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    Seleção de candidatos em nível subnacional : estrutura partidária e personalismo nas eleições de 2016 em Curitiba
    (2017) Roeder, Karolina Mattos; Babireski, Flávia Roberta; Leveguen, Brina Deponte; Tribunal Superior Eleitoral
    Se o 'jardim secreto' dos partidos políticos é ainda tema recente na literatura politológica, saber de que modo e com quais critérios são escolhidos os candidatos legislativos em nível local é ainda mais obscuro. Tentando preencher esta lacuna, entrevistaram-se mais de 700 candidatos a vereador nas eleições municipais de 2016 em Curitiba/PR. Realizou-se um survey com pleiteantes de mais de vinte partidos de diferentes ideologias, tamanhos, orientações programáticas, legendas estabelecidas e estreantes. Assim, investigou-se de que forma os partidos políticos, que gozam de autonomia ao nível local no Brasil, selecionam seus candidatos. A hipótese por sustentada é que partidos dotados de maior infraestrutura - idade, número de filiados, sede própria, staff remunerado - selecionam seus candidatos de forma democrática, mobilizando diferentes faces no interior do partido. Por outro lado, partidos sem força organizacional, com fraca ossatura, optariam por práticas personalistas e pouco inclusivas no momento de escolher os candidatos que os representarão no legislativo local. O objetivo proposto é: entender como a estrutura do partido pode determinar a forma com que os mesmos realizam escolhas importantes. Os resultados apontam que nossa hipótese está equivocada. Independente da estrutura do partido político, os incentivos para comportamentos pouco democráticos e personalismo eleitoral são universais e muito intensos no sistema político local brasileiro.
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    No voto e na fé : bases sociais e estratégias eleitorais dos candidatos evangélicos nas eleições de 2016 em Curitiba
    (2017) Borges, Tiago Daher Padovezi; Babireski, Flávia Roberta; Bolognesi, Bruno; Tribunal Superior Eleitoral
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    Artigo
    As diferenças entre a direita do Brasil, Chile e Uruguai : análise dos programas e manifestos partidários
    (2014) Babireski, Flávia Roberta; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisa o conteúdo dos programas partidários de partidos de direita. O objetivo do trabalho é identificar nos partidos situados à direita no espectro ideológico as diferenças nas abordagens e posicionamentos diante de alguns temas selecionados. Os partidos estudados foram: Democratas (DEM) e Partido Progressista (PP) do Brasil, Partido Nacional (PN) do Uruguai e Unión Demócrata Independiente (UDI) e Renovación Nacional (RN) do Chile. Buscaram-se documentos públicos disponibilizados pelos partidos políticos que apresentassem os seus posicionamentos políticos. Foram utilizados os programas partidários, manifestos e declarações de princípios dos referidos partidos. A metodologia utilizada foi desenvolvida pelo Manifesto Research Group (MRG), que consiste em uma análise quantitativa dos documentos através da classificação das quasi-sentence em uma das cinquenta e seis categorias de análise estipuladas. O resultado desta análise demonstrou que esses partidos de direita apresentam diferentes posicionamentos no continuum ideológico esquerda-direita. Comparativamente os partidos chilenos estão mais à direita, o partido uruguaio localiza-se mais ao centro e os partidos brasileiros possuem um posicionamento mais à esquerda.
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    Organização partidária ao nível municipal : dinâmicas de poder nas eleições de 2016 em Curitiba
    (2017) Bolognesi, Bruno; Babireski, Flávia Roberta; Tribunal Superior Eleitoral
    Discute a dinâmica de poder no interior dos partidos políticos em âmbito local a partir de um survey aplicado a mais de 700 candidatos a vereador nas eleições de 2016 em Curitiba-PR. A hipótese é de que há uma convergência entre a estrutura do partido e a distribuição de recursos de poder. Ou seja, quanto mais estruturado o partido - maior número de filiados, maior quantidade de candidatos, maior antiguidade, i.e., maior infraestrutura - mais igualitária será a distribuição de recursos de poder. Segundo a literatura, isso seria esperado na medida em que estruturas formais e envolvimento de atores criaria interdependência entre as diferentes esferas do partido. Isso ocorreria tanto interna quanto externamente, na medida em que partidos políticos usualmente possuem ligações com entidades fora do mundo político-eleitoral. Os dados foram coletados durante a campanha eleitoral das eleições municipais últimas. Os resultados apontam para uma grande homogeneidade das organizações partidárias na direção do eleitoralismo e sem uma preocupação com as dinâmicas organizacionais. Os partidos que fogem desta regra são, em sua maior parte, legendas ideologicamente orientadas e que pagam o preço da derrota eleitoral ao não sucumbir os ditames do pleito típicos dos municípios brasileiros.
