América do Sul
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Artigo Populismo-autoritário de direita? : antielitismo, pluralismo e voto em eleições presidenciais em democracias americanas(2023) Cabrera, Valéria Cabreira; Del Porto, Fabíola Brigante; Tribunal Superior EleitoralA chegada ao poder de governantes com características populistas-autoritárias somente é possível a partir do apoio de eleitores identificados com seus discursos e práticas. Por isso, neste artigo averiguamos o impacto de atitudes em relação a elites políticas, minorias e imigrantes sobre a escolha eleitoral para presidente no Brasil (2018), no Chile (2017), na Costa Rica (2018), no Uruguai (2019) e nos Estados Unidos (2016). Utilizamos dados pós-eleitorais de opinião pública do módulo 5 do Comparative Study of Electoral Systems (CSES). Operacionalizamos as variáveis a partir da construção de escalas de antielitismo e de pluralismo e adotamos a percepção da corrupção como parte do fenômeno de rejeição às elites políticas. Encontramos que o (anti)pluralismo foi um melhor preditor do voto nessas eleições em relação ao antielitismo e à corrupção, sugerindo que a disputa entre valores mais e menos liberais-progressistas esteve no centro do debate político em todos os países estudados.Artigo Os últimos vestígios de Pinochet : a consolidação da democracia chilena frente ao autoritarismo constitucional(2021) Ribas, Yasmim Carina Bastos; Coelho, Anna Ortiz Borges; Tironi, Gabriela Dias; Söhngen, Clarice Beatriz da Costa; Tribunal Superior EleitoralBusca compreender como se deu a consolidação da democracia chilena no ano de 2020, através do aceite por parte do Legislativo dos pedidos de alterações que a Constituição do país necessitava para desapossar-se de alguns de seus resquícios do antigo regime ditatorial comandado por Pinochet. A análise que aqui propomos fazer passa pela importante conceituação do que pode ser considerado um governo autoritário, observando através da argumentação do teórico Norberto Bobbio, como este define o autoritarismo em suas diversas formas e características, muitas dessas visíveis no governo de Pinochet. Objetivamos, assim, compreender não apenas a história do domínio de Pinochet no Chile, mas seus reflexos constitucionais que até o ano de 2020 seguiam fazendo parte da Carta Magna chilena. Além disso, buscamos a compreensão de como foram os processos para as alterações legais que enterraram de vez os vestígios ditatoriais que ainda assombravam a legislação chilena contemporânea. Concluindo, assim, o fator da dificuldade de mudanças nas realidades jurídicas e os resquícios de um autoritarismo.Artigo La oscilante (in)capacidad de la oposición venezolana en la disputa por el poder subnacional (2008-2022)(2022) Jiménez, Maryhen; Vitale, Stefania; Trak, Juan Manuel; Tell Aveledo, Guillermo; Tribunal Superior EleitoralPese a la heterogeneidad en su composición y en las diversas estrategias políticas - institucionales y extrainstitucionales -, la oposición partidista en Venezuela ha movilizado a la población, tanto a nivel nacional como subnacional, para disputar el poder al chavismo. El terreno subnacional ha representado una instancia clave para este propósito. Los partidos de oposición han empleado estrategias que, en ocasiones, los han acercado a propiciar mayores derrotas electorales al chavismo a nivel subnacional, demostrando un potencial clave en términos de votos, pero que aún no se ha traducido en un mayor número de gobernaciones a su favor. ¿Qué explica el pobre desempeño de la oposición venezolana a nivel subnacional pese a su alto potencial? Para responder esta pregunta, este artículo analiza las oposiciones a partir de los datos electorales a nivel subnacional de 2008 a 2021. Esto pasa por estudiar dos dimensiones del sistema de partidos: fragmentación y competencia. Para esto, proponemos el Índice de Competitividad Electoral Opositora, que sirve para observar el efecto de la (des)coordinación versus su potencial a nivel subnacional. Los datos evidencian que la descoordinación opositora coadyuvó a mitigar la pérdida de apoyo popular al chavismo, al hacerse este último de la mayoría de las gobernaciones.Outro Autoritarismo y comportamiento electoral en Perú : evidencia de elecciones 2011 y 2016(2017) Maldonado, Arturo; Tribunal Superior EleitoralTiene como fin evaluar el comportamiento electoral de los ciudadanos con rasgos autoritarios en el Perú en las elecciones presidenciales de 2011 y de 2016. Se parte de la hipótesis de que los ciudadanos