira.Artigo Partidarismo no Brasil : análise longitudinal dos condicionantes da identificação partidária (2002-2014)(2016) Gimenes, Éder Rodrigo; Furriel, Wesley Oliveira; Borba, Julian; Ribeiro, Ednaldo AparecidoA relação entre eleitores e partidos tem sido tema recorrente em diversos trabalhos dentro das Ciências Sociais, principalmente no campo da Ciência Política. No caso brasileiro, uma análise longitudinal, desde a década passada, aponta expressivas oscilações no percentual de eleitores identificados com partidos. Diante desse contexto, nosso objetivo foi identificar as mudanças no perfil sócio-econômico e atitudinal dos eleitores partidários entre 2002 e 2014, além de realizar uma breve comparação entre PT, PSBD, PMDB, PV e PSB. Para tanto, utilizamos, principalmente, dados coletados pelo Estudo Eleitoral Brasileiro (ESEB) de 2002, 2006, 2010 e 2014. Nossas conclusões mais relevantes são de que o eleitor partidário brasileiro é mais mobilizado cognitivamente em termos atitudinais, se comparado ao eleitor não partidário; porém, não há grandes distinções entre eleitores que se identificam com os partidos em destaque nas disputas presidenciais
