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Outro As pessoas interagem com os políticos nas mídias sociais? Padrões de interação no Facebook e seus determinantes nas eleições estaduais brasileiras de 2014(2015) Braga, Sérgio Soares; Carlomagno, Márcio Cunha; Tribunal Superior EleitoralAnalisa 140 candidatos a governador nos 27 estados brasileiros que estavam presentes no Facebook nas eleições de 2014. Coletaram-se o total da produção e das interações de todos os candidatos na referida plataforma digital. Seguindo o framework aplicado por Vaccari e Nielsen (2014) e tendo como unidade de análise a média das interações, propôs-se uma abordagem que aprimora os dados dos autores. Descreveu-se a distribuição da atenção aos candidatos e analisou-se, por meio de uma regressão estatística, quais os fatores explicativos para tal distribuição. Ser um candidato competitivo e número de citações na imprensa foram fatores mais influentes no âmbito político, porcentagem da população do estado com acesso à internet foi a variável mais explicativa no âmbito dos aspectos sociais.Outro As bases eleitorais da ascensão de políticos religiosos no Brasil (1998-2014)(2018) Carlomagno, Márcio Cunha; Tribunal Superior EleitoralAnalisa as bases eleitorais dos candidatos a deputado federal provenientes do clero, em cinco eleições brasileiras, de 1998 a 2014. Busca responder duas questões: 1) candidatos evangélicos possuem bases eleitorais distintas dos demais candidatos? 2) existem preditores sociais, econômicos ou políticos do voto em candidatos evangélicos? Para a primeira questão, utiliza o índice G de Florence, que mede quão pulverizada ou concentrada foi a votação do candidato. A hipótese que candidatos do religiosos, devido aos fatores organizacionais aos quais tem acesso, teriam votação mais pulverizada do que os demais candidatos, é rejeitada. Para a segunda hipótese, constrói-se uma inferência ecológica, tendo o município como unidade de análise, baseado no modelo de Goodman. As hipóteses apresentadas são parcialmente confirmadas, com o fator preditivo mais forte sendo porcentagem de mulheres no eleitorado, seguido de porcentagem de eleitores de 25 a 44 anos, e, em 2014, número efetivo de candidatos. O paper foca sua revisão teórica nos aspectos metodológicas da abordagem escolhida, a inferência ecológica, e seus desdobramentos e detalhes, por acreditar que este é um método potencial aberto a maior exploração nas pesquisas brasileiras.Artigo Eleições online em tempos de 'big data' : métodos e questões de pesquisa a partir das eleições municipais brasileiras de 2016(2017) Braga, Sérgio Soares; Sampaio, Rafael Cardoso; Carlomagno, Márcio Cunha; Vieira, Fabrícia Almeida; Angeli, Alzira Ester; Suhurt, Juan Francisco Arrom; Tribunal Superior EleitoralDiscute os potenciais das pesquisas sobre campanhas digitais para a compreensão de determinados processos subjacentes às eleições, a partir da análise do pleito municipal brasileiro de 2016.Artigo Eleições como de costume? Uma análise longitudinal das mudanças provocadas nas campanhas eleitorais brasileiras pelas tecnologias digitais (1998-2016)(2018) Braga, Sérgio Soares; Carlomagno, Márcio Cunha; Tribunal Superior EleitoralBusca empreender um estudo das principais inovações ocorridas nas e-campanhas brasileiras desde 1998. Como método de análise, foi realizada uma sistematização dos principais achados efetuados pela literatura sobre inovações nas e-campanhas brasileiras e apresentados dados sobre o uso das mídias sociais e da internet pelos candidatos nas campanhas eleitorais no Brasil desde 2006, quando estes passaram a ser reunidos de maneira mais sistemática. O exame é focado nas eleições para cargos majoritários (prefeitos de cidades com dois turnos, governadores, senadores e presidentes da República), com atenção especial para as últimas campanhas eleitorais, de 2014 e 2016. Entre os principais resultados empíricos destacam-se a redução do "digital divide" entre as regiões do País no que se refere ao acesso às tecnologias digitais como um todo