Sindicatos e partidos políticos no Brasil

Resumo

Analisa a conexão entre o surgimento de novas centrais sindicais com as forças partidárias no contexto do governo Lula. O desenho da pesquisa segue uma orientação qualitativa, subsidiando-se com elementos documentais e bibliográficos do tema. Constatou-se que, após a vitória de Lula, houve a construção de um polo de oposição no campo da esquerda que impactou o mundo sindical. Os partidos em questão formaram suas próprias centrais sindicais com vistas à autonomia e ao protagonismo político. Conclui-se, portanto, que, destas seções, três grupos sindicais surgiram no campo da esquerda, oriundo do tronco petista e da CUT: CTB, Conlutas e Intersindical - os dois últimos vinculados a partidos políticos que se convencionou chamar de esquerda radical, tributários das diretrizes programáticas partidárias, das suas estratégias e desempenho eleitoral. No tocante aos resultados eleitorais, percebe-se que essas organizações possuem, via de regra, pouca densidade nas urnas, e por este motivo, os resultados da pesquisa sugerem que o universo sindical seria o principal lócus político dos partidos de oposição do campo da esquerda.

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Referência

FIGUEIREDO, César Alessandro Sagrillo; MEIRELLES, Mauro. Sindicatos e partidos políticos no Brasil. Paraná Eleitoral: revista brasileira de direito eleitoral e ciência política, Curitiba, v. 5, n. 2, p. 279-297, 2016.

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