Comportamento do eleitorado brasileiro na eleição presidencial de 1989 : transferência de votos do 1º para o 2º turno : uma análise de dados agregados
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1990
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Resumo
In 1989, 70 million brazilians voted at the first presidential direct
election in the last 29 years. For the first time these electors were
called twice: in 11/15/89 and in 12/11/89 for a two-turns election. This
analysis of agregated data at county level tries to clear up the enigma of
"vote transference from the first to the second turn" in this election. At
first sight, the candidate of "Frente Brasil Popular" (Lula), should have
won the election in the second turn, for, if we add the votes from the
so-called "progressist candidates" (Lula, Brizola, Covas, Freire and
Ulisses), Lula would have 49% of the total number of votes (34.5
million). But the opposite happened; Collor ended up with 35 million
votes and Lula with 31 million. The analysis considering county size
showed that the more conservative candidates (in particular Collor)
achieved higher propor-dons of votes where the county population was
smaller, as well as in the more peripherical states in the north and
northeast of the country. The aggregated data analysis per multiple
regression showed that transferences were not total, but that Brizola
obtained almost total transference for Lula. In some states one could
notice transferings from Lula to Collor and vice-versa, but in smaller
proportions.
Em 1989, 70 milhões de brasileiros foram its urnas na primeira eleição direta presidencial em 29 anos. Pela primeira vez, estes eleitores foram chamados duas vezes: em 15/11/89 e 17/12/89 para uma eleição em dois turnos. Esta anitlise de dados agregados a nível municipal tenta desvendar o enigma da "transferência de votos do primeiro para o segundo turno" neste pleito. A primeira vista, o candidato da 'Frente Brasil Popular" (Lula), deveria ter ganho a eleição no segundo turno, pois se somasse os votos dos chamados "candidatos progressistas" (Lula, Brizola, Covas, Freire e Ulysses), Lula teria 49°X dos votos (34,5 milhões). Porém, aconteceu o contrário; Collor acabou com 35 milhões de votos, e Lula com 31 milhões. A análise por tamanho de município mostrou que os candidatos mais conservadores (em particular Collor) ganharam maiores proporções dos votos quanto menor a população do município, e também nos estados mais periféricos do Norte e Nordeste. A análise de dados agregados or regressão múltipla mostrou que as transferências não foram totals mas que Brizola conseguiu a transferencia quase total para Lula. Em alguns estados notou-se transferências de Lula para Collor e vice-versa, mas em menores proporções.
Em 1989, 70 milhões de brasileiros foram its urnas na primeira eleição direta presidencial em 29 anos. Pela primeira vez, estes eleitores foram chamados duas vezes: em 15/11/89 e 17/12/89 para uma eleição em dois turnos. Esta anitlise de dados agregados a nível municipal tenta desvendar o enigma da "transferência de votos do primeiro para o segundo turno" neste pleito. A primeira vista, o candidato da 'Frente Brasil Popular" (Lula), deveria ter ganho a eleição no segundo turno, pois se somasse os votos dos chamados "candidatos progressistas" (Lula, Brizola, Covas, Freire e Ulysses), Lula teria 49°X dos votos (34,5 milhões). Porém, aconteceu o contrário; Collor acabou com 35 milhões de votos, e Lula com 31 milhões. A análise por tamanho de município mostrou que os candidatos mais conservadores (em particular Collor) ganharam maiores proporções dos votos quanto menor a população do município, e também nos estados mais periféricos do Norte e Nordeste. A análise de dados agregados or regressão múltipla mostrou que as transferências não foram totals mas que Brizola conseguiu a transferencia quase total para Lula. Em alguns estados notou-se transferências de Lula para Collor e vice-versa, mas em menores proporções.
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Referência
FLEISCHER, David. Comportamento do eleitorado brasileiro na eleição presidencial de 1989: transferência de votos do 1º para o 2º turno: uma análise de dados agregados. Revista de Ciências Humanas, Florianópolis, v. 6, n. 9, p. 9-35, jan. 1990.
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