autoritarios votan por candidatos de derecha. El análisis es teórica y metodológicamente distinto para ambas elecciones. En las elecciones de 2011 se utiliza la escala de autoritarismo de ala derecha como factor explicativo del voto por los principales candidatos. Se encuentra que el autoritarismo tiene un efecto directo en el voto hacia Keiko Fujimori y no tiene este efecto para otros candidatos. En las elecciones de 2016 se utiliza una medición diferente de autoritarismo: las actitudes hacia la crianza de los niños. A través de un diseño experimental, donde se induce una amenaza económica y una a la seguridad, se busca evaluar la "activación" de las predisposiciones autoritarias y su efecto en el voto. Se encuentra que la amenaza económica activa el efecto del autoritarismo para Keiko Fujimori y no la activan para otros candidatos. Se discute que las visiones del autoritarismo, aquella que lo ve como un rasgo saliente de los individuos y la otra que lo ve como una predisposición que se activa bajo las amenazas, no son opuestas, sino complementarias. La pregunta para futuras investigaciones es evaluar si el autoritarismo como rasgo saliente es un nivel base y las amenazas amplifican este nivel base a niveles aún mayores. Finalmente, queda abierta la discusión del efecto diferenciado de las amenazas económicas y de las amenazas a la seguridad. En el caso peruano, las amenazas económicas y no las de seguridad activan las predisposiciones autoritarias, a pesar que la seguridad ciudadana ha cobrado relevancia como problema en los últimos años.Artigo A insatisfação política e a ascensão do autoritarismo-populista : uma análise da América do Sul e da Europa(2020) Castro, Henrique Carlos de Oliveira de; Santos, Débora de Oliveira; Beal, Luana Isabelle; Tribunal Superior EleitoralAnalisa se o aumento da insatisfação política explica o crescimento do apoio político ao autoritarismo-populista na América do Sul e na Europa. A hipótese é que um ambiente de insatisfação política explica o fenômeno. Analisam-se os casos da Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Espanha e Holanda. Foram utilizados dados do World Values Survey e dos resultados eleitorais de 2005 a 2019. Verificou-se que há uma desconexão entre o apoio à democracia e a insatisfação com o seu desempenho, o que favorece, em alguns casos, o crescimento do autoritarismo-populista. Além disso, os eleitores desses atores são os mais insatisfeitos. Porém, a hipótese é parcialmente confirmada, já que a insatisfação é insuficiente para explicar todos os casos, sendo outros fatores, como o conflito de valores e a cultura política, mais pertinentes.Artigo Liberalismo, republicanismo e democracia no marco do novo constitucionalismo latino-americano(2015) Barros, Ana Tereza Duarte Lima de; Gomes Neto, José Mario WanderleyÉ possível que haja democracia sem que se respeitem as garantias consagradas pela tradição liberal? Alguns países latino-americanos como a Bolívia, a Venezuela e o Equador, chegaram a criar novas constituições com o intuito de aprofundar a democracia e a cidadania. No entanto, esses países têm cada vez mais caminhado para um regime iliberal e essas constituições ajudaram a aumentar os poderes dos presidentes. O fato dessas Cartas preverem a possibilidade de o presidente convocar diretamente a cidadania tornou possível a aprovação da reeleição indefinida na Venezuela, o que desafia o próprio conceito de República. As Cartas neo-constitucionalistas aportaram grande avanço ao reconheceram os direitos dos povos indígenas, porém, os referidos países violam os direitos individuais e as eleições não se dão em condições de igualdade. Ao final, são regimes semidemocráticos, sendo a Venezuela, mais especificamente, uma forma de autoritarismo competitivo.Artigo Para pensar a confiança e a cultura política na América Latina(2004) Lopes, Denise Mercedes Nuñez NascimentoIdentifica os determinantes de confiança política e sua relação com o apoio ao regime nos países latino-americanos de tradição democrática relativamente recente. A partir dos dados do Latinobarômetro de 1996, a autora analisa hipóteses explicativas em uma amostra de cinco países: Argentina, Brasil, Costa Rica, Colômbia e Chile. Os resultados apontam como principais determinantes da confiança nas instituições políticas: a preferência pela democracia em oposição ao autoritarismo, as visões sobre a economia e satisfação com o governo, o otimismo em relação ao futuro do país e do núcleo familiar e o interesse pela política.
