Navegando por Autor "Carlomagno, Márcio Cunha"
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Outro As bases eleitorais da ascensão de políticos religiosos no Brasil (1998-2014)(2018) Carlomagno, Márcio Cunha; Tribunal Superior EleitoralAnalisa as bases eleitorais dos candidatos a deputado federal provenientes do clero, em cinco eleições brasileiras, de 1998 a 2014. Busca responder duas questões: 1) candidatos evangélicos possuem bases eleitorais distintas dos demais candidatos? 2) existem preditores sociais, econômicos ou políticos do voto em candidatos evangélicos? Para a primeira questão, utiliza o índice G de Florence, que mede quão pulverizada ou concentrada foi a votação do candidato. A hipótese que candidatos do religiosos, devido aos fatores organizacionais aos quais tem acesso, teriam votação mais pulverizada do que os demais candidatos, é rejeitada. Para a segunda hipótese, constrói-se uma inferência ecológica, tendo o município como unidade de análise, baseado no modelo de Goodman. As hipóteses apresentadas são parcialmente confirmadas, com o fator preditivo mais forte sendo porcentagem de mulheres no eleitorado, seguido de porcentagem de eleitores de 25 a 44 anos, e, em 2014, número efetivo de candidatos. O paper foca sua revisão teórica nos aspectos metodológicas da abordagem escolhida, a inferência ecológica, e seus desdobramentos e detalhes, por acreditar que este é um método potencial aberto a maior exploração nas pesquisas brasileiras.Artigo Cenários para a reforma política : simulações a partir da adoção do distritão e do fim das coligações nas eleições proporcionais(2015) Carlomagno, Márcio CunhaEsta nota de pesquisa apresenta uma simulação de duas propostas para a reforma política em pauta no Brasil em 2015. Inicialmente é aplicado aos resultados eleitorais de 2014 o modelo de voto nominal, sem transferência de votos dos mais votados para os menos votados (distritão). Em seguida, fazemos uma simulação dos resultados de 2014 mantendo o sistema proporcional atual, mas com o fim das coligações. No tipo distritão, apenas 45 cadeiras legislativas mudam de ocupante, o que indica que o fenômeno puxador de votos (principal argumento dos defensores do distritão) não é tão grande assim. No modelo proporcional sem coligação, sobretudo nos estados com baixa população, os partidos políticos têm dificuldades de atingir o quociente eleitoral. Em sete estados, apenas um partido teria atingido o quociente e, como o Código Eleitoral determina que só partidos nesta situação podem concorrer às sobras eleitorais, este teria levado todos os deputados do estado. Alerta-se para a possível criação de um involuntário e informal sistema the winner takes all. Embora esta simulação tenha validade limitada, pois o comportamento observado dos atores políticos foi pensado para a lógica vigente em 2014, ela dá um vislumbre das tendências embutidas no caso da adoção de cada sistemaArtigo Como o candidato alcança seu eleitor? : mensurando estratégias eleitorais por meio dos gastos de campanha nas eleições 2012(2015) Carlomagno, Márcio Cunha; Tribunal Superior EleitoralAnalisa as estratégias eleitorais de 5.533 candidatos a prefeito e 170.648 candidatos a vereador, em 1.988 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, nas eleições 2012, por meio de seus gastos de campanha. O texto argumenta que (categorias de) gastos de campanha têm sido um tópico pouco explorado no estudo de financiamento eleitoral e pode render diversos frameworks para pesquisa sobre tais estratégias. O artigo apresenta uma discussão tipológica sobre a agregação de rubricas de gastos de campanha a partir do banco de dados do TSE, à luz dos objetivos de pesquisa, e argumenta que o estudo de estratégias eleitorais por meio dos gastos de campanha pode responder, especialmente, a três tipos de pesquisas, que visem identificar: a) o ambiente eleitoral local (e a variação das estratégias adotadas nestes), tomando como corte o tamanho do município; b) estratégias individuais dos candidatos em uma mesma competição; c) a eficácia dos gastos realizados. Para estes três aspectos são realizados testes empíricos e apresentados dados consistentes. Como estudo de natureza exploratória, ao seu fim lança-se uma agenda de pesquisa com possíveis tópicos a serem investigados futuramente.Artigo Como os deputados federais alocam os recursos públicos? : análise das emendas parlamentares propostas ao orçamento 2016(2016) Carlomagno, Márcio CunhaApresenta uma análise inicial das 6.714 emendas parlamentares