WhatsApp, política mobile e desinformação : a hidra nas eleições presidenciais de 2018

Resumo

Esta pesquisa foi iniciada há dez meses das eleições executivas de 2018, período no qual investigou-se o comportamento coletivo de 90 grupos de WhatsApp interconectados e de apoio aos seis principais presidenciáveis, bem como os mais de 500 mil textos e imagens enviados pelos usuários, por meio dessa ferramenta, durante os cinco meses de campanha eleitoral. Com este estudo, identificou-se que o alcance ampliado do aplicativo se dá através da viralização de mensagens como consequência direta da interconexão estrutural entre esses grupos. Neste cenário, confirmou-se a hipótese sobre a importância das características e das topologias da rede para uma compreensão aprofundada sobre a desinformação em larga escala via WhatsApp. Como resultado, reconheceram-se quais métricas da rede são bem sucedidas na previsão e caminhos preferenciais para a circulação da desinformação segmentada e possibilidades de rastreio de fontes originais das notícias.
Starting ten months before the 2018 presidential election, this paper analyses the collective behaviour of 90 interconnected WhatsApp groups supporting six different candidates, and more than 500 thousand texts and images sent during five campaign months. Large scale reach in the application relies on its counterintuitive viral spread, a direct consequence structural interconnection among groups. It confirms the importance of network topologies and characteristics in any serious understanding of WhatsApp large scale misinformation. We identified which network metrics are successful in predicting preferential pathways for segmented misinformation. Keywords: WhatsApp. Viral spread. FakeNews, 2018 presidential election campaign. Mobile instant messaging services.
Iniciamos esta investigación a diez meses de las elecciones ejecutivas de 2018, período en el cual investigamos el comportamiento colectivo de 90 grupos de WhatsApp interconectados y de apoyo a los seis principales presidenciables, así como los más de 500 mil textos e imágenes enviados por los usuarios, a través de esa herramienta durante los cinco meses de campaña electoral. Con este estudio, identificamos que el alcance ampliado de la aplicación se da a través de su viralización contra-intuitiva, consecuencia directa de la interconexión estructural de esos grupos. Por lo tanto, confirmamos nuestra hipótesis sobre la importancia de las características y las topologías de la red para una comprensión en profundidad sobre la desinformación a gran escala a través de WhatsApp. Como resultado, reconocemos qué métricas de la red tienen éxito en la previsión y caminos preferenciales para la circulación de la desinformación segmentada.

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SANTOS, João Guilherme Bastos dos et al. WhatsApp, política mobile e desinformação: a hidra nas eleições presidenciais de 2018. Comunicação & Sociedade, São Bernardo do Campo, v. 41, n. 2, p. 307-334, maio/ago. 2019.

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