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    Outro
    Nível de agregação importa? Testando modelos de análise geoespacial aplicados a resultados eleitorais brasileiros
    (2016) Gonçalves, Ricardo Dantas; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior Eleitoral
    Trata de questões metodológicas em inferências ecológicas com resultados eleitorais. O objetivo é verificar se as escalas de agregação importam para as explorações com dados eleitorais no Brasil. Aplicamos os mesmos testes de autocorrelação, aos votos do PT no segundo turno do pleito presidencial de 2014, em cinco unidades espaciais de análise: 1) Municípios e 2) Zonas Eleitorais; (considerando todo o território nacional); 3) Locais de Votação, 4) Bairros e 5) Zonas Eleitorais (considerando as unidades inframunicipais de Curitiba). Os resultados não indicam diferenças significativas para os dois primeiros, mas evidenciam fortes alterações ao considerar as unidades inframunicipais. O nível de agregação tem impacto na qualidade do coeficiente e no poder explicativo dos modelos - autocorrelações que vão de 0,366, considerando bairros, para 0,786, com voto geolocalizado nos locais de votação. Existem ainda alterações consideráveis nos padrões de distribuição espacial dos resultados eleitorais. Sugerimos alternativas metodológicas para os trabalhos que utilizam o espaço como categoria analítica na Ciência Política brasileira, como as linhas de pesquisa em "conexão eleitoral" e geografia eleitoral.
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    Outro
    É financiado porque é competitivo ou é competitivo porque é financiado? Intenção de voto e receitas eleitorais de candidatos ao Senado em 2014
    (2016) Silva, Bruno Fernando da; Gonçalves, Ricardo Dantas; Tribunal Superior Eleitoral
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    Artigo
    Pesquisas eleitorais afetam receitas de campanha : a correlação entre expectativa de vitória e financiamento de campanha em disputas ao Senado
    (2019) Silva, Bruno Fernando da; Gonçalves, Ricardo Dantas; Tribunal Superior Eleitoral
    Trata do financiamento de campanhas no Brasil. Embora não faltem evidências de que as arrecadações de campanha estão associadas ao sucesso eleitoral, pouco se sabe sobre o quanto a intenção de voto pode afetar o montante arrecadado pelos candidatos. O objetivo é investigar este fenômeno.
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    Outro
    Dimensões sociais do rosto político : análise computacional de características do rosto e predição eleitoral com dados brasileiros
    (2018) Gonçalves, Ricardo Dantas; Bernardelli, Rafael Sturaro; Hausen, Victor; Tribunal Superior Eleitoral
    Propõe um método capaz de mensurar computacionalmente o peso de dimensões sociais do rosto de candidatos a cargos políticos com base em fotos. O método proposto é escalável, de fácil reprodução e objetivo. Para isso, utilizou-se uma rede neural capaz de criar um modelo tridimensional do rosto a partir de uma única imagem (aplicação da disciplina de visão computacional) e o uso de técnicas de redução de dimensionalidade e regressão linear que viabilizaram um estimador automatizado. Testou-se o estimador com os candidatos homens aos pleitos brasileiros de 2014 e 2016, mais de 338 mil candidatos. O modelo pontuou um mínimo de 0.9 na cross-validation 5-fold, e não foi encontrada correlação entre as características percebidas e percentual de votos. Entretanto, existem problemas no método de parametrização das fotos de rostos reais que inviabilizam a análise desses resultados.
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    Artigo
    Mapeando redes sociais digitais : uma proposta de análise da dimensão geográfica de interações no Facebook, Twitter e voto
    (2016) Gonçalves, Ricardo Dantas
    Propõe um modelo de análise para materializar as relações de comportamento em rede social digital e aplica este modelo com dados da eleição presidencial argentina de 2015, do público no Facebook e em perfis do Twitter. Objetivamente, explora-se a relação entre espaço eleitoral, dado pelo resultado de votos em urna, e o espaço digital, pelas relações entre usuários do Facebook e Twitter e a página oficial do principal candidato à presidência da Argentina em 2015, Mauricio Macri, em uma perspectiva geográfica. Utiliza-se dados do público argentino no Facebook (N=3 mi.), no Twitter (N=3,25 mi.), e os resultados eleitorais agregados dos departamentos argentinos (N=527) e infere-se a partir de Análises Geoespaciais. O fim é primeiro metodológico, mas, também, temático, de explorar as tendências de sucesso eleitoral no pleito presidencial argentino. Os resultados indicam regularidades territoriais claras quanto aos votos de Macri, com clusters significativos de alta e baixa votação, entretanto os territórios eleitorais possuem baixa relação com os territórios digitais que são fracos e dispersos. É defendido que a aplicação dessa metodologia possui potencialidades substanciais para a melhor compreensão de problemas de diversas áreas de pesquisa em comunicação e política.
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    Artigo
    Eleições mapeadas : como se infere sobre a dimensão geográfica das eleições presidenciais brasileiras
    (2015) Gonçalves, Ricardo Dantas
    O estudo tem como foco a Geografia Eleitoral enquanto abordagem metodológica e, mais especificamente, os modelos de Análise Geoespacial que se ocupam com a dimensão geográfica das eleições presidenciais brasileiras. O objetivo é, a partir de uma prospecção em agregadores de artigos científicos, explorar como os trabalhos, que estudam fenômenos políticos brasileiros com base em associações geográficas, chegam as suas conclusões relativas a eleições presidenciais. A pesquisa se preocupa, especialmente, com duas discussões metodológicas: i) se os trabalhos da área utilizam variáveis espaciais e métodos de análise próprios da Estatística Espacial e; caso utilizem regressão ou autocorrelação espacial ii) quais as unidades espaciais de análise e a delimitação da matriz de vizinhança que utilizam. A hipótese central é de baixa consistência dos resultados pela negligência de métodos adequados à espacialidade dos dados. Os resultados apontam baixa aplicação de estatística espacial e possíveis deficiências metodológicas relacionadas à heterogeneidade e sub-representação espacial.