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Artigo O financiamento partidário na nova democracia brasileira : um equilíbrio necessário(2022) Krause, Silvana; Schaefer, Bruno Marques; Tribunal Superior EleitoralOutro Decifrando as dinâmicas de surgimento de novos partidos na América do Sul (1982-2015)(2017) Krause, Silvana; Schaefer, Bruno Marques; Barbosa, Tiago Alexandre Leme; Tribunal Superior EleitoralInvestiga as dinâmicas do surgimento de novos partidos na América do Sul. Os mesmos são tratados enquanto organizações que se apresentam pela primeira vez em pleito nacional. Foram consideradas todas as eleições (91) realizadas no período de 1979 até 2015, no sentido de observar as variações do número de novos partidos que surgiram em cada pleito, a partir de fontes secundárias (outros trabalhos) e primárias (bancos de dados dos respectivos tribunais eleitorais). A literatura que trata do surgimento de novos partidos, em democracias consolidadas ou emergentes, aponta distintas variáveis que impactam nos incentivos à gênese de novas organizações. Crises políticas ou sociais e/ou facilitadores institucionais. No caso em tela, a partir da análise estatística multivariada, buscou-se perceber quais são as variáveis que têm mais efeito sobre os distintos resultados. Como considerações preliminares, pontuou-se que existem distinções significativas entre os países, sendo os Andinos muito mais propensos à emergência de novos partidos, devido a alterações Constitucionais específicas. Causas sociais, como alto desemprego e baixo crescimento econômico, também foram significantes para explicar por que em alguns contextos surgiram mais novos partidos do que em outros.Artigo Centralização nos partidos brasileiros : evidências a partir da distribuição do fundo partidário (2010-2016)(2019) Schaefer, Bruno Marques; Tribunal Superior EleitoralAnalisa um conceito caro a literatura sobre partidos políticos no Brasil e no mundo, qual seja: centralização partidária. Este é importante não só para entender as organizações partidárias como unidades individuais, mas suas interações, em sistemas complexos. Ao invés de trabalhar com dados eleitorais enquanto indicadores de mensuração do conceito, operacionaliza o mesmo a partir de informações referentes as prestações de contas dos partidos políticos brasileiros. Em especial, a distribuição que estes realizam dos recursos públicos oriundos do Fundo Partidário (FP), em sua dimensão federativa. O período analisado se refere a 2010 e 2016, e as unidades de análise foram os 35 partidos políticos registrados. A partir do tratamento quantitativo dos dados constatamos que os partidos no Brasil, de modo geral, tendem a manter os recursos do FP em sua esfera nacional, uma tendência centralizadora em termos financeiros. A distribuição dos recursos está associada a fatores como: força eleitoral, número proporcional de mandatários e ex-mandatários nas Executivas Nacionais ("Parlamentarização"), tempo de existência e contingências estruturais como eleições.Outro As lógicas de distribuição do fundo partidário : centralização nos partidos brasileiros (2007-2016)(2018) Schaefer, Bruno Marques; Tribunal Superior EleitoralBusca operacionalizar um conceito caro a literatura sobre partidos políticos no Brasil e no mundo, qual seja: centralização. Ao invés de trabalhar com dados eleitorais enquanto indicadores de mensuração do conceito, operacionaliza o mesmo a partir de informações referentes as prestações de contas dos partidos políticos brasileiros. Em especial, a distribuição que estes realizam dos recursos públicos oriundos do Fundo Partidário (FP), em sua dimensão federativa. A partir do tratamento quantitativo dos dados constata-se que os partidos no Brasil, de modo geral, tendem a distribuir os recursos do FP, uma tendência descentralizadora em termos financeiros. A distribuição dos recursos está associada a fatores como: ideologia, número proporcional de mandatários e ex-mandatários nas Executivas Nacionais ("Parlamentarização") e normas internas. A lógica de distribuição se ancora no fortalecimento de organizacionais já existentes, mas, sobretudo, no beneficiamento dos estados em que há membros da Executiva Nacional e/ou lideranças regionais do partido com projeção nacional no interior da organização, bem como maior número proporcional de filiados.Artigo Dinâmicas de surgimento de novos partidos na América do Sul (1979-2015)(2018) Krause, Silvana; Schaefer, Bruno Marques; Barbosa, Tiago Alexandre Leme; Tribunal Superior EleitoralO início da década de 1980 caracteriza-se pelo esgotamento dos regimes autoritários na América do Sul. O longo processo de transição que passaram alguns países, ou a abrupta ruptura institucional de outros, marcou o retorno dos partidos à arena de disputa política. Como diversos autores pontuaram, desde então, tem-se assistido a emergência de novos atores políticos ou transformações de partidos anteriormente consolidados. Este trabalho investiga as dinâmicas do surgimento de novos partidos no subcontinente. Os mesmos são tratados