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Outro Financiamento, capital político e gênero : um estudo de determinantes do desempenho eleitoral nas eleições legislativas brasileiras de 2010(2012) Speck, Bruno Wilhelm; Mancuso, Wagner Pralon; Tribunal Superior EleitoralOutro Eleições 2014 : uma análise sobre o financiamento de campanha dos candidatos pastores(2015) Figueiredo Netto, Gabriela; Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralO crescimento do número de parlamentares evangélicos ao longo das últimas legislaturas acompanha o crescimento populacional de brasileiros evangélicos em todo o Brasil. Esta lógica faz sentido a partir do momento em que o eleitorado evangélico passa a buscar opções de candidatos que possam vir a representar seus interesses no Parlamento em concordância com os princípios da religião, e há também o crescimento de candidatos que se utilizam do discurso da religião para atraírem votos dos fiéis. Os candidatos que se declaram como pastor, por exemplo, já enviesam seu eleitorado-alvo como aqueles pertencentes à religião e tendem a buscar seus votos. O presente trabalho tem como objetivo analisar se os candidatos evangélicos possuem um perfil de arrecadação diferente dos outros candidatos e necessitam de um menor financiamento de campanha para conseguirem se eleger. O objetivo é analisar os candidatos pastores para deputado estadual e federal em todos os estados na eleição de 2014 em contraposição com os outros candidatos.Artigo Corporate dependence in Brazil's 2010 elections for federal deputy(2016) Mancuso, Wagner Pralon; Figueiredo Filho, Dalson Britto; Speck, Bruno Wilhelm; Silva, Lucas Emanuel Oliveira; Rocha, Enivaldo Carvalho da; Tribunal Superior EleitoralIt identifies factors that help explaining the level of corporate dependence among the candidates. It answers the question in relation to the 2010 elections for federal deputy in Brazil. It tests five hypotheses: 01. right-wing party candidates are more dependent than their counterparts on the left; 02. government coalition candidates are more dependent than candidates from the opposition; 03. incumbents are more dependent on corporate donations than challengers; 04. businesspeople running as candidates receive more corporate donations than other candidates; and 05. male candidates are more dependent than female candidates. Methodologically, the research design combines both descriptive and multivariate statistics. It uses OLS regression, cluster analysis and the Tobit model. The results show support for hypotheses 01, 03 and 04. There is no empirical support for hypothesis 05. Finally, hypothesis 02 was not only rejected, but we find evidence that candidates from the opposition receive more contributions from the corporate sector.Artigo Dinheiro, tempo e memória eleitoral : os mecanismos que levam ao voto nas eleições para prefeito em 2012(2016) Speck, Bruno Wilhelm; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o peso do tempo de propaganda e financiamento eleitoral nas disputas majoritárias locais no Brasil. Dialogou-se com a literatura sobre o papel dos recursos financeiros e o tempo de propaganda gratuita nas eleições brasileiras, bem como com os estudos sobre a dinâmica da disputa eleitoral no âmbito municipal. Em termos metodológicos, utilizou-se a regressão linear múltipla e análise de trajetória. A primeira mostra que a votação em 2012 é efeito da memória eleitoral a partir do desempenho do partido em 2008, do volume de recursos financeiros e do tempo de horário eleitoral na campanha de 2012. O peso destes fatores varia em função do tamanho dos municípios. A análise de trajetória permite identificar com mais clareza os mecanismos causais que atuam entre variáveis.Artigo Influenciar as eleições ou garantir acesso aos eleitos? O dilema das empresas que financiam campanhas eleitorais(2016-03) Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralA conexão entre financiamento político pelo setor privado e corrupção é forte no imaginário popular. É dado como certo que o dinheiro nas campanhas compra a eleição e por extensão os políticos eleitos, corrompendo tanto o processo eleitoral como o sistema de representação. Aqui abordo esse mesmo tema a partir da ótica das empresas privadas que financiam campanhas. Combinando a análise das opções teóricas com a análise das