Uma direita radical no Brasil?
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2014
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Resumo
Um espectro ronda a Europa, o espectro da intolerância e do fascismo. Desde o
seu retorno à linha de frente de cenário político europeu na década de 1980, a
extrema direita não deixou de acumular ganhos eleitorais significativos. Com
votações que chegam a alcançar 25% do total dos votos válidos, os partidos de
extrema direita não podem mais ser ignorados e são até convidados a integrar
coalizões governistas. Foi-se o tempo em que eles eram rotulados de partidos
neofascistas e relegados a uma categoria residual nas classificações das
famílias partidárias.
O objetivo desta comunicação é fazer uma reflexão sobre o alcance destas
ideias no Brasil. Se de um lado é estranho que os sistemas partidários
brasileiros nunca tenham deixado um espaço, senão marginal, para formações
partidárias de extrema direita, de outro lado as disputas recentes mostraram a
força que ideias conservadoras podem ter junto ao eleitorado ao capitalizar
votos com um discurso contra o aborto e os direitos das minorias. Somem-se a
isto as campanhas recentes pela moralização na política, as manifestações que
se espalharam por todo o país e cuja marca é a rejeição de qualquer alusão aos
partidos políticos tradicionais, e até um movimento que prega o voto nulo.
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Referência
COMPARATO, Bruno Konder. Uma direita radical no Brasil? In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA POLÍTICA, 9., 2014, Brasília, DF. Anais eletrônicos [...]. Rio de Janeiro: ABCP, 2014. p. [1-28].
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