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    Artigo
    Comunicação política no ambiente digital : uma análise das campanhas eleitorais municipais de 2020 no Facebook
    (2022) Bachini, Natasha; Rosa, Keila C. G.; Costa, Andressa Liegi Vieira; Silva, Robson Nunes de Farias; Tribunal Superior Eleitoral
    Analisamos as campanhas oficiais dos(as) candidatos(as) às prefeituras de todas as capitais brasileiras, em 2020, no Facebook. A partir de técnicas de estatística descritiva e da análise de enquadramentos, observamos os atores e narrativas com melhor desempenho na rede e suas principais características, como posicionamento no espectro político, enquadramentos, alinhamentos e recursos comunicacionais. Os resultados mostram a reação da esquerda na rede após as eleições de 2018, liderada por páginas de partidos pequenos, que usaram a plataforma principalmente para discutir conjuntura e questões identitárias. Contudo, mantiveram-se como tendência as práticas de campanha negativa e o agendamento de temas de apelo subjetivo, como família e religião, sobretudo entre as páginas apoiadoras de Bolsonaro, político mais referenciado durante o pleito.
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    Artigo
    Fake news e o uso do Facebook na eleição presidencial brasileira de 2018 : ideologias, pós-verdade e aparelhos ideológicos de dominação
    (2021) Bachini, Natasha; Menon, Gustavo; Tribunal Superior Eleitoral
    Observa a dinâmica conversacional no Facebook durante as eleições presidenciais brasileiras de 2018 sob a perspectiva materialista da comunicação. O estudo caracteriza como o processo eleitoral foi influenciado pelas mídias sociais, instrumentalizadas principalmente pela candidatura que representava os interesses das elites econômicas do país. Coletamos as postagens realizadas pelas 155 páginas políticas com maior audiência no Facebook ao longo das eleições e interpretamos, com base na metodologia de análise de conteúdo, as dimensões ideológicas das mensagens mais compartilhadas. Nossos resultados mostram o predomínio das páginas da nova direita na rede numa disputa onde prevaleceram a campanha negativa, a incitação ao ódio e as fake news, em detrimento do debate propositivo. A exitosa estratégia discursiva das classes dominantes consistiu em associar a corrupção à esquerda, sobretudo ao Partido dos Trabalhadores (PT), por um lado, e defender narrativas conservadoras - no campo moral e dos costumes - e o ultraliberalismo econômico, por outro.