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    Artigo
    Localismo nas eleições proporcionais do Brasil : efeito contextual de "amigos e vizinhos"
    (2025) Zolnerkevic, Aleksei; Tribunal Superior Eleitoral
    Enquanto os primeiros estudos sobre estratégias eleitorais argumentam que o sistema adotado no Brasil incentiva o "voto pessoal" e a criação de redutos eleitorais geograficamente localizados, estudos mais recentes demonstram que a estratégia eleitoral mais efetiva é a dispersão dos votos. Segundo a perspectiva contextual, as pessoas votam nos candidatos a cujas mensagens políticas têm acesso e que correspondem às demandas dos lugares onde vivem. A partir da construção de um banco de dados sobre as eleições legislativas de 2010 a 2018, buscamos interpretar os resultados encontrados utilizando essa perspectiva. Partindo da hipótese de uma votação regida pela forma como as informações são difundidas no espaço, encontramos que a maioria dos candidatos tem sua maior votação no seu domicílio eleitoral declarado, que os com apenas experiência municipal apresentam um padrão de votação condizente com o efeito de "amigos e vizinhos" e que existe uma coordenação partidária na formação das listas.
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    Artigo
    Coligações partidárias nas eleições proporcionais de Curitiba em 2016 : fragmentação, densidade eleitoral e financiamento
    (2018) Maciel, Ana Paula Brito; Leandro, Breno Pacheco; Arias, Ulisses Alves; Tribunal Superior Eleitoral
    O sistema eleitoral brasileiro permitia - até a criação de uma cláusula de barreira - a formação de coligações entre partidos políticos que poderia ser usada como estratégia para garantir o sucesso eleitoral, tanto em candidaturas do sistema majoritário quanto no proporcional. Buscamos analisar o quanto as coligações foram significativas nas eleições proporcionais do município de Curitiba, em 2016, qual foi Número Efetivo de Partidos (NEP) e taxa de fracionalização, para averiguar o nível de fragmentação, a partir de dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, observamos o quanto o financiamento garantiu o sucesso eleitoral dos vereadores, utilizando banco de dados cedidos pelo Laboratório de Análise de Redes (LAR) da UFPR. Os resultados reiteram a teoria de que coligações e financiamento são fatores determinantes para a garantia do sucesso eleitoral, sendo o financiamento a forma individual de conseguir votos e a coligação a forma institucional.
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    Capítulo de livro
    Os tetos de vidro : sub-representação feminina nas máquinas partidárias
    (2024) Alcântara, Adriana Soares; Wochnicki, Daniela de Cássia; Santos, Marina Martins; Tribunal Superior Eleitoral
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    Artigo
    Voto limitado nas eleições proporcionais legislativas brasileiras : um procedimento para aumentar a eficiência das escolhas
    (2021) Moraes, Gustavo Inácio de; Tribunal Superior Eleitoral
    Tem por objetivo discutir como a introdução de um voto limitado pode beneficiar o alcance de eficiência nas eleições legislativas brasileiras. A experiência brasileira com o voto proporcional apresenta distritos de magnitude elevada e um número expressivo de candidaturas, dificultando a ação de candidatos e de eleitores. Argumentamos que se o eleitor tivesse disponível, ao invés de um único voto, um número maior de escolhas, segundas e terceiras preferências poderiam ser capturadas, no contexto de inúmeras candidaturas. Especificamente apontamos, com base em resultados da literatura, que disponibilizar até três votos, em distritos que são de pelo menos oito candidatos, aumentaria a eficiência das escolhas públicas de representantes legislativos.
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    Artigo
    A era das coligações eleitorais para a Câmara dos Deputados (2006, 2010, 2014 e 2018)
    (2021) Santos, Romer Mottinha; Ferreira, Ana Paula Lopes; Quadros, Doacir Gonçalves de; Tribunal Superior Eleitoral
    Faz-se uma análise do desempenho dos partidos políticos e das coligações eleitorais nas eleições de 2006, 2010, 2014 e 2018 para a Câmara Federal dos Deputados. A partir dos dados coletados junto à Justiça Eleitoral brasileira e disponíveis no repositório eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral identificou-se que os partidos políticos que aderiram a coligações partidárias nas disputas eleitorais investigadas conquistaram mais votos e consequentemente mais mandatos na Câmara Federal. Nos pleitos analisados as coligações eleitorais conquistaram no mínimo 80% das vagas em disputa. Porém, ao analisar-se o impacto das coligações sobre a representação obtida pelos estados na Câmara Federal, os dados revelam que quanto maior é a magnitude eleitoral nos estados, a estratégia de campanha partidária avulsa mostrou-se mais eficiente para obtenção de mandatos nos pleitos.
