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Resultados da Pesquisa

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    Artigo
    As flutuações de longo prazo da polarização no Brasil : análise do compartilhamento de informações políticas entre 2011 e 2019
    (2023) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Tribunal Superior Eleitoral
    A literatura especializada sobre polarização da circulação de informações políticas nas mídias digitais vem apontando uma segregação estrutural entre o consumo de notícias no espectro ideológico. Esses achados suportam a ideia de filtros-bolha relativamente estáveis que encapsulam a visão do mundo político. Essa pesquisa questiona se esses padrões se mantêm no longo prazo ou são condicionados por momentos de alta tensão, como eleições nacionais. Para isso, investiga quantitativamente os links citados em 7,7 milhões de publicações feitas no Facebook, entre 2011 e 2019, por páginas organizadas, por técnicas de análise de redes sociais, em clusters de esquerda e de direita. Os resultados enfatizam dinâmicas de polarização que não são estanques, mas flutuam de acordo com as configurações do sistema político. A principal contribuição desse artigo é demonstrar nuances da polarização, identificando não necessariamente polos segregados, mas fatores temporais, políticos e midiáticos que estimulam e arrefecem a insularidade informacional.
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    Sumário de livro
    #Vaipracuba! : a gênese das redes de direita no Facebook
    (Appris, 2019) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Tribunal Superior Eleitoral
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    Outro
    Análise de redes sociais aplicada à comunicação política : uma proposta metodológica
    (2016) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Tavares, Camilla Quesada; Tribunal Superior Eleitoral
    Apresenta e discute as potencialidades da metodologia de análise de redes sociais (ARS) para pesquisas no âmbito da comunicação política, a partir de objetos provenientes das mídias sociais. Observa-se que boa parte dos estudos que investigam as redes sociais volta-se à análise do conteúdo (GULATI & WILLIAMS, 2013; AGGIO & REIS, 2015; MASSUCHIN & TAVARES, 2015) e poucos se dedicam a entender as redes comunicativas que se formam nestes espaços (RECUERO, 2014; DOS SANTOS, 2016; MALINI, 2016). Deste modo, propõe-se elucidar as possibilidades metodológicas oferecidas pela ARS para compreender a campanha digital. Ilustra-se a abordagem empiricamente a partir de redes comunicativas construídas no Facebook em torno no PSOL do Rio de Janeiro. O recorte dos dados e aplicabilidade do método demonstram uma promissora agenda de pesquisa acerca de redes digitais de comunicação política por meio da integração de arcabouços multimetodológicos.
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    Artigo
    Perda da hegemonia da imprensa : a disputa pela visibilidade na eleição de 2018
    (2019) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Albuquerque, Afonso de; Tribunal Superior Eleitoral
    Compara os compartilhamentos obtidos por veículos da imprensa com páginas de esquerda e de direita no Facebook. Esta pesquisa investiga 82.915 publicações realizadas por 30 fan-pages no Facebook durante a eleição de 2018 para compreender o rearranjo do estatuto da visibilidade no sistema midiático híbrido. Resultados indicam que veículos da imprensa jornalística tradicional convertem boa parte de sua audiência para o Facebook e possuem a maior média de seguidores entre as categorias estudadas. A média de compartilhamento, no entanto, é consideravelmente menor, sugerindo uma ameaça à sua hegemonia da concentração da atenção do público.
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    Artigo
    PSOL versus PSOL : facções, partidos e mídias digitais
    (2020) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Albuquerque, Afonso de; Tribunal Superior Eleitoral
    Investiga os desafios que as mídias sociais apresentam em relação ao poder das cúpulas dos partidos de definir o discurso majoritário. A hipótese é de que, em contexto de fragmentação partidária, as mídias sociais oferecem oportunidades para correntes internas vocalizarem insatisfações e negociarem suas agendas publicamente, o que gera ruídos externos e dificulta consensos. O estudo de caso focaliza as disputas travadas entre diferentes facções do PSOL acerca da aliança com PT, PCdoB e Rede na eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro em 2016. Foram coletados dados a partir de requisições à Graph API para mapear a presença de lideranças, diretórios, facções e núcleos dos quatro partidos. Os achados indicam a distância estrutural entre os subsistemas comunicativos organizados em torno do PSOL e do PT-PCdoB e a ríspida discussão pública sobre a composição da aliança eleitoral.
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    Outro
    Agentes de campanha não-oficial : a rede antipetista na eleição de 2014
    (2016) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Tribunal Superior Eleitoral
    Investiga as articulações entre agentes não-institucionais que fizeram campanha contra Dilma Rousseff e o PT no Facebook em 2014. O argumento é que a internet, mais especificamente, as mídias sociais são arenas nas quais novos atores disputam os espaços da comunicação eleitoral, complexificando o ecossistema político-midiático. Aplicaram-se procedimentos metodológicos inovadores da análise de redes sociais com a finalidade de mapear os canais que mobilizaram o antipetismo no Facebook. O principal resultado é o que chamamos de Rede Antipetista, um agregado multifacetado de cerca de 500 fan-pages que alcançou um público total de mais de 10 milhões de seguidores. Foram discutidas as implicações deste achado para a diversificação dos objetos de pesquisa em comunicação político-eleitoral.
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    Dissertação
    Vai pra Cuba!!!! A rede antipetista na eleição de 2014
    (2016) Santos Junior, Marcelo Alves dos; Albuquerque, Afonso de
    Demonstra que o antipetismo surge em meio a diversos processos sociopolíticos que se entrelaçam e que ganham formato e substância peculiares de acordo com os acontecimentos políticos contemporâneos. A abordagem proposta evidencia as relações entre aspectos institucionais do sistema político, características atitudinais e recursos comunicativos nas mídias sociais. Argumentamos que o antipetismo não se limita à negação do PT ou o voto útil no adversário. A oposição hostil ao partido é o fator que catalisa uma diversa gama de discursos políticos de modo heterogêneo e não linear. Assim, defendemos a hipótese de que o antipetismo nas mídias sociais em 2014 tem uma característica fundamental que chamamos de assimetria histórica, que produz alguns pontos cegos quanto à análise da imagem do partido e da própria política brasileira. Para lançar luz sobre o pano de fundo que compõe a Rede Antipetista, oferecemos uma chave de leitura que enfatiza três pontos referenciais antagônicos: o antipartidarismo, o antiesquerdismo e o antiestablishment. O gatilho da tríade do antipetismo é o clima de ansiedade da população, provocado pela queda na avaliação retrospectiva do governo federal, situando um cenário de crise econômica e de escândalos de corrupção. As chaves de leitura elaboradas são essenciais para a compreensão de fenômenos recentes e de grande complexidade da comunicação política, além de parte da conjuntura da política nacional, como o papel da oposição e os protestos pelo impeachment da presidente, Dilma Rousseff. Discutiremos os principais resultados e elaboraremos problematizações sobre os desafios suscitados para pesquisas posteriores.