Navegando por Autor "Codato, Adriano Nervo"
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Artigo Candidatos policiais na política nacional : uma análise dos aspirantes a deputado federal(2014) Berlatto, Fábia; Codato, Adriano NervoDas eleições de 1998 até as de 2014, 972 integrantes das forças policiais e militares se candidataram a deputado federal no Brasil. O objetivo deste paper é investigar os perfis social, político e ideológico dos integrantes das forças repressivas do Estado que se lançaram na política institucional. Através de estatística descritiva, ressaltamos as especificidades desse grupo. Achados iniciais mostraram que se a passagem da polícia à política era feita, nos anos 90, através de grandes partidos de direita, atualmente ela se dá via pequenos partidos sem identidade ideológica muito clara (partidos fisiológicos).Artigo As candidaturas indígenas nas eleições gerais de 2014(2014) Costa, Tiemi; Codato, Adriano NervoEm 2014 o TSE utilizou, pela primeira vez, o critério cor/raça para fazer o registro dos candidatos aos cargos de Deputado(a) Estadual, Deputado(a) Federal, Governador(a), Senador(a) e Presidente da República. Em um universo total de 21.787 candidaturas válidas (reunindo brancos, negros, pardos, amarelos e indígenas), houve o registro de 74 indígenas. Essa nota de pesquisa mapeia o perfil social e o perfil político dos candidatos indígenas nessas eleiçõesArtigo Classe social, elite política e elite de classe : por uma análise societalista da política(2009) Perissinotto, Renato M. (Renato Monseff); Codato, Adriano NervoRetoma um problema tradicional da teoria social, que é o da oposição entre os conceitos de classe social e elite, já discutido por autores como Aron, Wright Mills, Miliband, Bottomore, Giddens, Therborn, dentre outros. Não se pretende apresentar aqui nenhuma contribuição teórica original. Nosso objetivo, ao invés, é insistir nas vantagens analíticas e nas dificuldades práticas dessa junção conceitual, procurando mostrar como o conceito de elite de classe torna possível a operacionalização de uma análise classista da política.Artigo Classificando ocupações prévias à entrada na política : uma discussão metodológica e um teste empírico(2014) Codato, Adriano Nervo; Costa, Luiz Domingos; Massimo, Lucas; Tribunal Superior EleitoralPropõe uma discussão sobre definição, classificação e mensuração de posições sociais de origem para o estudo do recrutamento de elites políticas. Para tanto, apresenta diferentes estratégias teórico-metodológicas para enquadrar a variável ocupação prévia à carreira parlamentar e sugere a pertinência de um critério mais analítico que sociográfico na codificação das profissões daqueles que postulam ingressar no mundo político. Sustenta-se que o recrutamento político pode ser mais bem apreendido por meio de uma tipologia que leve em conta não apenas variáveis institucionais, mas, na linha sugerida por Max Weber, variáveis econômicas e sociais. No teste empírico dos critérios propostos neste artigo, foram utilizados dados sobre candidatos a deputado federal no Brasil em 2006 e 2010 para simular o rendimento de uma classificação alternativa. Essa classificação está baseada em três parâmetros: 1) a flexibilidade da carreira profissional do candidato (tempo livre e autonomia financeira), 2) a importância dessa ocupação numa dada comunidade (status social) e 3) sua afinidade prévia com os valores e as práticas do mundo político. O resultado revelou que clivagens sociais e clivagens de gênero podem ser reforçadas pelo tipo de atividade profissional exercida previamente pelos candidatos a parlamentar antes mesmo que filtros institucionais produzam seus efeitos.Artigo Competição e profissionalização política : as eleições para deputado federal no Brasil em 2010(2012) Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano NervoDiscute a profissionalização política nas eleições para a Câmara dos Deputados em 2010. Partindo da constatação de que ser político profissional é a variável mais importante para determinar o sucesso eleitoral de um candidato à CD, o paper verifica como se dá a combinação entre as variáveis