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    Artigo
    Correndo para as disputas : volatilidade e competição eleitoral nas eleições proporcionais brasileiras (2002-2014)
    (2022) Silva Júnior, José Alexandre; Nascimento, Willber; Paranhos, Ranulfo; Tribunal Superior Eleitoral
    Qual o efeito da volatilidade sobre a competição eleitoral? Parte da literatura acredita que sistemas partidários institucionalizados apresentam baixa volatilidade e competição estável (Mainwaring & Scully, 1995; Mainwaring & Torcal, 2005; Mainwaring & Zocco, 2007). Aqui o objetivo é examinar essa relação em sistemas partidários com baixo nível de institucionalização. Nossa hipótese é que a volatilidade exerce um efeito positivo e significativo sobre a competição. Para testá-la, trabalhamos dados das eleições para deputado federal do período entre 2002-2014 no Brasil disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral e o pacote electionsBR. Utilizamos Modelo de Regressão Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) com dados agrupados, painel e em dois estágios. Os resultados indicam que: 1) a competição é um fenômeno multidimensional; 2) a estimação do efeito da volatilidade sobre a competição depende de outras variáveis do sistema eleitoral; 3) a volatilidade tem efeito sobre a competição quando estimada pela desproporcionalidade. Normalmente o uso do termo competição eleitoral é utilizado de forma pouco precisa. Nossos achados indicam que competição eleitoral é um conceito multidimensional e que, portanto, indicadores como ranking do resultado, o NEP e o desequilíbrio das disputas representam aspectos diferentes do conceito. Por sua vez, nossos achados indicam que a volatilidade eleitoral afeta significativamente nossos indicadores de competição eleitoral quando se controla o efeito de variáveis omitidas. Em termos substantivos, a volatilidade baixa não é garantia de competição estável podendo o contrário também ser verdadeiro.
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    Artigo
    Eleição proporcional em 2020 : uma análise do desempenho feminino nos municípios brasileiros
    (2022) Peixoto, Vitor; Marques, Larissa Martins; Machado, Matheus Virginio Harduim; Rocha, Myllena Peres Souza da; Tribunal Superior Eleitoral
    Investiga o impacto de fatores políticos e sociodemográficos municipais sobre a representação feminina nas eleições de 2020. As hipóteses derivam das teorias sobre influências de condições socioeconômicas, competição eleitoral e tamanho dos distritos sobre o desempenho das mulheres nas eleições proporcionais. Foram analisadas quatro variáveis dependentes: proporção de candidatas, financiamento de campanha, percentual de votos e percentual de cadeiras conquistadas pelas vereadoras. Utilizaram-se análises descritivas bivariadas por meio de ANOVA e testes post-hoc entre categorias de tamanho populacional e as variáveis dependentes; matriz de correlação de pearson entre as variáveis quantitativas; e, por fim, foram construídos modelos econométricos hierárquicos multiníveis no intuito de realizar análises multivariadas que permitissem estimar simultaneamente os impactos das variáveis independentes e controlar os efeitos aleatórios dos estados. Os resultados apontam para impactos inversamente proporcionais entre tamanho do município e percentual de candidaturas e de financiamento. Variáveis socioeconômicas dos municípios tiveram pouco ou nenhum impacto sobre o desempenho das mulheres em todas as variáveis analisadas. A competição eleitoral obteve impacto positivo para percentual de candidaturas femininas, mas negativo para percentual de votos e de cadeiras conquistadas pelas mulheres.
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    Periódico
    Suffragium - revista do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará : vol. 11, n. 19 (jul./dez. 2020)
    (Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, 2020) Tribunal Superior Eleitoral
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    Artigo
    O fim das coligações partidárias a partir da Emenda Constitucional nº 97/2017 : análise sobre as suas consequências nas eleições proporcionais
    (2020) Garcia, Miguel Angelo Aranega; Carmo, Valter Moura do; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa as consequências da vedação de coligações partidárias nas eleições proporcionais a partir da promulgação da Emenda Constitucional nº 97/2017. Nesse contexto discorreu-se sobre a formação e funcionamento dos partidos políticos com a Reforma Eleitoral de 1979, ainda durante o último governo militar, e como se seguiu a vida partidária nacional com a redemocratização do país e a consolidação do sistema democrático brasileiro. A fim de dissertar sobre o tema, dedicou-se à pesquisa exploratória a partir de levantamento bibliográfico. Assim, demostrou-se o funcionamento do sistema eleitoral proporcional no Brasil e como vigora a eleição destinada a preencher os cargos em disputa nas Casas Legislativas. Pauta-se o estudo deste artigo por uma análise crítica do instituto da coligação partidária, os motivos de sua proibição e consequências eleitorais dessa vedação a partir das eleições a serem realizadas no ano de 2020. Por fim, também considerou-se a influência dessa vedação no rearranjo dos partidos políticos nacionais.
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    Outro
    Determinantes do desempenho dos blocos ideológicos - direita, centro e esquerda - nas disputas eleitorais
    (2006) Telles, Helcimara de Souza; Simas, Marcelo Caetano; Tribunal Superior Eleitoral
    Tem como proposta ampliar as investigações acadêmicas sobre a dinâmica das eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados, no Brasil. Pretende apontar algumas das razões que podem estar associadas ao êxito ou retração eleitoral dos partidos políticos. O desempenho eleitoral dos blocos ideológicos - a variável dependente - foi medido pelo Índice de Razão de Avanço - IRA. Foram realizados testes estatísticos, baseadas nas hipóteses sociológicas - políticas, com o intuito de determinar o peso de algumas variáveis sobre os resultados dos blocos ideológicos. Pretendemos verificar em que medidas os diversificados padrões socioeconômicos, as características do formato do sistema partidário e as estratégias selecionadas pelos partidos podem estar associados aos resultados dos blocos, classificados por um critério ideológico que os reduz a centro/direita/esquerda.