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Resultados da Pesquisa

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    Artigo
    O que é o conservadorismo? : do conceito à mensuração
    (2023) Duarte, Jéssica da Silva; Tribunal Superior Eleitoral
    A história política, social e econômica do Ocidente é periodicamente marcada por crises e mudanças. Concomitante a esse processo, identificamos também o protagonismo das chamadas "ondas conservadoras". A despeito de ser um fenômeno recorrente desde o século XVIII, o desenvolvimento teórico e empírico sobre o tema dentro das Ciências Sociais, e especialmente a Ciência Política, segue tendo lacunas relevantes. Desse modo, este artigo tem como objetivo principal contribuir para esse tema de pesquisa. Nosso fio condutor parte da análise teórica do fenômeno - a partir de uma revisão bibliográfica crítica e aprofundada - seguida do desenvolvimento de ferramentas que contribuem para a tentativa de aplicar esse conhecimento à realidade atual. A instrumentalização foi feita a partir do banco de dados do World Values Survey (WVS) e aplicada para dois casos emblemáticos: Brasil e Estados Unidos.
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    Artigo
    Desconfiados, conectados e indignados : crise de representação e mídias digitais no Brasil, México e Peru
    (2022) Silva, Joscimar; Tribunal Superior Eleitoral
    O objetivo do trabalho é fazer uma análise sobre os diversos indicadores de crise de representação no Brasil, México e Peru, considerando que esses elementos ajudam a explicar as atuais mudanças no comportamento político do eleitorado, especialmente o que tem sido manifestado via mídias sociais digitais: a alta desconfiança política e a forte indignação contra a política. Utiliza-se uma análise descritiva da série histórica do Latinobarómetro (2010-2020). Os resultados identificam o acirramento da crise de representação na última década, e interpreta-se que essa crise é a geradora da turbulência manifestada na opinião pública.
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    Artigo
    O poder da minoria e a crise da democracia americana
    (2021) Trevisan, Cláudia; Tribunal Superior Eleitoral
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    Outro
    Propiedades del sorteo para la selección de candidaturas en el partido Movimiento Regeneración Nacional (MORENA), México
    (2017) Serafín Castro, Alexei Daniel; Tribunal Superior Eleitoral
    Analiza las características básicas del sorteo al interior del Partido Movimiento Regeneración Nacional (MORENA) en México. Ante su fundación en 2014, este partido inauguró en sus estatutos internos la práctica insaculatoria para la selección de candidaturas plurinominales, y en 2015 puso en marcha el procedimiento, resultando seleccionados y posteriormente electos personas con bajo perfil de profesionalización política entre ellos estudiantes, amas de casa, comerciantes, etc. Estudiar este procedimiento interno resulta por demás interesante porque nos permite comprender el marco de la crisis de representación política en México, de los partidos políticos y el procedimiento electoral como vía de selección por excelencia de las élites. Atenderemos pues las implicaciones teóricas y empíricas que este modelo de selección democrática impulsada por MORENA puede traer para la política contemporánea mexicana.
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    Artigo
    Política externa e partidos políticos no Equador em três tempos : redemocratização, crise e realinhamento
    (2017) Coelho, André Luiz; Santos, Vinicius; Tribunal Superior Eleitoral
    Compara distintas fases de desenvolvimento do sistema de partidos equatoriano como variável doméstica na reflexão sobre seus condicionamentos ou oportunidades para a participação dos partidos como atores na política externa. Para tanto, observamos três períodos históricos distintos: em primeiro lugar, a conformação do sistema, tendo como marco a redemocratização equatoriana (1979). Em um segundo momento, a pesquisa dedica atenção ao período de "transição do sistema" marcado pelas crises que se iniciam a partir de 1996, para, por fim, dedicar-se à emergência de uma nova dinâmica com a eleição do presidente Rafael Correa em 2006 (Aliança País). No primeiro período, o sistema de partidos teria como característica a interação de três fatores: 1) dificuldades para sua institucionalização; 2) volatilidade eleitoral; e 3) provincialização dos partidos. Quando observados frente a política exterior, esses elementos representariam um desafio para os partidos políticos equatorianos participarem/influenciarem na condução da política externa. Já no período de crises, argumentamos que a instabilidade, responsável pela erosão das instituições, seria responsável por gerar uma política exterior reativa ao retirar desse campo de ação do Estado sua capacidade de produzir iniciativas. Por último, defendemos que o quadro de instabilidade política é revertido a partir da vitória de Rafael Corrêa e ampliação do processo de nacionalização dos partidos, com destaque para a Aliança País, que ofereceu uma janela de oportunidade para uma maior influência partidária na política exterior. Para a investigação da inserção internacional equatoriana, tendo por base a análise de Bonilla (2006), consideramos dois eixos: 1) influência estrutural dos Estados Unidos e 2) as interações com os países vizinhos, especialmente com Peru e Colômbia.