enquanto organizações que se apresentam pela primeira vez em pleito nacional. Considerou-se todas as eleições (91) realizadas no período de 1979 até 2015, no sentido de observar as variações do número de novos partidos que surgiram em cada pleito, a partir de fontes secundárias (outros trabalhos) e primárias (bancos de dados dos respectivos tribunais eleitorais). A literatura que trata do surgimento de novos partidos, em democracias consolidadas ou emergentes, aponta distintas variáveis que impactam nos incentivos à gênese de novas organizações. Crises políticas ou sociais, atores políticos e/ou incentivos institucionais. A partir da análise estatística multivariada, buscou-se perceber quais são as variáveis que têm mais efeito sobre o surgimento de novos partidos. Os resultados apontam que existem diferenças significativas entre os países, sendo os Andinos muito mais propensos à emergência de novos partidos, devido a alterações Constitucionais específicas. Causas sociais, como alto desemprego e baixo crescimento econômico, também foram significantes para explicar por que em alguns contextos surgiram mais novos partidos do que em outros.Artigo Capilarização territorial de novos partidos no Brasil (2011-2016)(2017) Schaefer, Bruno Marques; Tribunal Superior EleitoralDurante o primeiro e o início do segundo governo Dilma Rousseff (2011-2015), oito novos partidos obtiveram registro no Tribunal Superior Eleitoral. Neste artigo, tratamos de investigar as características iniciais dessas organizações no que concerne à capilarização territorial. Como principal hipótese, consideramos que a proximidade com o Estado, mensurada a partir do recrutamento de deputados federais, é a variável mais significativa no processo de expansão territorial de novos partidos no Brasil. Isso corrobora outros dados e recorte temporal, como a tese de Campello de Souza de 1976: os partidos políticos brasileiros são dependentes do Estado no seu processo de desenvolvimento. Os resultados acabam por confirmar a hipótese, o que de forma alguma esgota os esforços na direção de maior entendimento dos novos partidos brasileiros.Artigo "A opção pelos insiders" : o financiamento como variável para o entendimento do campo político(2017) Schaefer, Bruno Marques; Barbosa, Tiago Alexandre Leme; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a distribuição de recursos financeiros via organizações partidárias para os candidatos ao cargo de deputado federal, no Rio Grande do Sul, em 2014, nos principais partidos políticos da competição estadual: PP, PMDB, PSDB, PDT e PT. Por meio dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os recursos financeiros que são destinados pelos partidos políticos aos candidatos, tínhamos como hipótese que: os partidos políticos não distribuem esses recursos de forma equitativa. Na prática, isso significa a preferência, e a criação de uma lista informal dos candidatos selecionados pelos partidos. Os resultados indicam que todos os partidos políticos investiram mais nos incumbentes do que nos candidatos novatos, sendo o PSDB uma das agremiações que depositou mais da metade do fundo em apenas um dos seus dezoito candidatos. Esses dados sugerem, que os partidos políticos possuem algum tipo de controle sobre a condução do pleito eleitoral. Nesse quesito, não podem ser entendidos como organizações frouxas, pois a elite partidária detém a capacidade de influenciar aqueles que serão os representantes da agremiação na Câmara Federal.Artigo Como os partidos brasileiros distribuem os recursos do fundo partidário? : evidências a partir das eleições de 2014(2017) Schaefer, Bruno Marques; Tribunal Superior EleitoralA organização interna dos partidos políticos brasileiros não é muito estudada. Neste trabalho, proponho realizar uma contribuição à literatura tratando de responder à seguinte questão: como os partidos brasileiros distribuem os recursos do Fundo Partidário entre os estados? Por hipótese, considero que os partidos investem mais recursos nos estados em que já são fortes do ponto de vista eleitoral. Os resultados confirmam essa proposição, mas serão necessárias investigações futuras para determinar a força destas relações.Artigo Novos competidores no Brasil? : candidatos e eleitos pela REDE, PMB e NOVO(2017) Barbosa, Tiago Alexandre Leme; Schaefer, Bruno Marques; Ribas, Vinicius de LaraAnalisa a organização de novos partidos políticos no Brasil. Por meio dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estatutos partidários, discutimos a estrutura organizacional, o perfil dos candidatos e os eleitos de três novos competidores: o Partido NOVO (NOVO), o Partido da Mulher Brasileira (PMB) e a REDE Sustentabilidade (REDE). Nosso norte investigativo é compreender até que ponto essas candidaturas de novos partidos podem ser considerados de fato novas frente a outras organizações partidárias. Aplicando o conceito de novidade (newness), os resultados dessa nota de pesquisa revelam que, nesses termos, o NOVO seria o mais próximo, de fato, de um novo competidor, seguido pela REDE e PMB.
