Navegando por Autor "Bolognesi, Bruno"
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Artigo Aspectos motivacionais do recrutamento político : um estudo inicial dos candidatos a deputado federal no Brasil (2010)(2014) Bolognesi, Bruno; Medeiros, Pedro de; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o processo de recrutamento dos candidatos a deputado federal com ênfase na sua dimensão motivacional. A partir de dados coletados por meio de survey aplicado a 120 candidatos ao cargo de deputado federal nas eleições de 2010, procurou-se investigar o momento em que os indivíduos passam a se interessar por política e o momento em que passam a se dedicar integralmente à atividade política. A análise dos dados apontam a família e o movimento estudantil como locais de construção do interesse inicial pela política e os partidos como fonte de motivação para a profissionalização política.Tese Caminhos para o poder : a seleção de candidatos a deputado federal nas eleições de 2010(2013) Bolognesi, Bruno; Braga, Maria do Socorro SousaO objetivo central desta tese é analisar o processo de seleção de candidatos a Deputado Federal no Brasil durante as eleições de 2010 em quatro partidos: DEM; PMDB; PSDB e PT. Até então, os estudos sobre seleção de candidatos em nosso país privilegiaram aspectos formais da seleção, como análise dos estatutos de partidos ou processos regionais. Por outro lado, salvo algumas exceções, o enfoque para as conclusões sobre a seleção de candidatos esteve sempre nos impactos do desenho institucional brasileiro, subvalorizando, os partidos como unidades autônomas no processo. Assim, a partir de dados das candidaturas fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral e de um survey aplicado a cento e vinte candidatos, buscamos traçar o processo de seleção privilegiando a arena intrapartidária. As conclusões sugerem que os partidos são capazes de contornar o sistema de incentivos institucionais e selecionar seus candidatos por processos diferenciados entre si tendo em vista sua força e direção de institucionalização e que produzem consequências importantes para os perfis dos candidatos, bem como para os partidos em si.Outro Como os partidos distribuem o dinheiro : estrutura organizacional e recursos eleitorais em 2014 no Brasil(2018) Bolognesi, Bruno; Horochovski, Rodrigo Rossi; Junckes, Ivan Jairo; Roeder, Karolina Mattos; Tribunal Superior EleitoralArtigo Conhecendo o vazio : congruência ideológica e partidos políticos no Brasil(2019) Bolognesi, Bruno; Babireski, Flávia Roberta; Maciel, Ana Paula Brito; Tribunal Superior EleitoralArtigo Constituinte de 1987-88 : organização ou instituição política?(2010-09) Bolognesi, BrunoAs constituintes políticas são usualmente retratadas em dois aspectos: seus procedimentos formais e a conjuntura política e o comportamento dos envolvidos. Porém, até hoje não é possível dizer se a constituinte trata-se de uma organização, de uma manifestação histórica ou se uma instituição em si. A partir do caso da constituinte de brasileira 1987-88 tentaremos expor como a literatura institucionalista pode servir para caracterizar processos constituintes como instituições stricto senso. Fontes essencialmente bibliográficas servirão para um comparativo entre procedimentos, legado e teoria. O objetivo é demonstrar como constituintes podem ser vistas para além de sua organização interna, generalizando conceitos. A conclusão aponta que a constituinte brasileira de 1988 pode ser tomada como uma instituição política.Artigo A cota eleitoral de gênero : política pública ou engenharia eleitoral?(2012) Bolognesi, Bruno; Tribunal Superior EleitoralDescreve a evolução da participação feminina antes e depois da adoção das cotas de gênero nos partidos políticos em 1998 para as eleições legislativas. Em seguida, mostra de que modo os partidos políticos manejam o instituto das cotas e por que seu uso é diferente em diferentes legendas partidárias. A conclusão é que os partidos políticos têm autonomia para lidar de forma particularista com uma política pública universalista.Artigo Da polícia à política : explicando o perfil dos candidatos das forças repressivas de Estado à Câmara dos Deputados(2016) Berlatto, Fábia; Codato, Adriano Nervo; Bolognesi, BrunoInvestiga o perfil social e a preferência partidária dos integrantes das Forças Repressivas do Estado que se lançaram na política institucional nas duas últimas décadas no Brasil. Por meio de estatística descritiva, ressaltamos as especificidades