escolhas reais, tiro conclusões sobre as motivações das empresas quando financiam campanhas eleitorais no Brasil.Capítulo de livro Financiamento de campanhas de homens e mulheres candidatos a deputado estadual e deputado federal nas eleições gerais de 2010 no Brasil(Universidade Estadual de Campinas, 2012) Speck, Bruno Wilhelm; Sacchet, Teresa; Santos, Fernando Henrique dos; Tribunal Superior EleitoralLivro Mulheres e negros na política : estudo exploratório sobre o desempenho eleitoral em quatro estados brasileiros(Universidade Estadual de Campinas, 2012) Meneguello, Rachel; Speck, Bruno Wilhelm; Sacchet, Teresa; Mano, Maíra Kubik; Santos, Fernando Henrique dos; Gorski, Caroline; Tribunal Superior EleitoralArtigo Financiamento empresarial na eleição para deputado federal (2002-2010) : determinantes e consequências(2015) Mancuso, Wagner Pralon; Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralAnalisa fatores que influenciam o financiamento eleitoral empresarial para candidatos a deputado federal no Brasil. O artigo também analisa a importância do financiamento eleitoral empresarial para o desempenho eleitoral. Focalizando as eleições realizadas entre 2002 e 2010, concluímos que o financiamento eleitoral empresarial é afetado por fatores de natureza política (capital político, ideologia partidária, estrutura partidária e pertença do partido à coalizão do governo) e por características dos candidatos (gênero, escolaridade e ocupação). Concluímos também que o financiamento eleitoral empresarial favorece fortemente o desempenho eleitoral dos candidatos, que também é beneficiado por outros fatores tais como capital político, estrutura partidária e escolaridade.Artigo Game over : duas décadas de financiamento de campanhas com doações de empresas no Brasil(2016) Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralApós duas décadas com eleições realizadas sob a influência de doações empresariais, o Brasil mudou o sistema de financiamento de campanhas, com resultados incertos para a competição política futura. Vários atores participaram ativamente deste processo de reformulação que se cristalizou em duas decisões tomadas no mesmo mês de setembro de 2015. O Supremo Tribunal Federal (STF), instância competente para o controle da constitucionalidade das leis, decidiu pela inconstitucionalidade das doações de empresas a partidos e candidatos nas campanhas eleitorais. No mesmo mês entrou em vigor a lei 13.165/15 modificando o financiamento eleitoral e realizando outras modificações no sistema eleitoral. Tudo indica que estamos em um momento de transição entre dois modelos de financiamento. As empresas, responsáveis por três quartos do custeio das campanhas, não poderão mais aportar recursos. Resta saber em quais fontes o novo modelo repousará. Este texto apresenta um balanço sobre o sistema de financiamento das campanhas nas duas décadas passadas dando ênfase à forte participação das empresas, recapitula o processo de discussão e aprovação da reforma em 2015 e avalia o impacto dos pontos mais importantes da reforma sobre a competição política no Brasil.Artigo O dinheiro importa menos para os candidatos evangélicos?(2017) Figueiredo Netto, Gabriela; Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o impacto do dinheiro sobre o desempenho eleitoral de candidatos em eleições legislativas. Mais especificamente dialogamos com a literatura que analisa se os recursos financeiros importam mais para candidatos com determinados perfis. Para as eleições de 2010 e 2014 para os cargos de deputado federal e estadual, verificamos que, para os candidatos que se apresentam como evangélicos, o dinheiro tem um peso menor para alavancar as campanhas eleitorais. Identificamos esses candidatos através do seu nome de urna, uma técnica usada em pesquisas anteriores. O mecanismo causal que explica esse efeito menor do dinheiro sobre as candidaturas evangélicas é a mobilização do capital simbólico e real das igrejas protestantes. Esse resultado se alinha com outras pesquisas que mostram o valor relativo do dinheiro para alavancar o desempenho nas urnas. Candidatos que dispõem de outros mecanismos para acessar e mobilizar potenciais eleitores, como o apoio institucional da igreja, o acesso aos fiéis e os recursos não contabilizados, dependem menos dos recursos financeiros declarados do que os seus competidores.