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    Os "representantes de Deus" e o sistema partidário : uma análise da distribuição das candidaturas evangélicas
    (2018) Borges, Tiago Daher Padovezi; Babireski, Flávia Roberta; Tribunal Superior Eleitoral
    Busca compreender a representação política dos evangélicos a partir de sua relação com o sistema partidário brasileiro. Analisando a distribuição de suas candidaturas nas últimas eleições, investiga como nosso sistema partidário tem absorvido esse fenômeno. Sem ignorar a heterogeneidade desse grupo social, o trabalho trata da sua relação com nosso sistema político, marcado por instituições que, segundo boa tarde da literatura, tendem oferecer reduzidas barreiras à entrada de novos partidos políticos e incentivar estratégias personalistas na arena eleitoral.
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    Artigo
    Conhecendo o vazio : congruência ideológica e partidos políticos no Brasil
    (2019) Bolognesi, Bruno; Babireski, Flávia Roberta; Maciel, Ana Paula Brito; Tribunal Superior Eleitoral
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    Artigo
    A ideologia partidária e a seleção de candidatos nas eleições municipais de 2016 em Curitiba
    (2018) Babireski, Flávia Roberta; Roeder, Karolina Mattos; Tribunal Superior Eleitoral
    Os partidos políticos detêm o monopólio sobre a formação de listas dos candidatos aos cargos eletivos, atividade primordial para a sua sobrevivência. A questão que trazemos é de que forma e por quem são formuladas essas listas. Buscando respondê-la, nos debruçamos sobre a seleção de candidatos a vereador no município de Curitiba em 2016. Partindo da literatura que aponta diferenças procedimentais na seleção de candidatos a depender do espectro ideológico do partido (DUVERGER, 1970; PANEBIANCO, 2005; HAZAN & RAHAT, 2010) analisamos os aspectos: forma de seleção; quem seleciona; requisitos dos candidatos; e descentralização do processo. Os achados da literatura apontam para seleções mais centralizados e com mais exigências informais em partidos de esquerda e focadas em poucos líderes e com menos requisitos informais, em partidos de direita. Para testar a hipótese utilizamos os dados do survey Quem decide concorrer? Um estudo dos candidatos a vereador (e de seus partidos) em Curitiba nas eleições de 2016. Os resultados encontrados são de que há diferenças nos processos de seleção dos partidos a depender da sua ideologia, confirmando a hipótese do trabalho. Partidos de esquerda se apresentam comparativamente mais inclusivos e democráticos no processo seletivo, já os partidos de centro e de direita apresentam comportamentos semelhantes em si e distintos da esquerda, sendo menos inclusivos e mais centralizados.
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    Artigo
    Pequenos partidos de direita no Brasil : uma análise dos seus posicionamentos políticos
    (2016) Babireski, Flávia Roberta
    Com o objetivo de explorar e comparar os posicionamentos políticos dos pequenos partidos de direta no Brasil recorreu-se à análise conteúdo presente nos Programas, Manifestos e ideários partidários dos partidos políticos. Foram analisados documentos de cinco partidos: Partido Republicano Progressista (PRP), Partido Social Cristão (PSC), Partido Social Liberal (PSL), Partido Social Democrata Cristão (PSDC) e Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). O critério para a eleição desses partidos específicos é o seguinte: são partidos de direita, com bancada inferior a 4% na Câmara dos Deputados, cujos representantes tomaram posse na 55° Legislatura (2015-2018). São comparados os posicionamentos dos partidos sobre cinco temas: Estado, Economia, Saúde, Educação e Segurança Pública. Demonstramos a presença ou ausência desses temas nos documentos e as ênfases apresentadas por cada partido. Numa gradação que vai de mais à direita para menos à direita, concluímos que os partidos estudados estariam nesta ordem: PSL, PSDC, PSC, PRP e PRTB