de integrantes das Forças Policiais e Militares que se candidataram a deputado federal. Achados desta pesquisa mostraram mudanças bruscas, de uma eleição a outra, entre os tipos de partidos nos quais essas candidaturas mais se concentraram. Se a passagem da polícia à política era feita, nos anos 1990, via grandes partidos de direita, nos anos 2010 ela se dá por meio de pequenos partidos sem identidade ideológica muito clara (partidos fisiológicos). Além do impedimento constitucional de militares filiarem-se a partidos políticos, a ausência de preferência sistemática por um tipo de agremiação partidária pode ser o efeito de um comportamento estratégico, já que obter um lugar na lista desses pequenos partidos não é apenas mais simples, mas há mais abertura a discursos personalistas, tais como os sustentados por esses candidatospoliciais. Esse comportamento também está relacionado à sua visão negativa da política tradicional e dos políticos estabelecidos nos grandes partidos e à crítica a programas com apelos ideológicos muito genéricos. Esses candidatos preferem representar agendas determinadas, como as demandas de suas próprias corporações.Artigo Dentro do Estado, longe da sociedade : a distribuição do Fundo Partidário em 2016(2016) Bolognesi, BrunoA proibição da doação empresarial de recursos para candidatos no Brasil coincidiu com o aumento do valor destinado ao Fundo de Assistência Especial aos Partidos Políticos. Contudo, poucos sabem como o dinheiro proveniente de impostos é distribuído. Esta newsletter realiza um levantamento exploratório procurando desmistificar os critérios pelos quais os partidos recebem dinheiro público para sustentar suas atividades. A hipótese teórica é que quanto maior a representação social e política dos partidos, maior a quantidade de recursos que os mesmos têm (ou devam ter) acesso. Os dados mostram que isso é verdade em parte. Em grande medida, os partidos recebem dinheiro público mesmo com baixíssima representatividade ou com performance eleitoral insignificante. A conclusão é que o Fundo Partidário fomentou o surgimento de partidos políticos no Brasil, tornando-se uma fonte de recursos fácil e grande para legendas sem expressão política ou socialOutro Distribuição de recursos e sucesso eleitoral nas eleições 2006 : dinheiro e tempo de HGPE como financiadores de campanha a deputado federal do Paraná(2011) Bolognesi, Bruno; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior EleitoralA discussão que se faz no paper insere-se na linha de pesquisas sobre financiamento de campanha e desempenho eleitoral. Parte-se do princípio que recursos monetários são importantes para o desempenho dos candidatos, porém, a explicação com essa única variável tende a apresentar baixo rendimento analítico. Por isso propomos a inclusão, além dos recursos em Reais declarados pelos candidatos, da variável tempo de exposição no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) - considerado aqui um recurso de campanha distribuído de maneira desigual pelos partidos aos concorrentes. A hipótese de trabalho é que quanto mais tempo de exposição, maior o capital político do candidato e, por conseqüência, menor a necessidade de monetarização da campanha. No entanto, essa condição depende de outras características, como o tipo de partido em relação à ideologia e ao tamanho.Artigo Electoral success and political institutionalization in the federal deputy elections in Brazil (1998, 2002 and 2006)(2010) Bolognesi, Bruno; Perissinotto, Renato M. (Renato Monseff); Tribunal Superior EleitoralIt identifies the variables with the greatest impact on the chances of electoral success for candidates for the Brazilian Chamber of Deputies in the 1998, 2002 and 2006 elections. Based upon data provided by the Supreme Electoral Court, this article firstly analyzes the relations between occupation, gender and level of education, on the one hand, and the electoral results (those elected and not elected), on the other. The article then presents a model of logistic regression in order to measure the real impact of these variables on the candidates chances of electoral success. The same procedure was repeated for the right, center and left-wing parties. We conclude that being a professional politician is the most important variable in determining the electoral success of a Federal Deputy candidate in Brazil, in the elections that were analyzed.Artigo Fronteiras sociais fortes e padrões organizacionais fracos? : seleção de candidatos