Estratégias eleitorais em 2018 : o caso das candidaturas evangélicas ao legislativo brasileiro

Resumo

As percepções sobre a relação entre religião e política no Brasil são variadas. A religião tem ganhado centralidade nos debates eleitorais desde o pleito de 2010. Por um lado, pode-se destacar uma visão que afirma a oposição e autonomia destas esferas denunciando o que seria uma ameaça ao Estado Laico. Noutro polo podemos identificar atores sociais que apostam na proximidade entre religião e política como afirmação da democracia e/ou uma "solução" para os males da política e da sociedade. No primeiro, um cunho humanista/universalista, somado a percepções negativas da religião, orienta a narrativa. No segundo caso, um fundo moral a conduz. Neste artigo buscamos refletir sobre mecanismos e técnicas de poder nas eleições de 2018 explorando convergências entre interesses e narrativas religiosas e seculares e seus relativos usos situados durante o processo eleitoral e no período imediatamente posterior a ele. Além do contínuo de pesquisas realizadas desde 2010 acompanhando os processos eleitorais nacionais, teremos como base empírica a pesquisa "Candidaturas evangélicas nas eleições 2018: Mapeamento de postulantes ao poder legislativo no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais", realizada entre 2018-2019 pelo Instituto de Estudos da Religião (ISER).

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Referência

CUNHA, Christina Vital da; EVANGELISTA, Ana Carolina. Estratégias eleitorais em 2018: o caso das candidaturas evangélicas ao legislativo brasileiro. Sur - Revista Internacional de Direitos Humanos, São Paulo, v. 16, n. 29, p. 87-100, 2019.

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