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    Outro
    A crise partidária da década de 1850 e a formação do partido republicano nos Estados Unidos
    (2015) Faria, Débora Jacintho de
    Analisa a formação do Partido Republicano nos Estados Unidos, no contexto da crise partidária da década de 1850. Pretende-se discutir os aspectos que possibilitaram a criação do partido, passando pela ascensão e desagregação dos Whigs, as controvérsias e insatisfações com as políticas do Governo Democrata e as tensões entre o Norte e o Sul com a questão da abolição da escravidão.
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    Artigo
    As conseqüências políticas e econômicas das crises entre Executivo e Legislativo
    (2004) Pérez-Liñán, Anibal S.
    Boa parte das análises recentes do presidencialismo baseiam-se no pressuposto de que o confronto entre executivo e legislativo cria condições simultâneas para a estabilidade das políticas e para o rompimento do regime. Neste trabalho, mostro que há uma tensão lógica inerente entre essas duas predições e que elas se baseiam em pressupostos contraditórios. Em seguida, desenvolvo um modelo de impasse executivo-legislativo e sustento que a instabilidade do regime é mais provável quando atores partidários são unilateralmente impacientes, quando o desenho institucional é inclinado a favor de um partido e quando o número de partidos é maior. Na terceira seção, testo as predições do modelo usando dados de cortes transversais em séries no tempo para dezenove países do hemisfério ocidental entre 1950 e 2000. Por fim, discuto como essa abordagem ilumina alguns enigmas empíricos, como a sobrevivência histórica do presidencialismo americano e os baixos níveis de instabilidade do regime criados por impasses executivo-legislativo na América Latina na década de 1990.
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    Artigo
    Há uma crise de legitimação eleitoral no mundo?
    (2010) Tavares, André Ramos
    Pretende avaliar em que medida a democracia atual corresponde aos anseios da sociedade, especialmente quanto à legitimidade de resultados eleitorais. A proposta busca responder o que ocorre, em termos do binômio democracia-eleições, quando o processo de eleição consegue ser instrumentalizado como forma de manter uma ditadura ou o grupo já dominante no poder. Identifica a possibilidade de crise da legitimação eleitoral quando o maquinário democrático é empregado para legitimar um líder já previamente escolhido, por meio de eleição aparente, o que caracterizaria fraude eleitoral, que resvala para a fraude à Constituição. São utilizados recentes exemplos eleitorais: Afeganistão, Irã, Equador, México, Venezuela, Ucrânia, Itália e EUA. Nesses países o processo eleitoral ocupou o centro das atenções por ocasião de acusações da ocorrência de fraude. Uma das principais propostas encontra-se nno modelo de votação eletrônica, como fórmula de integração tecnológica e social que pode evitar a crise de deslegitimação eleitoral pós-eleição. Conclui que não se pode afirmar sobre a existência de uma crise mundial da democracia eleitoral; não há instrumental suficiente para discernir entre fraude eleitoral como causa ou como consequência, uma vez que as dificuldades pós-eleitorais podem provocar instabilidade social ou podem surgir em circunstâncias já instáveis, de fragmentação de poder.