Doutrina
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Artigo Fake news e o uso do Facebook na eleição presidencial brasileira de 2018 : ideologias, pós-verdade e aparelhos ideológicos de dominação(2021) Bachini, Natasha; Menon, Gustavo; Tribunal Superior EleitoralObserva a dinâmica conversacional no Facebook durante as eleições presidenciais brasileiras de 2018 sob a perspectiva materialista da comunicação. O estudo caracteriza como o processo eleitoral foi influenciado pelas mídias sociais, instrumentalizadas principalmente pela candidatura que representava os interesses das elites econômicas do país. Coletamos as postagens realizadas pelas 155 páginas políticas com maior audiência no Facebook ao longo das eleições e interpretamos, com base na metodologia de análise de conteúdo, as dimensões ideológicas das mensagens mais compartilhadas. Nossos resultados mostram o predomínio das páginas da nova direita na rede numa disputa onde prevaleceram a campanha negativa, a incitação ao ódio e as fake news, em detrimento do debate propositivo. A exitosa estratégia discursiva das classes dominantes consistiu em associar a corrupção à esquerda, sobretudo ao Partido dos Trabalhadores (PT), por um lado, e defender narrativas conservadoras - no campo moral e dos costumes - e o ultraliberalismo econômico, por outro.Artigo Uma eleição de piados autocentrados : análise do uso do Twitter nas cibercampanhas paulistanas em 2016(2017-10) Penteado, Claudio Luis de Camargo; Bachini, Natasha; Chicarino, Tathiana Senne; Malina, Pedro; Lobo, Denis Augusto Carneiro; Tribunal Superior EleitoralCom o objetivo de observar os usos do Twitter nas eleições municipais de São Paulo de 2016 pelos principais candidatos/as à prefeito, esse artigo apresenta uma análise predominantemente quantitativa das cibercampanhas realizadas por Celso Russomano (PRB), Fernando Haddad (PT), João Dória (PSDB), Luiza Erundina (PSOL), Marta Suplicy (PMDB), Major Olímpio (Solidariedade) e Ricardo Young (Rede) nessa mídia social. A partir dos dados coletados pelas equipes do NEAMP (PUC/SP - Brasil) e DMCR (QUT - Austrália) e de técnicas de análise para Big Data, verificamos as continuidades e mudanças nas estratégias das cibercampanhas em comparação com pleitos anteriores, bem como as interações entre os candidatos/as e os seus seguidores. Nossa principal constatação fora que enquanto o debate político se amplia nas mídias sociais de modo geral, as cibercampanhas no Twitter se tornam cada vez menos dialógicas e cada vez mais propagandísticas.
