Organização partidária ao nível municipal : dinâmicas de poder nas eleições de 2016 em Curitiba

Resumo

Discute a dinâmica de poder no interior dos partidos políticos em âmbito local a partir de um survey aplicado a mais de 700 candidatos a vereador nas eleições de 2016 em Curitiba-PR. A hipótese é de que há uma convergência entre a estrutura do partido e a distribuição de recursos de poder. Ou seja, quanto mais estruturado o partido - maior número de filiados, maior quantidade de candidatos, maior antiguidade, i.e., maior infraestrutura - mais igualitária será a distribuição de recursos de poder. Segundo a literatura, isso seria esperado na medida em que estruturas formais e envolvimento de atores criaria interdependência entre as diferentes esferas do partido. Isso ocorreria tanto interna quanto externamente, na medida em que partidos políticos usualmente possuem ligações com entidades fora do mundo político-eleitoral. Os dados foram coletados durante a campanha eleitoral das eleições municipais últimas. Os resultados apontam para uma grande homogeneidade das organizações partidárias na direção do eleitoralismo e sem uma preocupação com as dinâmicas organizacionais. Os partidos que fogem desta regra são, em sua maior parte, legendas ideologicamente orientadas e que pagam o preço da derrota eleitoral ao não sucumbir os ditames do pleito típicos dos municípios brasileiros.

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Referência

BOLOGNESI, Bruno; BABIRESKI, Flávia Roberta. Organização partidária ao nível municipal: dinâmicas de poder nas eleições de 2016 em Curitiba. In: CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE CIÊNCIA POLITICA, 9., 2017, Montevidéu. [Trabalhos apresentados]. Montevidéu: ALACIP, 2017. p. 1-24.

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