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Artigo O tom das campanhas : emoções, estratégias e disputas ideológicas no HGPE das eleições de 2024(2026) Frattari, Najla Franco; Soares, Pedro Luiz; Maciel, Lara Ramos; Oliveira, Luciana Rodrigues de; Cruz, Jully Anne Ribeiro da; Tribunal Superior EleitoralAnalisa os discursos veiculados no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) nas eleições proporcionais de 2024, buscando compreender como candidatos e candidatas de diferentes espectros ideológicos - esquerda, centro e direita - constroem suas narrativas e se apresentam ao público por meio da propaganda eleitoral televisiva. A metodologia empregada consiste na análise de conteúdo de 17.500 discursos registrados em material audiovisual, organizados em nuvens de palavras. Analisando as nuvens de palavras dos discursos de homens e mulheres nos três espectros, observa-se que as maiores semelhanças ocorrem entre homens e mulheres do mesmo espectro político, e não entre os gêneros de espectros diferentes. Ou seja, os resultados revelam padrões narrativos específicos por espectro ideológico. A análise também evidencia que tanto homens quanto mulheres combinam temas técnicos (hard) e afetivos (soft) em suas campanhas, com diferenças na ênfase.Artigo Horário gratuito de propaganda eleitoral : representatividade das mulheres em nove capitais brasileiras nas eleições 2024(2026) Frattari, Najla Franco; Soares, Pedro Luiz; Maciel, Lara Ramos; Oliveira, Luciana Rodrigues de; Tribunal Superior EleitoralRealiza uma análise quantitativa da distribuição do tempo de exposição de candidatas mulheres no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) nas eleições proporcionais de 2024. Com base em 35.989 inserções veiculadas em nove capitais brasileiras, a pesquisa avalia a efetividade das cotas de tempo no HGPE, considerando não apenas a proporção destinada ao grupo de mulheres, mas também o horário de veiculação, o tempo médio de exposição e a presença nos blocos de maior audiência. Os resultados indicam desequilíbrios persistentes que favorecem candidaturas masculinas, especialmente entre aquelas com maior poder de barganha interna nos partidos. O estudo contribui para o debate sobre sub-representação de gênero na política brasileira e reforça a necessidade de monitoramento sistemático das normas que regulam o HGPE, considerando os impactos interseccionais da desigualdade política.Artigo Propaganda político-eleitoral(2012) Pardo, Roselha Gondim dos Santos; Tribunal Superior EleitoralArtigo Eleições municipais : estratégias da candidata Margarida Salomão à Prefeitura de Juiz de Fora(2022) Fernandes, Carla Montuori; Ademir, Luiz; Leal, Paulo Roberto Figueira; Raposo, Arthur; Tribunal Superior EleitoralAnalisa as estratégias midiáticas da candidata Margarida Salomão (PT), que disputou à Prefeitura de Juiz de Fora em 2020, que depois de disputar quatro eleições consecutivas (2008, 2012, 2016 e 2020) saiu vitoriosa, derrotando, Wilson Rezato do PSB. Dos 11 candidatos, 5 eram mulheres, marcando um aumento da representatividade feminina. O artigo discute a interface mídia e política, o processo de espetacularização e a dimensão gênero e política. Por fim, traz o debate sobre propaganda e as especificidades do HGPE e as mudanças na Lei Eleitoral em 2015 que reduziram o tempo dos programas. O estudo apresenta uma análise de conteúdo, com base em Bardin (2011) e Panke (2016), de 30 programas do HGPE na TV da candidata Margarida a fim de identificar temas mais acionados, a construção da sua imagem e a recorrência à identidade feminina. Observase que, mesmo com pouco tempo no HGPE, a candidata explorou bem os temas políticos, mas houve um silenciamento sobre a pandemia da Covid-19.Artigo Mídias e eleições : estratégias de comunicação acionadas pelo candidato Alexandre Kalil no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) em 2020(2021) Fernandes, Carla Montuori; Oliveira, Luiz Ademir de; Almeida, Iuri Fontora; Tribunal Superior EleitoralCom a pandemia causada pelo novo coronavírus, as eleições municipais de 2020 foram marcadas por diversas especificidades tanto na esfera política quanto no campo comunicacional. Em Belo Horizonte (BH), Alexandre Kalil (PSD) foi reeleito em primeiro turno com 63,33% dos votos, que contou com 15 candidatos. Assim como em 2016, foram derrotados os partidos que tradicionalmente polarizavam as eleições em BH - Nilmário Miranda (PT) teve apenas 23.331 votos (1,88%), ficando em sexto lugar; e a candidata Luísa Barreto (PSDB) em sétimo, com 17.161 votos (1,39%). O artigo traz como objetivo realizar análise das estratégias de comunicação acionadas pelo candidato