Imprensa e voto nas eleições presidenciais brasileiras de 2002 e 2006

dc.contributor.authorMundim, Pedro Santos
dc.contributor.otherTribunal Superior Eleitoralpt_BR
dc.date.accessioned2020-07-01T21:40:08Z
dc.date.available2020-07-01T21:40:08Z
dc.date.issued2012
dc.description.abstractApresenta os resultados de uma pesquisa sobre os efeitos da cobertura da imprensa no voto nas eleições presidenciais brasileiras de 2002 e 2006. Argumenta-se que ela foi um fator importante em ambos os pleitos. A variável dependente é formada pelas séries históricas de intenção de voto dos principais candidatos: Lula (Partido dos Trabalhadores), Serra (Partido da Social Democracia Brasileira), Garotinho (Partido Socialista Brasileiro) e Ciro (Partido Popular Socialista) em 2002, e Lula, Alckmin (Partido da Social Democracia Brasileira), Heloísa Helena (Partido Socialismo e Liberdade) e Cristovam Buarque (Partido Democrático Trabalhista) em 2006. A principal variável explicativa é a cobertura eleitoral de quatro grandes jornais do país: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Completam o modelo as seguintes variáveis de controle: propaganda partidária dos candidatos, o Horário Político Gratuito Eleitoral no 1º e 2º turnos, os debates presidenciais e o índice de popularidade presidencial. Os modelos foram estimados via MQO. Os resultados dos testes indicam que, em 2002, a cobertura da imprensa de Lula e Ciro Gomes foi uma das responsáveis pela variação observada nas suas respectivas intenções de voto. Em 2006, a dinâmica foi um pouco mais complexa. Apenas as intenções de voto em Heloísa Helena foram afetadas por sua própria cobertura. A princípio, é surpreendente que a cobertura extremamente negativa de Lula não tenha lhe custado votos. Mas ela teve um impacto indireto, e importante, para Alckmin e Cristovam Buarque. Como esse impacto foi maior durante o escândalo do dossiê tucano, pode-se afirmar que a cobertura da imprensa contribuiu decisivamente para a ocorrência do 2º turno na última eleição presidencial. Esses resultados mantêm-se mesmo quando se analisam os votos de eleitores de grupos de escolaridade distintos, um controle para os diferentes níveis de exposição aos jornais.pt_BR
dc.format.extent25 p.pt_BR
dc.identifier.citationMUNDIM, Pedro Santos. Imprensa e voto nas eleições presidenciais brasileiras de 2002 e 2006. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, v. 20, n. 41, p. 123-147, fev. 2012.pt_BR
dc.identifier.urihttp://bibliotecadigital.tse.jus.br/handle/bdtse/6913
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsCreative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacionalpt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/pt_BR
dc.subjectImprensapt_BR
dc.subjectVotopt_BR
dc.subjectComportamento eleitoralpt_BR
dc.subjectComportamento políticopt_BR
dc.subject.otherEleição presidencialpt_BR
dc.titleImprensa e voto nas eleições presidenciais brasileiras de 2002 e 2006pt_BR
dc.typeArtigopt_BR

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