Do paradoxo à competição : o lugar da dimensão programática nas disputas eleitorais
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2020
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Apresenta e discuti como diferentes estudos abordam a dimensão programática na competição eleitoral. Partindo do clássico modelo de proximidade downsiano, argumenta-se que o autor impõe, stricto sensu, um paradoxo programático aos partidos. Porém, modelos alternativos, como a teoria da saliência da competição partidária, modelo direcional de voto e modelos de desconto e de ativismo partidário, permitem evidenciar fragilidades da contribuição downsiana. A partir de diferentes perspectivas, portanto, como motivação política, formação endógena e multidimensional de preferências, demonstra-se como tal paradoxo pode ser superado, reafirmando a relevância da dimensão programática enquanto componente efetivamente mobilizado nas disputas eleitorais. Por fim, apresenta-se estudos específicos do contexto brasileiro, mostrando como essa dimensão tem ausentado-se do debate sobre competição eleitoral no Brasil.
It presents and discusses how different studies approach the programmatic dimension of electoral competition. Taking the classic Downsian proximity model as a starting point, it argues that, in a strict sense, the author imposes a programmatic paradox for parties. Alternatives models, however, such as the salience theory of party competition, the directional vote model, and the discount and party activism models, demonstrate the weakness of the Downsian contribution. From different perspectives, therefore, such as political motivation, endogenous and multidimensional preference constitution, it demonstrates how the programmatic paradox can be overcome. It also reaffirms the relevance of the programmatic dimension as an effective component of electoral competition. Finally, it presents research on the Brazilian case to show that this dimension has been absent from the debate on electoral competition in this country.
It presents and discusses how different studies approach the programmatic dimension of electoral competition. Taking the classic Downsian proximity model as a starting point, it argues that, in a strict sense, the author imposes a programmatic paradox for parties. Alternatives models, however, such as the salience theory of party competition, the directional vote model, and the discount and party activism models, demonstrate the weakness of the Downsian contribution. From different perspectives, therefore, such as political motivation, endogenous and multidimensional preference constitution, it demonstrates how the programmatic paradox can be overcome. It also reaffirms the relevance of the programmatic dimension as an effective component of electoral competition. Finally, it presents research on the Brazilian case to show that this dimension has been absent from the debate on electoral competition in this country.
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SALLES, Nara Oliveira. Do paradoxo à competição: o lugar da dimensão programática nas disputas eleitorais. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, n. 32, p. 93-133, maio/ago. 2020. DOI: 10.1590/0103-335220203203.
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