ser político profissional, condições políticas de competição (magnitude do distrito e blocos ideológicos), receitas de campanha e desempenho eleitoral para o universo dos 4.124 candidatos a deputado federal em 2010. Os resultados mostram (a) baixa relação entre a magnitude do distrito a profissionalização dos competidores; (b) que os políticos profissionais estão em maior proporção nas listas dos partidos com melhores desempenhos; (c) que a presença dos profissionais é menos comum nos partidos de direita; e (d) que são os políticos que angariam maior quantidade de recursos financeiros.Artigo O conceito de ideologia no marxismo clássico : uma revisão e um modelo de aplicação(2016) Codato, Adriano NervoDemonstra alguns aspectos operacionais da noção teórica de ideologia, tal como pensada pelo marxismo, a fim de enfatizar suas habilidades para uso prático na análise social. O argumento a ser defendido aqui é que, atualizado ou não com as modas acadêmicas, esse termo ainda funciona desde que compreendido no seu sentido integral. Mostro então como a transfiguração do sentido do conceito (do negativo ao positivo) e da realidade que ele descreve (de fenômeno puramente mental para estrutura material), permite entender a prática ideológica como prática social, e como tudo isso vem enredado pela noção de tradição, tal como já pensada por Engels e Marx. Em seguida, enumero alguns pré-requisitos teóricos e metodológicos para produzir um mapa das ideologias de uma formação social. Esse mapa pode servir não apenas para descrever a topologia de um dado campo ideológico, mas para demonstrar como, quando e por que uma determinada ideologia se torna a ideologia dirigente e o seu discurso, o discurso dominante numa sociedade.Artigo O contorno sociopolítico dos parlamentares originários do funcionalismo público no Brasil (1982-2010)(2014) Codato, Adriano Nervo; Ferreira, Ana Paula LopesMostra a variação do perfil político e social dos deputados federais com origem no funcionalismo público que foram eleitos para a Câmara Federal brasileira entre 1982 e 2010. Para classificar esses parlamentares como funcionários públicos nós tomamos por base a última atividade profissional ou ocupação que eles exerciam antes do primeiro mandato eletivo. Testamos uma primeira hipótese segundo a qual esses parlamentares seriam políticos inexperientes que entraram na carreira parlamentar mais tarde que a média de idade dos demais deputados e diretamente para a Câmara dos Deputados, graças ao capital político acumulado na função que desempenharam no Estado. Testamos uma segunda hipótese associada a essa primeira: quanto mais alto o cargo ocupado no setor público (alto escalão), menor seria a extensão da carreira cumprida até a Câmara dos Deputados já que o capital de função exerceria um efeito ainda maior. Foram levantados os perfis de 213 parlamentares, separados em seis legislaturas, destacando dados como sexo, formação acadêmica, partido político, ideologia, associativismo, posição na carreira estatal, cargos eletivos na carreira política, idade e região de origem. A análise mostrou que os dados confirmam parcialmente as duas hipóteses. Até 1994 a primeira posição para a maioria desses indivíduos era sim a Câmara dos Deputados. Porém, a partir de 1998 houve uma inversão e o cargo de estreia na vida política passou a ser o de vereador. Até 1994 a maioria desses deputados-funcionários provinha do médio e do alto funcionalismo. A partir de 1998 esse perfil se modifica e em 2010 temos que mais da metade vinha do baixo funcionalismo público, sendo principalmente professores de ensino fundamental e médio e bancários do setor público.Artigo Da polícia à política : explicando o perfil dos candidatos das forças repressivas de Estado à Câmara dos Deputados(2016) Berlatto, Fábia; Codato, Adriano Nervo; Bolognesi, BrunoInvestiga o perfil social e a preferência partidária dos integrantes das Forças Repressivas do Estado que se lançaram na política institucional nas duas últimas décadas no Brasil. Por meio de estatística descritiva, ressaltamos as especificidades de integrantes das Forças Policiais e Militares que se