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    Artigo
    Boa noite, e boa sorte : determinantes da demissão de ministros envolvidos em escândalos de corrupção no primeiro governo Dilma Rousseff
    (2016) Araújo, Cletiane Medeiros; Costa, Saulo Felipe; Fittipaldi, Ítalo
    Quais os determinantes para demissão de ministros? Este artigo analisa a onda de escândalos de corrupção envolvendo ministros do primeiro governo Dilma Rousseff. O desenho de pesquisa combina estatística descritiva e análise multivariada para testar as hipóteses de que notícias sobre escândalos políticos, competição política e gerenciamento da coalizão impactam positivamente na probabilidade de o ministro denunciado deixar a pasta ministerial. O estudo foi realizado a partir da construção de uma base de dados, para a qual foram coletadas 677 notícias de três jornais de larga circulação nacional, a saber: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, ao longo dos 17 primeiros meses do governo. Os resultados apontam que quanto maior o número de matérias sobre os escândalos de corrupção do ministro denunciado maior a probabilidade de ele ser demitido. Espera-se, através deste estudo de caso, contribuir para a agenda de pesquisa sobre a relação escândalos políticos/instituições democráticas/accountability, buscando situar esse fenômeno na democracia brasileira recente.
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    Artigo
    Por que ministros são demitidos do gabinete? : uma análise dos governos do PSDB e do PT
    (2017) Franz, Paulo
    Exonerações ministeriais podem ocorrer por uma série de fatores: conflitos políticos, denúncias de corrupção, mau desempenho, etc. A partir da cobertura da imprensa, do perfil de carreira e filiação partidária, analisamos as razões de saída dos ministros de Estado no Brasil entre 1995 e 2014. Para isso agregamos as motivações para saídas ministeriais em sete categorias a fim de comparar os governos do PSDB e do PT. Os dados mostram que a taxa de permanência dos ministros no Brasil é muito baixa, independentemente do partido no governo. Essa instabilidade é resultado das frequentes reformas ministeriais feitas pelos presidentes. O padrão apresentado em todos os governos analisados sugere que a instabilidade ministerial no Brasil deva ser analisada à luz das características do presidencialismo de coalizão.