Justificando a posse sem voto : liderança pessoal e "vocação natural" como categorias mobilizadas para explicar nomeação em áreas de segurança nacional no RS (1965-1985)
Data
2017
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Resumo
Durante o período do bipartidarismo na ditadura civil-militar (1964-1979), o regime designou alguns
municípios do Rio Grande do Sul de interesse específico denominados Áreas de Segurança Nacional, em que os
prefeitos seriam diretamente nomeados, em vez de eleitos através do voto. O objetivo do presente trabalho é
analisar os diferentes perfis ocupacionais dos nomeados nestas áreas e a forma como justificam a sua escolha
para ocupar a prefeitura por fora da franquia eleitoral. Os dados foram obtidos e analisados a partir de uma série
de entrevistas em profundidade já realizadas com ex-prefeitos e pessoas relacionadas (como secretários e
familiares). Resultados anteriores (MADEIRA, 2016b) demonstraram diferença significativa na distribuição das
principais profissões (professor, comerciante e militar) nos municípios pequenos, médios e grandes. As razões
utilizadas pelos nomeados para justificar a nomeação circulam em torno de aspectos da trajetória dos nomeados
vinculados a noções de competência profissional e liderança pessoal, como trânsito em várias esferas da vida
social local e mesmo um apoio popular.
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Referência
PINTO, Carlos Augusto N.; GÓMEZ, Breno M.; MACHADO, Germana N. Justificando a posse sem voto: liderança pessoal e "vocação natural" como categorias mobilizadas para explicar nomeação em áreas de segurança nacional no RS (1965-1985). Conversas e Controvérsias, Porto Alegre, v. 4, n. 1, p. 69-81, 2017.
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