candidataram a deputado federal. Achados desta pesquisa mostraram mudanças bruscas, de uma eleição a outra, entre os tipos de partidos nos quais essas candidaturas mais se concentraram. Se a passagem da polícia à política era feita, nos anos 1990, via grandes partidos de direita, nos anos 2010 ela se dá por meio de pequenos partidos sem identidade ideológica muito clara (partidos fisiológicos). Além do impedimento constitucional de militares filiarem-se a partidos políticos, a ausência de preferência sistemática por um tipo de agremiação partidária pode ser o efeito de um comportamento estratégico, já que obter um lugar na lista desses pequenos partidos não é apenas mais simples, mas há mais abertura a discursos personalistas, tais como os sustentados por esses candidatospoliciais. Esse comportamento também está relacionado à sua visão negativa da política tradicional e dos políticos estabelecidos nos grandes partidos e à crítica a programas com apelos ideológicos muito genéricos. Esses candidatos preferem representar agendas determinadas, como as demandas de suas próprias corporações.Artigo Dinheiro, profissão e partido : a vitória na eleição para deputado federal no Brasil em 2010(2015) Cervi, Emerson Urizzi; Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano Nervo; Perissinotto, Renato M. (Renato Monseff)A partir de banco de dados com 4.124 candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2010, este artigo avalia o peso das variáveis ocupação, tipo de partido político e financiamento das campanhas no desempenho eleitoral dos competidores a uma cadeira no legislativo federal. O artigo conclui que pertencer a partidos políticos grandes e organizados, ter experiência política prévia (especialmente na própria Câmara dos Deputados) e possuir alta capacidade de arrecadação de recursos financeiros são condições fundamentais para determinar o sucesso eleitoral do candidato. Tais dados apontam para a profissionalização dos quadros eleitos no Brasil e para a crescente institucionalização do universo político nacional.Sumário de livro Ditadura militar : nove ensaios sobre a política brasileira(Almedina, 2023) Codato, Adriano Nervo; Tribunal Superior EleitoralDissertação Funcionários na política : o perfil sócio-profissional dos funcionários públicos eleitos para a Câmara dos Deputados no Brasil (1945-2010)(2014) Ferreira, Ana Paula Lopes; Codato, Adriano NervoNa literatura sobre elites políticas, os estudos que abordam os funcionários públicos utilizam a variável profissão de origem como parte da identidade dos políticos em termos de experiências profissionais. Desta forma, informações sobre o perfil em si desse grupo, como a posição ocupada no funcionalismo público e a trajetória na carreira política são marginalizadas. A fim de suprir essa lacuna, o objetivo deste trabalho é expor o perfil político e social dos deputados federais brasileiros com origem no funcionalismo público que foram eleitos para a Câmara Federal brasileira entre 1945 e 2010. Trabalha-se com a hipótese de que as diferenças nos padrões de carreira política dos deputados federais com origem profissional no funcionalismo público podem ser explicadas pela posição ocupada na mesma (alto, baixo e médio escalão). Para testar a hipótese utiliza-se da análise quantitativa de dados categóricos - que foram coletados por meio do método da prosopografia-, a partir do levantamento do perfil de 313 parlamentares, separados em dezessete legislaturas, destacando-se dados como partido político, ideologia, posição ocupada no funcionalismo público e carreira política. Como resultado da pesquisa, temos que as variáveis determinantes para a explicação das diferenças de perfil dos parlamentares estão concentradas mais no âmbito das ideologias partidárias em que estão filiados, do que na posição ocupada no funcionalismo público, que não apresenta variações significativas ao longo do período em questão.Artigo O golpe de 1964 e o Regime de 1968 : aspectos conjunturais e variáveis históricas(2004) Codato, Adriano NervoTrata da evolução política do Brasil num período determinado de seu desenvolvimento. Discute-se o processo de conversão do regime autoritário no pós-1964 em regime ditatorial-militar no pós-1968. O objetivo do artigo é examinar a causa da edição do Ato Institucional n.