Alexandre Kalil (PSD) nos programas da TV no HGPE. Pretende-se investigar as temáticas mais acionadas pelo candidato, como construiu a sua imagem pública e se é possível identificar uma coligação ampla em torno de Kalil e as posições do político assumidas em relação à pandemia da Covid-19.Artigo Deus, pátria e família : o discurso neoconservador na propaganda eleitoral de Bolsonaro(2022) Martins, Joyce Miranda Leão; Alves, Mércia; Tribunal Superior EleitoralAnalisa a campanha de Jair Bolsonaro à presidência da República, em 2018, argumentando que a comunicação política é uma das esferas de atuação do neoconservadorismo. Verificam-se as estratégias discursivas mobilizadas para colocar o então candidato como alternativa à "velha política". Parte-se do pressuposto de que a TV ainda é importante variável para compreender o jogo político, por isso o corpus empírico do trabalho são os programas exibidos pelo HGPE e os spots do candidato eleito à presidência da República. A hipótese proposta é que Bolsonaro utilizou o tempo na TV para tentar amenizar sua rejeição, construindo a imagem de uma liderança moderada, longe de acessos misóginos, racistas e homofóbicos, ao mesmo tempo em que se mostrava indignado com o antipetismo de modo geral, abrangendo desde críticas à corrupção até ataques a pautas inclusivas. A metodologia utilizada foi a da Análise de Discurso de matriz francesa.Artigo Nunca antes na história : a reconfiguração do campo político na campanha eleitoral brasileira de 2018 na televisão(2019) Pereira, André Ricardo Valle Vasco; Tribunal Superior EleitoralO objetivo deste trabalho é oferecer uma análise sobre a reconfiguração do campo político no Brasil a partir de dados colhidos na campanha à presidência da República, realizada no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE), veiculada na TV aberta. O resultado do pleito foi a vitória do candidato de direita, Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL). Entre 1994 e 2014, o campo político estava centrado no problema do desenvolvimento socioeconômico, tendo como principais competidores uma resposta reformista de linha socialdemocrata, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e uma visão neoliberal, sustentada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Já em 2018, esta dinâmica foi alterada, em favor de uma lógica repressiva. A abordagem aqui utilizada se inspira na interpretação elaborada por Pierre Bourdieu, particularmente seu conceito de campo político. A documentação consta dos programas que foram ao ar no HGPE. Não é objetivo desta pesquisa verificar em que medida a campanha neste meio conseguiu convencer os eleitores. O que se busca é, aos olhos de um entendimento sobre a natureza da opinião pública no Brasil contemporâneo, demarcar o processo de emissão de discursos e estabelecer sua relação com o que se entende ser uma mudança qualitativa na dinâmica do campo.Artigo Quanto vale o voto da TV?(2014) Borba, Felipe; Figueiredo, Marcus; Tribunal Superior EleitoralArtigo Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral e a formação da opinião pública na eleição presidencial de 2018(2022) Borba, Felipe; Dutt-Ross, Steven; Tribunal Superior EleitoralA eleição de 2018 colocou o Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) em xeque. Um candidato com apenas seis segundos de tempo de propaganda no rádio e na televisão foi eleito presidente. A vitória de Jair Bolsonaro não foi isolada e candidatos aos executivos estaduais igualmente sem tempo foram eleitos governadores. Mas será que o HGPE perdeu completamente a relevância para o eleitor? Para avaliar o grau de importância do horário eleitoral na eleição de 2018, este artigo realiza duas abordagens empíricas diferentes. A primeira verifica o nível de interesse pelo HGPE a partir da sua audiência. A segunda mede o impacto da exposição ao horário eleitoral sobre o nível de conhecimento dos eleitores em relação aos cinco candidatos para presidente mais votados. Para isso, o artigo analisa uma série de pesquisas de intenção de voto feitas pelo Instituto Datafolha no primeiro turno das eleições presidenciais de 2006, 2010, 2014 e 2018. Os resultados mostram que a busca dos eleitores pelo HGPE cresceu em 2018 em relação às três eleições anteriores e que assistir à propaganda eleitoral nesse ano contribuiu decisivamente para o nível de conhecimento dos eleitores sobre os candidatos. Esses achados colocam em evidência a importância do HGPE para a democracia brasileira.Outro Partidos protagonistas e partidos coadjuvantes : uma análise da construção da imagem partidária no HGPE 2006(2006) Dias, Marcia Ribeiro; Tribunal Superior Eleitoral
