Navegando por Autor "Lima, Marcelo Oliveira Coutinho de"
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Artigo A direita que flutua : o voto conservador na eleição de 1990 em São Paulo(1991) Pierucci, Antônio Flávio; Lima, Marcelo Oliveira Coutinho de; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o grande crescimento do voto malufista na cidade de São Paulo entre 1986 e 1990. Tradicionalmente, o vote da direita representada por Jânio e depois Maluf concentrava-se, sociologicamente, nos estratos médios inferiores e, geograficamente, nas áreas médias das zonas Leste e Norte, "o outro lado da cidade". Em seu movimento de expansão na capital paulista o eleitorado conservador, ao mesmo tempo em que se mantém forte em seus redutos históricos, espraia-se pelos bairros elegantes das zonas Centro, Oeste e Sul, a "área nobre" de São Paulo, incorporando assim nas bases de voto do malufismo uma boa fatia dos setores médios superiores. Os autores privilegiam as eleições de 1988 e 89, que mostraram a viabilidade eleitoral do PT, como catalisadores desta expansão socialmente ascendente do voto conservador. Levantam a hipótese de que, sendo esse tipo de voto uma escolha estratégica, não está garantido que esses novos contingentes que vêm votando na direita lhe permaneçam fiéis.Artigo São Paulo 92, a vitória da direita(1993-03) Pierucci, Antônio Flávio; Lima, Marcelo Oliveira Coutinho de; Tribunal Superior EleitoralAnalisando os resultados da eleição para a prefeitura da cidade de São Paulo em 1992 e comparando-os com os das eleições anteriores, os autores observam que a expansão do voto malufista e a viabilidade eleitoral do PT têm modificado o perfil do eleitorado de direita na capital em relação ao padrão verificado ao longo da década de 80. As maiores taxas de voto malufista se encontram hoje nos bairros mais ricos de São Paulo, o que relembra a curva devotação da Arena nos anos 70.Artigo Volatilidade eleitoral em São Paulo, 1985-92(1996-11) Lima, Marcelo Oliveira Coutinho de; Tribunal Superior EleitoralExamina a volatilidade eleitoral na cidade de São Paulo no período 1985-92. São descritas as principais hipóteses sobre a mudança eleitoral nas democracias européias e americana, bem como a metodologia para o cálculo da volatilidade das preferências eleitorais. Após adaptar estes critérios para o contexto brasileiro e paulistano, foi possível verificar que os mais altos índices de volatilidade encontram-se, ao contrário do que se poderia esperar, entre os eleitores teoricamente mais bem informados e educados. O autor levanta a hipótese de que este tipo de comportamento e os efeitos dos meios de comunicação de massa nas campanhas eleitorais podem levar o sistema partidário brasileiro a uma evolução diferente daquela preconizada pelos modelos clássicos da ciência política, baseados na clivagem social.
