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Resultados da Pesquisa

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    Outro
    Análise de redes sociais aplicada à comunicação política : uma proposta metodológica
    (2016) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Tavares, Camilla Quesada; Tribunal Superior Eleitoral
    Apresenta e discute as potencialidades da metodologia de análise de redes sociais (ARS) para pesquisas no âmbito da comunicação política, a partir de objetos provenientes das mídias sociais. Observa-se que boa parte dos estudos que investigam as redes sociais volta-se à análise do conteúdo (GULATI & WILLIAMS, 2013; AGGIO & REIS, 2015; MASSUCHIN & TAVARES, 2015) e poucos se dedicam a entender as redes comunicativas que se formam nestes espaços (RECUERO, 2014; DOS SANTOS, 2016; MALINI, 2016). Deste modo, propõe-se elucidar as possibilidades metodológicas oferecidas pela ARS para compreender a campanha digital. Ilustra-se a abordagem empiricamente a partir de redes comunicativas construídas no Facebook em torno no PSOL do Rio de Janeiro. O recorte dos dados e aplicabilidade do método demonstram uma promissora agenda de pesquisa acerca de redes digitais de comunicação política por meio da integração de arcabouços multimetodológicos.
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    Artigo
    Perda da hegemonia da imprensa : a disputa pela visibilidade na eleição de 2018
    (2019) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Albuquerque, Afonso de; Tribunal Superior Eleitoral
    Compara os compartilhamentos obtidos por veículos da imprensa com páginas de esquerda e de direita no Facebook. Esta pesquisa investiga 82.915 publicações realizadas por 30 fan-pages no Facebook durante a eleição de 2018 para compreender o rearranjo do estatuto da visibilidade no sistema midiático híbrido. Resultados indicam que veículos da imprensa jornalística tradicional convertem boa parte de sua audiência para o Facebook e possuem a maior média de seguidores entre as categorias estudadas. A média de compartilhamento, no entanto, é consideravelmente menor, sugerindo uma ameaça à sua hegemonia da concentração da atenção do público.
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    Artigo
    PSOL versus PSOL : facções, partidos e mídias digitais
    (2020) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Albuquerque, Afonso de; Tribunal Superior Eleitoral
    Investiga os desafios que as mídias sociais apresentam em relação ao poder das cúpulas dos partidos de definir o discurso majoritário. A hipótese é de que, em contexto de fragmentação partidária, as mídias sociais oferecem oportunidades para correntes internas vocalizarem insatisfações e negociarem suas agendas publicamente, o que gera ruídos externos e dificulta consensos. O estudo de caso focaliza as disputas travadas entre diferentes facções do PSOL acerca da aliança com PT, PCdoB e Rede na eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro em 2016. Foram coletados dados a partir de requisições à Graph API para mapear a presença de lideranças, diretórios, facções e núcleos dos quatro partidos. Os achados indicam a distância estrutural entre os subsistemas comunicativos organizados em torno do PSOL e do PT-PCdoB e a ríspida discussão pública sobre a composição da aliança eleitoral.
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    Outro
    Agentes de campanha não-oficial : a rede antipetista na eleição de 2014
    (2016) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Tribunal Superior Eleitoral
    Investiga as articulações entre agentes não-institucionais que fizeram campanha contra Dilma Rousseff e o PT no Facebook em 2014. O argumento é que a internet, mais especificamente, as mídias sociais são arenas nas quais novos atores disputam os espaços da comunicação eleitoral, complexificando o ecossistema político-midiático. Aplicaram-se procedimentos metodológicos inovadores da análise de redes sociais com a finalidade de mapear os canais que mobilizaram o antipetismo no Facebook. O principal resultado é o que chamamos de Rede Antipetista, um agregado multifacetado de cerca de 500 fan-pages que alcançou um público total de mais de 10 milhões de seguidores. Foram discutidas as implicações deste achado para a diversificação dos objetos de pesquisa em comunicação político-eleitoral.
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    Dissertação
    Vai pra Cuba!!!! A rede antipetista na eleição de 2014
    (2016) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Albuquerque, Afonso de
    Demonstra que o antipetismo surge em meio a diversos processos sociopolíticos que se entrelaçam e que ganham formato e substância peculiares de acordo com os acontecimentos políticos contemporâneos. A abordagem proposta evidencia as relações entre aspectos institucionais do sistema político, características atitudinais e recursos comunicativos nas mídias sociais. Argumentamos que o antipetismo não se limita à negação do PT ou o voto útil no adversário. A oposição hostil ao partido é o fator que catalisa uma diversa gama de discursos políticos de modo heterogêneo e não linear. Assim, defendemos a hipótese de que o antipetismo nas mídias sociais em 2014 tem uma característica fundamental que chamamos de assimetria histórica, que produz alguns pontos cegos quanto à análise da imagem do partido e da própria política brasileira. Para lançar luz sobre o pano de fundo que compõe a Rede Antipetista, oferecemos uma chave de leitura que enfatiza três pontos referenciais antagônicos: o antipartidarismo, o antiesquerdismo e o antiestablishment. O gatilho da tríade do antipetismo é o clima de ansiedade da população, provocado pela queda na avaliação retrospectiva do governo federal, situando um cenário de crise econômica e de escândalos de corrupção. As chaves de leitura elaboradas são essenciais para a compreensão de fenômenos recentes e de grande complexidade da comunicação política, além de parte da conjuntura da política nacional, como o papel da oposição e os protestos pelo impeachment da presidente, Dilma Rousseff. Discutiremos os principais resultados e elaboraremos problematizações sobre os desafios suscitados para pesquisas posteriores.