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    Aproximações ao voto de classe no Brasil
    (2017) Ribeiro, Gustavo César de Macêdo; Tribunal Superior Eleitoral
    Busca produzir aproximações teóricas, empíricas e metodológicas à questão do voto de classe nas eleições brasileiras. Para tanto, parte de uma revisão de literatura sobre clivagens sociais e voto no Brasil contemporâneo. Nela, demonstra-se como estabelecimento o de uma agenda de pesquisa que privilegiou outras variáveis para explicar as interseções entre clivagens sociais e política - especialmente o impacto eleitoral de programas sociais - eclipsou o debate sobre voto de classe. Em seguida, evidencia as dificuldades inerentes à adaptação de tipologias sociológicas de análise de classe aos bancos de dados advindos de pesquisas sobre comportamento político, especialmente o Latinobarómetro e o ESEB. Por fim, expõe resultados de uma pesquisa sobre voto de classe nas eleições presidenciais brasileiras entre 2002 e 2010. Com base em procedimentos de inferência ecológica, demonstra-se a ocorrência de três padrões: contraposição às candidaturas do PT, por parte dos eleitores em localizações de classe privilegiadas, e adesão da classe trabalhadora ampliada; mudança de posição, favorável às candidaturas petistas, dos eleitores economicamente destituídos a partir da eleição de 2006.
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    Lulismo, petismo e classes sociais : revisitando teses sobre comportamento político no Brasil
    (2018) Ribeiro, Gustavo César de Macêdo; Tribunal Superior Eleitoral
    Aborda as possíveis relações entre classe social e política no Brasil contemporâneo. Dessa forma, reexamina teses lançadas por autores como Singer acerca do fenômeno do lulismo, além do partidarismo para com o PT. Para tanto, parte de uma abordagem de análise de classe alternativa aos esquemas analíticos baseados na renda, adaptando uma tipologia de grupamentos classistas aos dados de 2007 e 2010 do Latinobarômetro. Com base nela, análises descritivas e modelos de regressão logística evidenciam que a classe esteve significativamente associada ao lulismo durante os anos analisados, mas que o mesmo não ocorreu com o petismo. Em relação ao primeiro, as chances dos destituídos foram substancialmente maiores do que aquelas dos posicionados em classes privilegiadas. Ademais, variáveis como avaliação governamental, visões sobre distribuição de renda e autolocalização social igualmente estiveram associadas aos dois fenômenos.