propostas pelos 513 deputados federais ao orçamento de 2016. Na primeira parte, se contextualiza o que são as emendas parlamentares no processo orçamentário brasileiro (recursos discricionários que os deputados possuem para investir nas áreas ou projetos que escolhem), especialmente à luz do novo contexto legal de 2015 (aprovação do orçamento impositivo). A seguir, apresenta-se dados sobre as áreas temáticas contempladas e a modalidade de aplicação das verbas, na qual se percebe que: a) não há grandes distinções temáticas entre os partidos políticos (embora PSDB invista mais em desenvolvimento urbano, enquanto PT e PSOL em educação e cultura ); b) transferências a municípios é a estratégia de modalidade de investimento mais adotada, em consonância com o indicado pela literatura (neste tópico, o PT é o partido que menos utiliza tal recurso). Na seção seguinte, analisa-se as origens partidárias das verbas destinadas a uma área de governo específica (direitos humanos, de gênero e de raça), a fim de verificar maiores detalhes. PRB, PT e PSOL são os partidos mais destacados neste tópico. No entanto, os recursos vindos dos PRB têm origem em apenas dois parlamentares, não caracterizando um comportamento partidário. Fica evidenciado que, apesar das semelhanças do quadro por áreas temáticas da primeira parte, existem diferenças entre os partidos quando verificamos pastas ou subtópicos específicos. Ao fim, ressalta-se a importância do acompanhamento das emendas parlamentares enquanto uma importante atividade dos deputados brasileirosArtigo Desempenho individual e transferência de votos no sistema eleitoral proporcional brasileiro(2018) Carlomagno, Márcio Cunha; Carvalho, Valter Rodrigues de; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a relação entre desempenho individual dos candidatos, transferência de votos intralista e resultados eleitorais. Historicamente tem sido alegado que o sistema eleitoral proporcional brasileiro geraria uma distorção nos resultados, permitindo que uma parcela significativa dos parlamentares fosse eleita beneficiada pela votação dos partidos/coligações. Argumentamos que essa crença não se efetiva. Analisamos os resultados de todos candidatos a deputado federal entre 1994 e 2014. Os dados mostram que nesse período apenas entre 8,8% e 13,2% dos eleitos não estiveram posicionados, na lista final de votação, até o limite do número de cadeiras em disputa em cada distrito. Além disso, apenas entre 0,8% e 2,8% dos que estiveram nas posições dos "mais votados" não lograram sua eleição, comprovando nossa hipótese. Como implicação desses resultados, defendemos que o sistema proporcional brasileiro já produz resultados equivalentes aos do single non-transferable vote (SNTV), conforme argumentos de Gary Cox. Os resultados contribuem para o debate público sobre reforma política, pois demonstram que a alegada distorção provocada pelo atual sistema não é um bom argumento para a mudança das regras eleitoraisArtigo Eleições como de costume? Uma análise longitudinal das mudanças provocadas nas campanhas eleitorais brasileiras pelas tecnologias digitais (1998-2016)(2018) Braga, Sérgio Soares; Carlomagno, Márcio Cunha; Tribunal Superior EleitoralBusca empreender um estudo das principais inovações ocorridas nas e-campanhas brasileiras desde 1998. Como método de análise, foi realizada uma sistematização dos principais achados efetuados pela literatura sobre inovações nas e-campanhas brasileiras e apresentados dados sobre o uso das mídias sociais e da internet pelos candidatos nas campanhas eleitorais no Brasil desde 2006, quando estes passaram a ser reunidos de maneira mais sistemática. O exame é focado nas eleições para cargos majoritários (prefeitos de cidades com dois turnos, governadores, senadores e presidentes da República), com atenção especial para as últimas campanhas eleitorais, de 2014 e 2016. Entre os principais resultados empíricos destacam-se a redução do "digital divide" entre as regiões do País no que se refere ao acesso às tecnologias digitais como um todo e a consolidação da hegemonia do Facebook como ferramenta de campanha nas eleições municipais a partir de 2014.Artigo Eleições online em tempos de 'big data' : métodos e questões de pesquisa a partir das eleições municipais brasileiras de 2016(2017) Braga, Sérgio Soares; Sampaio, Rafael Cardoso; Carlomagno, Márcio Cunha; Vieira, Fabrícia Almeida; Angeli, Alzira Ester; Suhurt, Juan Francisco Arrom; Tribunal Superior EleitoralDiscute os potenciais das pesquisas sobre campanhas digitais para a compreensão de determinados processos subjacentes às eleições, a partir da análise do pleito municipal brasileiro de 2016.Artigo Em que lugares as mulheres têm maiores chances de se eleger vereadoras?