e composição social nos principais partidos políticos brasileiros em 2010(2015) Bolognesi, Bruno; Costa, Luiz DomingosSeleção de candidatos e composição social dos partidos são, teoricamente, parte de um mesmo processo político. No Brasil, de acordo com o conhecimento disponível, as bancadas partidárias apresentam significativo contraste entre si do ponto de vista de suas bases sociais, ainda que seus procedimentos internos de seleção de candidatos sejam relativamente uniformes. Pretendemos examinar essa combinação mediante a intersecção entre processos organizacionais de seleção de candidatos e composição social das candidaturas para a Câmara dos Deputados em 2010 para DEM, PMDB, PSDB e PT. A proposição a ser testada e a de que a seleção de candidatos de diferente entre os principais partidos nacionais e incide sobre o padrão o recrutamento social dos mesmos. Os resultados apontam que a seleção de candidatos não de capaz de explicar a composição social das listas partidárias, mas revela a organização partidária como causa fundamental da permeabilidade dos partidos políticos da inserção de grupos sociais expressivos como trabalhadores.Outro Uma guinada à esquerda? Um estudo da elite política federal paranaense nos governos FHC/Lerner (1999/2003) e Lula/Requião (2003/2006)(2009) Bolognesi, Bruno; Tribess, Camila; Tribunal Superior EleitoralDissertação Institucionalização partidária : modelo analítico e aplicação em PSDB, DEM e PT(2016) Lemos, Mariana Werner de; Bolognesi, BrunoO objetivo do trabalho é mensurar a institucionalização partidária dos partidos políticos brasileiros analisando as dimensões estruturais e atitudinais do PSDB, DEM e PT - desde as suas respectivas fundações até o ano de 2014. A partir de um banco de dados que congrega indicadores empíricos como complexidade organizacional, justaposição parlamentar-partidária, rotinização, disciplina organizacional, inflexão territorial, coerência e disposição eleitoral ativa, busca-se desenvolver uma ferramenta longitudinalmente útil para comparações de processos de institucionalização entre dois ou mais partidos. Serão apresentadas as diferenças e similitudes entre os partidos analisados e a hipótese é que elementos como ideologia, origem e governismo podem contribuir no processo de mudança organizacional. Sugerimos que - ao longo do tempo e dependendo de elementos ambientais - os partidos políticos se complexificam, bem como suas estratégias políticas e estruturais. Tal processo de complexificação - e a mudança estrutural decorrente - pode revelar a autonomia dessas legendas nas arenas eleitoral e legislativa, influenciando a independência dos partidos políticos em relação a seus pares.Outro No voto e na fé : bases sociais e estratégias eleitorais dos candidatos evangélicos nas eleições de 2016 em Curitiba(2017) Borges, Tiago Daher Padovezi; Babireski, Flávia Roberta; Bolognesi, Bruno; Tribunal Superior EleitoralArtigo Uma nova classificação ideológica dos partidos políticos brasileiros(2023) Bolognesi, Bruno; Ribeiro, Ednaldo; Codato, Adriano; Tribunal Superior EleitoralAssim como a política democrática se modifica, a percepção sobre os partidos que ela compõe também se altera. O objetivo desse trabalho é oferecer uma classificação ideológica nova e atualizada dos partidos políticos brasileiros. Através de um survey aplicado à comunidade de cientistas políticos em 2018, pedimos que classificassem os partidos na dimensão esquerda-direita e também quanto ao seu principal objetivo: a persecução de votos, de posições de governo ou de políticas. Os resultados apontam para um movimento centrífugo do sistema partidário, com a maioria dos partidos caminhando para a direita, e para o predomínio de partidos que podem ser classificados como fisiológicos, priorizando a díade votos-cargos e desprezando a programaticidade.Artigo Onde estão os trabalhadores nas listas de candidatos dos partidos brasileiros?