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    Artigo
    Votando na prateleira : a politização do consumo na América Latina
    (2012) Echegaray, Fabián
    Há pelo menos uma década que a utilização do poder de compra pelo consumidor para perseguir finalidades políticas ou éticas é um fenômeno debatido pelas Ciências Sociais internacionais. Diante do aparente desengajamento público com a política, o fenômeno do consumo politizado passou a ser reconhecido como uma das formas mais inovadoras e crescentes de participação política não convencional para os indivíduos, quebrando a tradicional divisão entre cidadania, a esfera dos bens públicos e os agentes políticos, de um lado, e o consumo, a esfera dos bens privados e os agentes de mercado, de outro lado. Entretanto, esse debate mal foi iniciado na América Latina, menos ainda sua discussão empírica. Este artigo aborda as evidências sobre a cidadanização das relações com as corporações que estimulam o uso do poder de compra como forma de influenciá-las a seguir valores e políticas favoráveis à sociedade e ao meio ambiente. A discussão se baseia em dados de pesquisas quantitativas com amostras representativas da população adulta da Argentina, Brasil e México e revela que o consumo político é um fenômeno já estabilizado e que tende a complementar outros modos de engajamento político na América Latina.
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    Artigo
    Voto econômico ou referendum político? Os determinantes das eleições presidenciais na América Latina - 1982-1994
    (1995) Echegaray, Fabián
    A influência dos fatores econômicos sobre os resultados eleitorais na América Latina tem sido uma das questões socialmente mais polêmicas e academicamente menos exploradas no debate geral sobre os determinantes do voto na região. Em grandes linhas, dois argumentos contrapostos têm prevalecido para entender os resultados de tais contendas: para um, a sorte do partido do governo está determinada por seu desempenho econômico, o que tem sido chamado de voto econômico; para outro, as eleições representam referenda políticos concentrados nos temas mais importantes para a cidadania e os sentimentos de pertencimento partidário, mas sobretudo, na liderança demonstrada pela situação no fim de sua administração, medida em termos da popularidade do presidente. Utilizando dados macroeconômicos e de opinião pública originais na análise quantitativa de ambas hipóteses para 30 eleições realizadas entre 1982 e 1994 em 15 países da região, verifica-se um maior respaldo para a hipótese do referendum político; na medida em que o impacto da popularidade presidencial sobre a distribuição de votos obtida pela situação supera os efeitos de diferentes variáveis macroeconômicas.