Esquerda, direita e sustentabilidade ecológica no Brasil : consensos ou dissensos?
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2017
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Resumo
Parte da seguinte indagação: em relação ao tema da sustentabilidade
ecológica, como se posicionam os partidos no Brasil? Com base nesta pergunta de partida,
procedemos à análise de propostas partidárias apresentadas na última eleição presidencial (2014)
sob a ótica dos conceitos de sustentabilidade fraca e de sustentabilidade forte. Dentre os partidos
que trataram sobre o tema em seus programas partidários, foram escolhidos para esta análise os
mais representativos de cada espectro político, além do PV, por seu simbolismo e referência na
questão ambiental. Tendo como referência modelos ideais de sustentabilidade forte e fraca,
relacionamos as propostas partidárias como mais próximas de um desses dois paradigmas. Com
base nesta classificação, buscamos verificar se há relação entre identificação do programa partidário
com um dos modelos de sustentabilidade e localização do partido na escala ideológica
(esquerda/direita). Procuramos também testar as seguintes hipóteses: a de que os partidos de
esquerda, por contestarem a lógica da economia mainstream, têm proximidade maior com o modelo
da sustentabilidade forte; e a de que os partidos de centro e direita, por não questionarem os
fundamentos da economia convencional ou os pressupostos do sistema capitalista, se aproximam da
concepção propugnada pela sustentabilidade fraca. A hipótese se confirmou, ao menos em parte: as
propostas analisadas dos partidos de direita (DEM), centro-direita (PSDB) e centro (PMDB e PV)
se identificam com a concepção da sustentabilidade fraca; as do partido de centro-esquerda (PT)
também; enquanto as do partido de esquerda (PSOL) se aproximam do modelo da sustentabilidade
forte.
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Referência
TODT, Marcos Leite de Matos. Esquerda, direita e sustentabilidade ecológica no Brasil: consensos ou
dissensos? In: CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE CIÊNCIA POLITICA, 9., 2017, Montevidéu. [Trabalhos apresentados]. Montevidéu: ALACIP, 2017. p. 1-22.
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