º 5, logo, da vitória da extrema-direita militar, e, portanto, do fracasso político do movimento oposicionista nessa conjuntura. A questão central que informa a análise é a seguinte: é possível encontrar uma variável explicativa na interpretação desse processo histórico que dê conta do porquê da supremacia do grupo palaciano (a corrente ideológica militar então mais influente), e da sua solução para a crise do regime, bem como da derrota das oposições?Artigo A marcha, o terço e o livro : catolicismo conservador e ação política na conjuntura do golpe de 1964(2004) Codato, Adriano Nervo; Oliveira, Marcus Roberto de; Tribunal Superior EleitoralDiscute a atuação política dos grupos conservadores que, em São Paulo e no Paraná, apoiaram a intervenção militar de 1964. Analisamos a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Concluise que, em Curitiba, o evento (rebatizado para Marcha a favor do Ensino Livre) priorizou a luta pelas liberdades individuais, deixando em segundo plano os valores tradicionais cristãos, diferentemente do enredo seguido em outras cidades. O caso em questão ilustra a complexidade da conjuntura ideológica no pré-1964, a natureza crítica das iniciativas do governo Goulart para levar adiante sua agenda reformista e as diferentes motivações não somente sociais, mas também regionais no engajamento da sociedade civil na campanha golpista.Artigo Onde estão os trabalhadores nas listas de candidatos dos partidos brasileiros?(2015) Costa, Luiz Domingos; Bolognesi, Bruno; Codato, Adriano NervoDimensiona a presença e a evolução do número de trabalhadores manuais nas listas eleitorais dos partidos brasileiros nas eleições para deputado federal de 1998 a 2014. A constatação fundamental do trabalho é que o grosso de candidatos oriundos das ocupações mais populares se deslocou do Partido dos Trabalhadores para os partidos pequenos e para os partidos novos nas últimas eleições. Para tentar explicar isso, esboçamos duas hipóteses: a proliferação de partidos contribui para estender as oportunidades de candidaturas até a base da pirâmide social brasileira; e as mudanças no interior do PT parecem fazer com que o partido prefira políticos cada vez mais profissionais nas disputas eleitorais proporcionaisArtigo Profissionalização ou popularização da classe política brasileira? : um perfil dos senadores da República(2012) Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano NervoCompara alguns achados disponíveis na literatura nacional sobre a trajetória política e a ocupação profissional de deputados federais para o caso específico dos senadores. Nosso experimento leva em consideração, ao lado de outras fontes, uma base de dados relativamente ampla sobre o Senado (240 indivíduos) num intervalo de tempo considerável: 1986-2010. Na primeira e na segunda seções resumimos algumas análises sobre o processo de recrutamento parlamentar no Brasil focados na Câmara dos Deputados. Na terceira e quarta seções procuramos verificar se o que já se sabe sobre a Câmara Federal vale também para o Senado da RepúblicaOutro Quem são os agentes da coalizão? Radiografia dos ministros-políticos no presidencialismo brasileiro(2018) Codato, Adriano Nervo; Franz, Paulo; Sangalli, Amanda; Tribunal Superior EleitoralExamina a estabilidade do Poder Executivo a partir da presença de congressistas e de não congressistas nos ministérios em todos os gabinetes nos últimos dois períodos democráticos (1946-1964 e 1985-2016). Comparou-se o tempo de permanência entre ministros com passagem pela Câmara e/ou Senado com aqueles que não passaram por esses níveis Legislativos e o risco de saída do gabinete de cada grupo através do estimador produto-limite de Kaplan-Meier. Através do modelo de riscos proporcionais de Cox, avaliou-se o impacto de doze fatores (pessoais, partidários, políticos e econômicos) sobre a taxa de rotatividade ministerial em cada regime. Os dados mostram, de maneira contraintuitiva, que a maior presença de "políticos" (definidos