Navegando por Autor "Mendonça, Ricardo Fabrino"
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Artigo A estética política da gambiarra cotidiana(2016) Assunção, Helena S.; Mendonça, Ricardo FabrinoPropõe pensar a gambiarra de forma ampla, como uma prática de improviso, de reapropriação de algum recurso material disponível que o transforma e adequa a uma necessidade específica. A partir disso, exploramos o processo-gambiarra para além de seu caráter funcional. Acreditamos que o rearranjo de materiais pode ressignificar nossa experiência com o mundo e reinventar o cotidiano, revelando um potencial de resistência e emancipação. As dimensões política e estética dessa prática do inusitado são tratadas, aqui, a partir da articulação das ideias de Michel de Certeau, John Dewey, Jacques Rancière e Hannah ArendtArtigo Fake news e o repertório contemporâneo de ação política(2023) Mendonça, Ricardo Fabrino; Freitas, Viviane Gonçalves; Aggio, Camilo de Oliveira; Santos, Nina Fernandes dos; Tribunal Superior EleitoralBusca compreender o fenômeno contemporâneo das fake news. Para tanto, parte de uma revisão de literatura acerca da noção, abordando: (1) suas definições; (2) os fatores que explicariam sua onipresença na discussão política contemporânea e as consequências desse processo; (3) os casos mais recorrentemente explorados pela literatura e seu desenvolvimento histórico; (4) os "antídotos" ou soluções propostas para lidar com o fenômeno. Na sequência, o artigo faz uma leitura da noção de fake news pelas lentes do conceito de repertório do confronto político e argumenta como alguns dos antídotos frequentemente imaginados não parecem adequados para lidar com o contexto atual de crise epistêmica.Artigo Inteligência Artificial e democracia : humanos, máquinas e instituições algorítmicas(2025) Filgueiras, Fernando; Mendonça, Ricardo Fabrino; Almeida, Virgílio; Tribunal Superior EleitoralTrata das mudanças na dinâmica dos regimes democráticos em razão da emergência da Inteligência Artificial (IA). A teoria democrática avançou na epistemologia da política considerando os avanços de inteligências individuais e coletivas, compreendendo como atores e movimentos sociais tensionam e produzem formas de convivência no seio de democracias. A emergência da Inteligência Artificial significa uma complexificação das dinâmicas democráticas uma vez que ela fundamenta uma epistemologia da política baseada na relação com outras formas de inteligência (individuais e coletivas). A coexistência dessas três formas de inteligência proporciona novos desafios para a teoria democrática no contexto da interação entre humanos e máquinas. Concluímos observando como soluções democráticas têm sido criadas para enfrentar os dilemas sociais que emergem com a Inteligência Artificial.Artigo Reciprocidade discursiva, enquadramento e deliberação : a consulta pública sobre reforma política da ALMG(2014) Mendonça, Ricardo Fabrino; Freitas, Fernando Vieira de; Oliveira, Wesley Matheus deO conceito de reciprocidade é fundamental para a perspetiva deliberacionista de democracia. No entanto, críticos da perspetiva tendem a interpretá-lo como um fardo que os deliberacionistas insistiriam em carregar, o que promoveria uma leitura irrealista e deturpada das efetivas lutas por interesse na cena política. Este artigo busca discutir a dificuldade de lidar metodologicamente com a noção de reciprocidade e apresenta a necessidade de uma distinção entre duas dimensões da reciprocidade: a direta e a discursiva. Através de um estudo de caso sobre uma consulta pública online, ilustra-se a operacionalização dessas dimensões, recorrendo-se à análise de enquadramento.Artigo Teoria crítica e democracia deliberativa : diálogos instáveis(2013) Mendonça, Ricardo FabrinoDiscute a relação entre as abordagens deliberacionistas de democracia e a Teoria Crítica. Para tanto, apresentam-se três argumentos que sugerem uma dissociação entre os dois corpos teóricos: 1) A deliberação reforça quadros de dominação existentes; 2) A deliberação conformou-se às instituições liberais em voga; e 3) A guinada empírica dos estudos deliberativos aproximaram-nos da teoria tradicional. A partir desses argumentos, o texto ressalta a existência de um diálogo instável entre a abordagem deliberativa e o legado frankfurtiano.