e a consolidação da hegemonia do Facebook como ferramenta de campanha nas eleições municipais a partir de 2014.Artigo Existe polarização nas postagens de Facebook periódicos brasileiros durante as eleições? : uma análise comparativa da disposição de informações sobre candidatos às eleições presidenciais no Brasil em 2014(2015) Cervi, Emerson Urizzi; Moreira, Adriana Cedillo Morales; Carlomagno, Márcio CunhaPropõe uma análise comparativa das citações dos candidatos à presidência no Brasil a partir das fanfages de Facebook de 12 jornais brasileiros, com o objetivo de identificar, por região, o volume de cobertura e a existência de viés contrário ou favorável a determinado candidato. Utilizamos como metodologia predominante a análise quantitativa de conteúdo para analisar 34.618 posts publicados nas fan pages dos jornais, entre 1º de julho e 31 de outubro de 2014, que citavam pelo menos um dos três principais candidatos a presidente: Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT) ou Eduardo Campos/Marina Silva (PSB). A variável utilizada para testar a hipótese é a valência do post que cita os candidatos. Os testes demonstraram diferenças importantes entre o primeiro e o segundo turno nas posturas dos jornais por região.Artigo Em que lugares as mulheres têm maiores chances de se eleger vereadoras?(2017) Carlomagno, Márcio CunhaEntre 2000 e 2016, a participação das mulheres nos legislativos municipais no país aumentou de 11,5% para 13,5%. Mas este aumento não foi uniformemente distribuído por todo território nacional. Essa newsletter analisa dados descritivos sobre a taxa de eleição das mulheres para o cargo de vereadora, relacionando a dois aspectos demográficos: (a) tamanho do município; (b) região do país. Descobrimos que, ao contrário do postulado como nossa hipótese, as chances eleitorais das mulheres são inversas ao tamanho da cidade. Cidades até 20 mil eleitores são onde elas mais se elegem, seguido, respectivamente, pelas faixas 20 a 50 mil, de 50 a 200 mil e, por último, mais de 200 mil eleitores. Este padrão se mantém inalterado de 2000 até 2016. O fato deste padrão se manter por todas as cinco eleições indica ser uma característica do sistema. Já no item região percebemos algumas mudanças no período analisado. Nordeste e norte são as regiões onde as mulheres mais se elegeram vereadoras, enquanto o Sudeste, durante todo o período, se mantém estável na última colocação, como o lugar no país que menos elege mulheres. A mudança mais visível no período foi da região sul, que até 2008 se assemelhava ao sudeste, mas desde 2008 aumentou a porcentagem de mulheres eleitas, passando a ocupar a segunda colocação em 2016. Por fim, sugerimos que os dados parecem indicar que a explicação para tais padrões pode residir em outras variáveis, como grau da competição política, custo de campanha, acesso a recursos financeiros e outros aspectos já estudados por outros pesquisadores.Artigo Sistema proporcional, puxador de votos e um problema inexistente : os mais votados já são os que se elegem(2016) Carlomagno, Márcio CunhaInvestiga o fenômeno dos puxadores de votos, apresentando os resultados para o tratamento de dados de seis eleições: vereadores em 2008 e 2012, deputados estaduais e federais, ambos em 2010 e 2014. Argumento que existe uma confusão conceitual entre quociente eleitoral, cuja obtenção não deveria ser esperada por parte dos candidatos, as posições finais na competição e o papel exercido pelos votos do partido/coligação. Contrariando a noção difundida de que os candidatos dependeriam dos votos partidários para eleger-se, demonstro que apenas entre 8% e 13% (a depender da eleição) dos eleitos não estiveram, na ordem final de votação nominal, em uma posição até o limite do número de cadeiras em disputa. Os resultados jogam nova luz sobre a compreensão acerca do sistema eleitoral brasileiro, argumentando que a importância da transferência de votos intra-lista tem sido superestimada. Ao fim, sugere-se questões de debate, à luz de potenciais propostas de reformas eleitorais.
