Estruturas decisórias dos partidos políticos brasileiros : uma análise da distribuição de poder no PFL/DEM, PMDB, PSDB e PT

Resumo

Analisa a distribuição de poder no PFL/DEM, PMDB, PSDB e PT, à luz da tipologia de partidos hierárquico, estratárquico e federação desenvolvida por Bolleyer (2012). A tarefa analítica será identificar os parâmetros de distribuição de autoridade no interior dos partidos, tendo como questão-problema saber se o poder de decisão permanece sob o controle central (hierárquico) ou é disperso entre as unidades territoriais da organização (estratarquia ou federação). Com base na tipologia indicada, aventou a hipótese de que o formato organizacional desses partidos pode ser classificado com base em um continuum de concentração/dispersão do poder, donde supomos que: o PT é mais centralizado, logo, classificado como hierárquico, o PFL/DEM e o PSDB, com estruturas razoavelmente descentralizadas, seriam estratarquias e o PMDB, o mais descentralizado, como federação. O recorte dos casos leva em conta a relevância desses partidos para o atual sistema partidário brasileiro, posto que estão entre os mais antigos e bem estruturados organizacionalmente. Como forma de medir o modelo proposto, o foco foi direcionado para a questão da centralização decisória entre os diferentes níveis partidários. Metodologicamente, foi realizado um estudo exploratório e descritivo que consiste basicamente em avaliar a extensão da centralização decisória entre os níveis regional e nacional dos partidos com base em literatura secundária, dados do TSE, documentos e sites dos partidos. Com algumas exceções, os achados sustentam a hipótese de que as distintas dinâmicas organizacionais desses partidos podem ser sistematizadas dentro das respectivas categorias.

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Referência

RODRIGUES, Marcus Leonardo Corrêa. Estruturas decisórias dos partidos políticos brasileiros: uma análise da distribuição de poder no PFL/DEM, PMDB, PSDB e PT. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA POLÍTICA, 11., 2018, Curitiba. Anais eletrônicos [...]. Rio de Janeiro: ABCP, 2018. p. 1-19.

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