(2015) Costa, Luiz Domingos; Bolognesi, Bruno; Codato, Adriano NervoDimensiona a presença e a evolução do número de trabalhadores manuais nas listas eleitorais dos partidos brasileiros nas eleições para deputado federal de 1998 a 2014. A constatação fundamental do trabalho é que o grosso de candidatos oriundos das ocupações mais populares se deslocou do Partido dos Trabalhadores para os partidos pequenos e para os partidos novos nas últimas eleições. Para tentar explicar isso, esboçamos duas hipóteses: a proliferação de partidos contribui para estender as oportunidades de candidaturas até a base da pirâmide social brasileira; e as mudanças no interior do PT parecem fazer com que o partido prefira políticos cada vez mais profissionais nas disputas eleitorais proporcionaisOutro Organização partidária ao nível municipal : dinâmicas de poder nas eleições de 2016 em Curitiba(2017) Bolognesi, Bruno; Babireski, Flávia Roberta; Tribunal Superior EleitoralDiscute a dinâmica de poder no interior dos partidos políticos em âmbito local a partir de um survey aplicado a mais de 700 candidatos a vereador nas eleições de 2016 em Curitiba-PR. A hipótese é de que há uma convergência entre a estrutura do partido e a distribuição de recursos de poder. Ou seja, quanto mais estruturado o partido - maior número de filiados, maior quantidade de candidatos, maior antiguidade, i.e., maior infraestrutura - mais igualitária será a distribuição de recursos de poder. Segundo a literatura, isso seria esperado na medida em que estruturas formais e envolvimento de atores criaria interdependência entre as diferentes esferas do partido. Isso ocorreria tanto interna quanto externamente, na medida em que partidos políticos usualmente possuem ligações com entidades fora do mundo político-eleitoral. Os dados foram coletados durante a campanha eleitoral das eleições municipais últimas. Os resultados apontam para uma grande homogeneidade das organizações partidárias na direção do eleitoralismo e sem uma preocupação com as dinâmicas organizacionais. Os partidos que fogem desta regra são, em sua maior parte, legendas ideologicamente orientadas e que pagam o preço da derrota eleitoral ao não sucumbir os ditames do pleito típicos dos municípios brasileiros.Dissertação Relação Executivo-Legislativo na esfera local : os governos petistas em Contagem (MG) (2005 a 2008) e Joinville (SC) (2008 a 2012)(2016) Roeder, Karolina Mattos; Bolognesi, BrunoÀ luz das correntes distributivista e partidária do neoinstitucionalismo, há na Ciência Política Brasileira, variadas explicações sobre como deveria ser o nosso sistema político e quais as consequências do desenho institucional que está em funcionamento. Junto desses dilemas, há o esforço de pesquisadores em compreender como se dão as relações entre o Executivo e Legislativo em nível municipal. É nesse sentido que a presente pesquisa pretende contribuir com o debate. Analisamos de maneira comparada, a partir do modelo partidário do neoinsitucionalismo da escolha racional, o município de Contagem (MG) e Joinville (SC) para verificarmos se houve diferenças entre a formação de coalizões e poder de agenda nessas cidades, e se há alguma relação causal entre poder de agenda e reeleição do mandatário. Analisamos a produção legislativa do Executivo, a fim de verificarmos como se deram as tramitações e como foi o desempenho do Executivo no Legislativo. Os resultados apontaram para o poder de agenda conferido ao Executivo de ambas as cidades, garantido institucionalmente. Ambos os Executivos tiveram suas agendas atendidas integralmente, no entanto, não houve para os casos estudados relação causal entre poder de agenda e reeleição do mandatário.Outro A revolução silenciosa no Partido dos Trabalhadores no Brasil(2016) Bolognesi, Bruno; Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano Nervo; Tribunal Superior EleitoralOutro Seleção de candidatos e poder local : estrutura e personalismo nas eleições de 2016 em Curitiba(2017) Roeder, Karolina Mattos; Bolognesi, Bruno; Cruz, Giovanna Castro; Tribunal Superior EleitoralInvestiga de que forma os partidos políticos, que gozam de autonomia ao nível local no Brasil, selecionam seus candidatos. A hipótese sustentada é que partidos dotados de maior infraestrutura - idade, número de filiados, complexidade organizacional, quantidade de membros, diretório ou comissão provisória - selecionam seus candidatos de forma democrática, mobilizando diferentes faces no interior do partido. Por outro lado, partidos sem força organizacional, com fraca ossatura, optariam por práticas personalistas e pouco inclusivas no momento de escolher os candidatos que os representarão no legislativo local. O objetivo que propomos é: entender como a estrutura do partido pode determinar a forma com que os mesmos realizam escolhas importantes. Os resultados apontam que essa hipótese está equivocada. Independente da estrutura do partido político, os incentivos para comportamentos pouco democráticos e personalismo eleitoral são universais e muito intensos no sistema político local brasileiro.
