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Artigo Financiamento eleitoral empresarial direto e indireto nas eleições nacionais de 2014(2018) Mancuso, Wagner Pralon; Horochovski, Rodrigo Rossi; Camargo, Neilor Fermino; Tribunal Superior EleitoralAs eleições brasileiras de 2014 foram as primeiras em que se tornou obrigatória a identificação das fontes originárias dos recursos transferidos pelos partidos para os candidatos. Assim, o artigo compara os perfis dos candidatos a deputado federal contemplados por doações empresariais diretas e indiretas (nas quais os partidos intermedeiam a relação entre empresas e candidatos). A questão do trabalho é: como determinantes do financiamento eleitoral que a literatura considera importantes operam em ambos os tipos de doação? A ideia central, que se desdobra em 5 hipóteses, é que, em ambos os tipos de doação, ainda que por razões distintas, os determinantes operam de forma similar. Tais determinantes são de natureza política, como capital eleitoral, pertença à base e porte do partido; e, de natureza individual, como sexo, cor da pele e escolaridade, e constituem as variáveis independentes desta pesquisa. A variável dependente são os valores arrecadados pelos candidatos. Os dados foram coletados do Repositório de Dados Eleitorais do TSE. Mediante modelo de regressão linear múltipla, concluímos que candidatos de mesmo perfil são mais beneficiados pelo financiamento empresarial direto e indireto. Assim, a intermediação dos recursos empresariais pelos partidos não democratiza a distribuição desses recursos.Artigo Financiamento empresarial na eleição para deputado federal (2002-2010) : determinantes e consequências(2015) Mancuso, Wagner Pralon; Speck, Bruno Wilhelm; Tribunal Superior EleitoralAnalisa fatores que influenciam o financiamento eleitoral empresarial para candidatos a deputado federal no Brasil. O artigo também analisa a importância do financiamento eleitoral empresarial para o desempenho eleitoral. Focalizando as eleições realizadas entre 2002 e 2010, concluímos que o financiamento eleitoral empresarial é afetado por fatores de natureza política (capital político, ideologia partidária, estrutura partidária e pertença do partido à coalizão do governo) e por características dos candidatos (gênero, escolaridade e ocupação). Concluímos também que o financiamento eleitoral empresarial favorece fortemente o desempenho eleitoral dos candidatos, que também é beneficiado por outros fatores tais como capital político, estrutura partidária e escolaridade.Artigo A study on the impact of campaign finance, political capital and gender on electoral performance(2014) Speck, Bruno Wilhelm; Mancuso, Wagner Pralon; Tribunal Superior EleitoralThis article analyzes the association between political finance and electoral performance in the 2010 Brazilian elections for state and federal deputies. It also investigates the interaction effect of incumbency and gender on this association. We conclude: (i) there is a positive and statistically significant association between political finance and electoral performance, yet the intensity of this association varies according to the type of candidate; (ii) the association is stronger for challengers than for incumbents - thus extending the Jacobson effect to the Brazilian case; and (iii) the association is stronger for women than for men - which suggests an extension of the idea underlying the Jacobson effect. The association between finance and electoral performance tends to be stronger for candidates facing electoral disadvantages, whether these stem from limited political capital, gender discrimination, or any other factor not studied here resulting in a similar effect. Political finance works as a tool that, to some extent, may counteract the negative effect of such factors on electoral performance.Artigo Empresários e financiamento de campanhas na eleição presidencial brasileira de 2014(2016) Mancuso, Wagner Pralon; Horochovski, Rodrigo Rossi; Camargo, Neilor FerminoAnalisa o financiamento empresarial de campanhas na eleição presidencial brasileira de 2014. Em primeiro lugar, discute fatores de nível individual e setorial que influenciam a decisão dos empresários de contribuir para campanhas eleitorais. Em segundo lugar, explica a dinâmica do fluxo de receitas eleitorais na eleição estudada. Em terceiro lugar, mostra como o financiamento eleitoral empresarial se distribuiu naquela eleição, mensurando o total investido por empresas e setores econômicos, bem como o grau de dependência e dominância das diversas candidaturas em relação às doações feitas pelos diferentes setores da economia brasileira. Por fim, a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu as doações eleitorais do empresariado, o artigo reflete sobre o futuro do financiamento de campanhas no país e sobre o modo pelo qual as mudanças poderão afetar o comportamento dos partidos políticos e de suas respectivas candidaturas presidenciais