(2017) Carlomagno, Márcio CunhaEntre 2000 e 2016, a participação das mulheres nos legislativos municipais no país aumentou de 11,5% para 13,5%. Mas este aumento não foi uniformemente distribuído por todo território nacional. Essa newsletter analisa dados descritivos sobre a taxa de eleição das mulheres para o cargo de vereadora, relacionando a dois aspectos demográficos: (a) tamanho do município; (b) região do país. Descobrimos que, ao contrário do postulado como nossa hipótese, as chances eleitorais das mulheres são inversas ao tamanho da cidade. Cidades até 20 mil eleitores são onde elas mais se elegem, seguido, respectivamente, pelas faixas 20 a 50 mil, de 50 a 200 mil e, por último, mais de 200 mil eleitores. Este padrão se mantém inalterado de 2000 até 2016. O fato deste padrão se manter por todas as cinco eleições indica ser uma característica do sistema. Já no item região percebemos algumas mudanças no período analisado. Nordeste e norte são as regiões onde as mulheres mais se elegeram vereadoras, enquanto o Sudeste, durante todo o período, se mantém estável na última colocação, como o lugar no país que menos elege mulheres. A mudança mais visível no período foi da região sul, que até 2008 se assemelhava ao sudeste, mas desde 2008 aumentou a porcentagem de mulheres eleitas, passando a ocupar a segunda colocação em 2016. Por fim, sugerimos que os dados parecem indicar que a explicação para tais padrões pode residir em outras variáveis, como grau da competição política, custo de campanha, acesso a recursos financeiros e outros aspectos já estudados por outros pesquisadores.Artigo Estratégias de comunicação digital dos partidos brasileiros e portugueses : um estudo comparado(2017) Braga, Sérgio Soares; Carlomagno, Márcio Cunha; Rocha, Leandro Caetano; Tribunal Superior EleitoralFaz uma análise comparada das estratégias de comunicação digital dos partidos brasileiros e portugueses. Procuraremos verificar a validade, para o caso dos sistemas partidários destes dois países, de três hipóteses gerais formuladas pela literatura internacional sobre a temática: a hipótese da correspondência entre características das organizações partidárias e estratégias de interação na internet, a hipótese da normalização, e a hipótese do surgimento de modelos mais interativos e citizen- initiated de comunicação partidária. Para concretizar essa análise procuraremos dialogar com os resultados e aprofundar a proposta metodológica sugerida por Catarina Silva nos seus estudos sobre os partidos portugueses em período não-eleitoral.Artigo Existe polarização nas postagens de Facebook periódicos brasileiros durante as eleições? : uma análise comparativa da disposição de informações sobre candidatos às eleições presidenciais no Brasil em 2014(2015) Cervi, Emerson Urizzi; Moreira, Adriana Cedillo Morales; Carlomagno, Márcio CunhaPropõe uma análise comparativa das citações dos candidatos à presidência no Brasil a partir das fanfages de Facebook de 12 jornais brasileiros, com o objetivo de identificar, por região, o volume de cobertura e a existência de viés contrário ou favorável a determinado candidato. Utilizamos como metodologia predominante a análise quantitativa de conteúdo para analisar 34.618 posts publicados nas fan pages dos jornais, entre 1º de julho e 31 de outubro de 2014, que citavam pelo menos um dos três principais candidatos a presidente: Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT) ou Eduardo Campos/Marina Silva (PSB). A variável utilizada para testar a hipótese é a valência do post que cita os candidatos. Os testes demonstraram diferenças importantes entre o primeiro e o segundo turno nas posturas dos jornais por região.Artigo Partidos, políticos e suas bases : elementos da articulação política local-federal na geografia eleitoral de 2014(2015) Carlomagno, Márcio CunhaAnalisa os padrões de votação (mensurados pelo índice G de concentração de votos) obtidos por 5743 candidatos ao cargo de deputado federal em 26 estados brasileiros nas eleições de 2014. Seguindo a tese de que existe uma articulação política entre os níveis local e nacional, nosso objetivo é identificar se aspectos das bases políticas locais de que partidos dispõem (mensuradas por vereadores, prefeitos e governador do mesmo partido), influenciam nas estratégias