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Artigo Determinantes da eleição de mulheres deputadas federais no Brasil(2022) Rezende, Daniela Leandro; Silame, Thiago Rodrigues; Andrade, Luciana Vieira Rubim; Tribunal Superior EleitoralO objetivo do artigo é avaliar os determinantes da eleição de deputadas federais no Brasil nas eleições de 2010 e 2014. Assume-se como hipótese que as mulheres filiadas a partidos que garantem maior representação de mulheres nas executivas apresentam maiores chances de se elegerem deputadas federais. Para testar a hipótese, utilizou-se um modelo logístico (logit). A variável dependente indica se a candidata se elegeu ou não para os referidos pleitos. As variáveis independentes são: percentual de mulheres nos comitês executivos, percentual de candidatas nas listas eleitorais, tamanho do partido e ideologia. Gastos de campanha, grau de competitividade das eleições e experiência política prévia são adotadas como controles. O percentual de mulheres nos CEN não possui significância estatística, ou seja, esse não é um preditor relevante, como esperado. A hipótese de trabalho não se confirmou. Os resultados dos modelos empíricos reforçam achados prévios apontados pela literatura: percentual de candidatas nas listas eleitorais, tamanho do partido, experiência política prévia em campanha aumentam as chances das candidatas se elegerem. A presença de mulheres nas executivas nacionais não teve influência sobre a elegibilidade.Outro Representação de mulheres no legislativo federal brasileiro : uma comparação entre as bancadas femininas da Câmara dos Deputados e do Senado, 2013-2016(2017) Rezende, Daniela Leandro; Tribunal Superior EleitoralO objetivo do paper é analisar (se e) como bancadas femininas contribuem para a representação substantiva de mulheres. Para tanto, foi desenvolvida uma análise comparada entre a Secretaria de Mulheres da Câmara dos Deputados brasileira e a Procuradoria da Mulher do Senado federal, ambas formalmente inseridas na estrutura legislativa em 2013. As duas casas se diferenciam pelos mecanismos formais de representação, dado que na Câmara dos Deputados adota-se a representação proporcional e no Senado uma fórmula majoritária. Entretanto, a despeito da tendência apresentada em diversos países, a presença de mulheres no Senado é maior que na Câmara dos Deputados: 18,5% e 9,9% (eleições de 2014), respectivamente. Diante disso, urge avaliar se e como tais diferenças, além daquelas relacionadas à organização do processo decisório afetam a representação política de mulheres no legislativo federal brasileiro. A análise, de caráter exploratório, voltou-se às regras de organização das bancadas, recursos disponíveis, perfil das legisladoras e atividades desenvolvidas, com ênfase na atividade legislativa e presença em comissões legislativas. Ademais, o trabalho considerou como tais estratégias podem interagir com as regras que organizam o processo decisório nas casas legislativas analisadas, de forma a identificar possibilidades de influência disponíveis às legisladoras.Outro Gênero e partidos políticos : uma análise exploratória de comissões executivas e suas implicações para a representação política de mulheres(2018) Rezende, Daniela Leandro; Silva, Brenda Rodrigues Barreto; Tribunal Superior EleitoralAnalisa os sete maiores partidos políticos brasileiros, a saber, PFL/DEM, PDS/PPB/PP, PMDB, PSDB, PT, PSB e PDT, com o objetivo de avaliar se mulheres filiadas a partidos que garantem maior representação de mulheres nas Executivas elegeram mais deputadas federais nos pleitos de 2010 e 2014. A partir da análise de correlação, verifica-se que o DEM, partido com menor percentual de mulheres na executiva nacional foi o mesmo que elegeu menos mulheres nas eleições de 2010 e 2014 para o cargo de deputada federal. Além disso, os partidos com maiores percentuais de mulheres na comissão executiva nacional elegeram, em comparação aos demais, maior percentual de mulheres. Assim, conclui que há correlação positiva, ainda que baixa, entre a presença de mulheres nas comissões executivas nacionais e o número de deputadas eleitas pelos sete maiores partidos brasileiros, ou seja, quando o número de mulheres nas executivas nacionais cresce, o número de mulheres eleitas tende a crescer também.
