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    Artigo
    "Acompanho o meu partido" : organização partidária e comportamento legislativo no Brasil
    (2022) Ribeiro, Pedro Floriano; Locatelli, Luís; Assis, Pedro Paulo de; Tribunal Superior Eleitoral
    Componentes centrais no funcionamento dos governos partidários, a unidade e disciplina das bancadas são geralmente explicadas a partir de fatores macro institucionais e variáveis endógenas ao legislativo. No entanto, os parlamentares são eleitos por meio de listas partidárias - abertas, no caso brasileiro, - e há diferenças entre seus partidos em termos de estrutura decisória e robustez organizacional. O artigo analisa os impactos da democracia interna e da força organizacional dos partidos (filiados, receitas e diretórios) sobre a unidade e a disciplina das bancadas na Câmara dos Deputados. Os resultados da análise multivariada sugerem que quanto menos democráticos são os partidos, e quanto mais robustas são as organizações, maiores serão as taxas de unidade e disciplina das bancadas. A força da organização partidária indica aos parlamentares quais são as consequências potenciais (volume de recursos) de comportamentos desertores, enquanto o nível de centralização e democracia interna afeta a eficácia dos mecanismos de enforcement para punição ou recompensa dos membros das bancadas (acesso aos recursos). Os achados sugerem que as diferenças organizacionais entre os partidos podem estar associadas a diferentes níveis de unidade e lealdade verificados na arena parlamentar.
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    Outro
    Organização e estrutura decisória dos maiores partidos brasileiros : uma análise dos estatutos
    (2010) Ribeiro, Pedro Floriano; Tribunal Superior Eleitoral
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    Artigo
    Organização e poder nos partidos brasileiros : uma análise dos estatutos
    (2013) Ribeiro, Pedro Floriano
    Por meio da análise de estatutos e outros documentos partidários, o trabalho compara as estruturas decisórias internas das maiores legendas do país: PMDB, PSDB, PT e PFL/DEM. Com um recorte temporal entre 1995 (ano de implantação da nova legislação partidária) e 2011, duas dimensões analíticas são mobilizadas: a) a inclusividade da estrutura decisória, que diz respeito à possibilidade de influência das bases nas decisões tomadas pelas elites partidárias; b) o nível de centralização orgânica, em termos da articulação, hierarquia e controle entre os órgãos dos distintos níveis territoriais (local, estadual e nacional). As conclusões apontam que as elites partidárias não estão inertes: elas têm atuado de modo incisivo para mudar e adaptar as organizações partidárias, principalmente devido a pressões exógenas.
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    Artigo
    Robert Michels e a oligarquia do Partido dos Trabalhadores
    (2009) Ribeiro, Pedro Floriano
    Quem diz organização, diz oligarquia. Essas palavras de Michels resumem sua lei de ferro da oligarquia, que aponta a inevitabilidade da oligarquização da direção em qualquer organização de massa / especialmente sindicatos e partidos operários. O artigo procura identificar a ocorrência desse processo em um partido que, segundo seus militantes e muitos analistas, seria imune à lei de ferro. Focalizando a oligarquização como processo de formação de uma aristocracia partidária quase inamovível, os índices de Schonfeld foram aplicados para mensurar o grau de estabilidade dos dirigentes petistas no Diretório e Executiva Nacionais, e no núcleo da Executiva (cargos centrais), entre 1980 e 2009. Embora com algumas peculiaridades, a aplicação desses indicadores ao caso petista não deixa dúvidas: perto de completar seu centenário, a lei de ferro de Michels mantém-se robusta e atual.