de como candidatos obtém seus votos. Para isso, combinamos dados das eleições 2014 e de 2012, a partir de quatro diferentes bancos fornecidos pelo TSE. No modelo de regressão geral, ter vereadores do partido é o elemento de ordem política que mais afeta a tendência à dispersão da votação por todo o estado - em oposição à sua concentração em um nicho específico. Contudo, olhando os detalhes das correlações, existem distinções importantes entre os partidos. Sobre os grandes partidos, o PT tende a ter os resultados mais dispersos e PMDB e PSDB os mais concentrados. Os efeitos de cada tipo de base local também são diferentes a depender do partido, indicando que estes são afetados diferentemente por um mesmo fator. Palavras-chave: geografia do voto; conexão eleitoral; partidos políticos; político profissional; eleições.Outro As pessoas interagem com os políticos nas mídias sociais? Padrões de interação no Facebook e seus determinantes nas eleições estaduais brasileiras de 2014(2015) Braga, Sérgio Soares; Carlomagno, Márcio Cunha; Tribunal Superior EleitoralAnalisa 140 candidatos a governador nos 27 estados brasileiros que estavam presentes no Facebook nas eleições de 2014. Coletaram-se o total da produção e das interações de todos os candidatos na referida plataforma digital. Seguindo o framework aplicado por Vaccari e Nielsen (2014) e tendo como unidade de análise a média das interações, propôs-se uma abordagem que aprimora os dados dos autores. Descreveu-se a distribuição da atenção aos candidatos e analisou-se, por meio de uma regressão estatística, quais os fatores explicativos para tal distribuição. Ser um candidato competitivo e número de citações na imprensa foram fatores mais influentes no âmbito político, porcentagem da população do estado com acesso à internet foi a variável mais explicativa no âmbito dos aspectos sociais.Artigo Respondem os políticos a questionamentos dos eleitores? Um experimento controlando os incentivos de mensagem, período e meio(2018) Carlomagno, Márcio Cunha; Braga, Sérgio Soares; Sampaio, Rafael Cardoso; Tribunal Superior EleitoralApresenta os resultados de um experimento conduzido entre setembro de 2014 e julho de 2015 para verificar a responsividade dos parlamentares brasileiros a questões enviadas por cidadãos, sob distintas condições. Para isso, foram enviadas quatro rodadas de mensagens, ao longo do período, aos 513 deputados federais, controlando os incentivos. Testamos três fatores: a) o conteúdo da mensagem (potencial eleitor versus uma questão sobre votação de projeto de lei em plenário); b) o período em que a mensagem foi enviada (eleitoral e não eleitoral); c) a plataforma por meio da qual a mensagem foi enviada (e-mail e mídias sociais). Em geral, a taxa de respostas é muito pequena, indicando a baixa responsividade digital dos parlamentares brasileiros. O modelo de regressão logística demonstra que "período eleitoral" não exerce grande influência, que "incentivos do conteúdo da mensagem" aumentam em dez vezes a probabilidade de resposta e que "mensagens enviadas via mídias sociais" aumentam em nove vezes a probabilidade de resposta. Discutimos os resultados sob a luz da teoria dos incentivos políticos e da ampliação das possibilidades de accountability trazidas pelas ferramentas de comunicação política online. Acreditamos que a pesquisa abre caminho para futuras abordagens experimentais nessa seara.Artigo Sistema proporcional, puxador de votos e um problema inexistente : os mais votados já são os que se elegem(2016) Carlomagno, Márcio CunhaInvestiga o fenômeno dos puxadores de votos, apresentando os resultados para o tratamento de dados de seis eleições: vereadores em 2008 e 2012, deputados estaduais e federais, ambos em 2010 e 2014. Argumento que existe uma confusão conceitual entre quociente eleitoral, cuja obtenção não deveria ser esperada por parte dos candidatos, as posições finais na competição e o papel exercido pelos votos do partido/coligação. Contrariando a noção difundida de que os candidatos dependeriam dos votos partidários para eleger-se, demonstro que apenas entre 8% e 13% (a depender da eleição) dos eleitos não estiveram, na ordem final de votação nominal, em uma posição até o limite do número de cadeiras em disputa. Os resultados jogam nova luz sobre a compreensão acerca do sistema eleitoral brasileiro, argumentando que a importância da transferência de votos intra-lista tem sido superestimada. Ao fim, sugere-se questões de debate, à luz de potenciais propostas de reformas eleitorais.