como ex-congressistas) nos gabinetes diminui o nível de sobrevivência ministerial em ambos os regimes, aumentando, assim, a instabilidade dos governos. O impacto das co-variáveis sobre a estabilidade variou muito dependendo do regime político considerado. Este é, contudo, um trabalho descritivo dos dados e uma pesquisa ainda exploratória.Outro Reconversão, popularização e ambição : três conceitos sobre as elites parlamentares brasileiras(2018) Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano Nervo; Tribunal Superior EleitoralFaz um inventário da maior parte da literatura sobre o recrutamento político no Brasil classificando a produção bibliográfica sob 3 abordagens: a perspectiva da ciência política, a da sociologia política e a da sociologia da política. Sustenta-se que os estudos recenseados são bastante heterogêneos, seja em função dos enfoques teóricos, seja em função das fontes e materiais mobilizados, seja, ainda, em função das estratégias metodológicas adotadas. Isso forma três perspectivas analíticas com nenhum diálogo entre si, o que impede a cumulatividade dos achados e um maior avanço na compreensão do papel dos atributos políticos e sociais dos parlamentares brasileiros para explicar o processo de recrutamento.Artigo Regime político e recrutamento parlamentar : um retrato coletivo dos senadores brasileiros antes e depois da ditadura(2016) Codato, Adriano Nervo; Costa, Luiz Domingos; Massimo, Lucas; Heinz, Flavio; Tribunal Superior EleitoralReconstitui os perfis coletivos das bancadas do Senado brasileiro em três períodos: a democracia populista (1945-1964), a ditadura militar (1964-1979) e o regime de transição para a democracia liberal (1979-1990). Esse intervalo de tempo compreende três sistemas partidários: multipartidário (1945-1965), bipartidário (1965-1979) e multipartidário (de 1979 em diante). A hipótese testada é a seguinte: variações no perfil social e no perfil da carreira política de parlamentares devem estar relacionadas com o tipo de regime político e, mais especificamente, com o regime de partidos em vigor. No caso aqui analisado, supõe-se que os atributos dos membros do Senado brasileiro, eleitos sob um sistema onde concorrem múltiplos partidos, deva ser diferente dos atributos dos eleitos sob o bipartidarismo, ainda que as regras eleitorais (sistema majoritário) permaneçam constantes. Para analisar o impacto das mudanças nas condições de acesso à Câmara Alta foram estudados 351 senadores. Os dados revelaram que esses representantes tiveram o perfil das suas carreiras afetado pelas variações nos parâmetros da competição política impostas pelo regime ditatorial-militar. O estrangulamento da estrutura de oportunidades, um efeito direto do sistema de dois partidos, foi responsável por alijar concorrentes sem altíssima experiência política. Com a reintrodução do pluripartidarismo nas eleições de 1982, as características das carreiras desses parlamentares retomaram o perfil anterior a 1964.Outro A revolução silenciosa no Partido dos Trabalhadores no Brasil(2016) Bolognesi, Bruno; Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano Nervo; Tribunal Superior EleitoralArtigo Variáveis sobre o recrutamento político e a questão de gênero no Parlamento brasileiro(2013) Costa, Luiz Domingos; Bolognesi, Bruno; Codato, Adriano NervoAvança no emprego de variáveis sociais e político-institucionais no entendimento dos processos de recrutamento de elites políticas. O caso de eleições de mulheres para a Câmara dos Deputados do Brasil oferece subsídios empíricos para a exploração das lacunas das explicações com base apenas em variáveis de um único tipo. Assim, propomos uma análise centrada nos partidos políticos. A ideia básica é que partidos políticos no Brasil são sociologicamente diferentes, apesar de operarem num marco institucional uniforme. A diferença é menos programática ou ideológica, embora ela também exista, e mais das suas fontes sociais de recrutamento. Disso decorre que partidos diferentes teriam diferentes maneiras de se organizar internamente e, por isso, diferentes estratégias e mecanismos para a formação de listas de candidatos
