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    Artigo
    Localismo nas eleições proporcionais do Brasil : efeito contextual de "amigos e vizinhos"
    (2025) Zolnerkevic, Aleksei; Tribunal Superior Eleitoral
    Enquanto os primeiros estudos sobre estratégias eleitorais argumentam que o sistema adotado no Brasil incentiva o "voto pessoal" e a criação de redutos eleitorais geograficamente localizados, estudos mais recentes demonstram que a estratégia eleitoral mais efetiva é a dispersão dos votos. Segundo a perspectiva contextual, as pessoas votam nos candidatos a cujas mensagens políticas têm acesso e que correspondem às demandas dos lugares onde vivem. A partir da construção de um banco de dados sobre as eleições legislativas de 2010 a 2018, buscamos interpretar os resultados encontrados utilizando essa perspectiva. Partindo da hipótese de uma votação regida pela forma como as informações são difundidas no espaço, encontramos que a maioria dos candidatos tem sua maior votação no seu domicílio eleitoral declarado, que os com apenas experiência municipal apresentam um padrão de votação condizente com o efeito de "amigos e vizinhos" e que existe uma coordenação partidária na formação das listas.
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    Tese
    A geografia e os estudos eleitorais : a influência do contexto no comportamento eleitoral
    (2018) Zolnerkevic, Aleksei; Valverde, Rodrigo Ramos Hospodar Felippe; Pérez Machado, Reinaldo Paul; Tribunal Superior Eleitoral
    Apresenta os principais estudos, teorias e métodos de pesquisa da subdisciplina geografia eleitoral, desde os primeiros estudos de mapeamento eleitoral de André Siegfried, na França, e Frederick Turner, no EUA, até a perspectiva de análise eleitoral baseada nos lugares, de John Agnew. Em um segundo momento, são discutidos os estudos sobre a influência do contexto no comportamento eleitoral. Argumenta-se que os indivíduos do ponto de vista contextual seriam influenciados em dois níveis: por suas redes sociais de contato e de comunicação política, e pelo contexto geográfico ao seu redor, onde ocorrem as práticas sociais cotidianas. Na parte empírica do trabalho, utilizou-se a técnica estatística de análise fatorial para identificar os períodos de mudança e estabilidade nos padrões espaciais de votação das eleições presidenciais de 1989 a 2014. Encontrou-se um período de estabilidade (voto normal) de 2006 a 2014, com uma clivagem regional norte/sul entre PT e PSDB. Por fim, a partir da hipótese de que a mobilidade espacial e as redes de interação social modulariam a influência do contexto no comportamento eleitoral, são discutidos os resultados de uma análise de dados de "surveys", aplicados na cidade de São Paulo em 2016.