Doutrina
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Artigo Uma nova classificação ideológica dos partidos políticos brasileiros(2023) Bolognesi, Bruno; Ribeiro, Ednaldo; Codato, Adriano; Tribunal Superior EleitoralAssim como a política democrática se modifica, a percepção sobre os partidos que ela compõe também se altera. O objetivo desse trabalho é oferecer uma classificação ideológica nova e atualizada dos partidos políticos brasileiros. Através de um survey aplicado à comunidade de cientistas políticos em 2018, pedimos que classificassem os partidos na dimensão esquerda-direita e também quanto ao seu principal objetivo: a persecução de votos, de posições de governo ou de políticas. Os resultados apontam para um movimento centrífugo do sistema partidário, com a maioria dos partidos caminhando para a direita, e para o predomínio de partidos que podem ser classificados como fisiológicos, priorizando a díade votos-cargos e desprezando a programaticidade.Outro No voto e na fé : bases sociais e estratégias eleitorais dos candidatos evangélicos nas eleições de 2016 em Curitiba(2017) Borges, Tiago Daher Padovezi; Babireski, Flávia Roberta; Bolognesi, Bruno; Tribunal Superior EleitoralArtigo A cota eleitoral de gênero : política pública ou engenharia eleitoral?(2012) Bolognesi, Bruno; Tribunal Superior EleitoralDescreve a evolução da participação feminina antes e depois da adoção das cotas de gênero nos partidos políticos em 1998 para as eleições legislativas. Em seguida, mostra de que modo os partidos políticos manejam o instituto das cotas e por que seu uso é diferente em diferentes legendas partidárias. A conclusão é que os partidos políticos têm autonomia para lidar de forma particularista com uma política pública universalista.Outro Seleção de candidatos e poder local : estrutura e personalismo nas eleições de 2016 em Curitiba(2017) Roeder, Karolina Mattos; Bolognesi, Bruno; Cruz, Giovanna Castro; Tribunal Superior EleitoralInvestiga de que forma os partidos políticos, que gozam de autonomia ao nível local no Brasil, selecionam seus candidatos. A hipótese sustentada é que partidos dotados de maior infraestrutura - idade, número de filiados, complexidade organizacional, quantidade de membros, diretório ou comissão provisória - selecionam seus candidatos de forma democrática, mobilizando diferentes faces no interior do partido. Por outro lado, partidos sem força organizacional, com fraca ossatura, optariam por práticas personalistas e pouco inclusivas no momento de escolher os candidatos que os representarão no legislativo local. O objetivo que propomos é: entender como a estrutura do partido pode determinar a forma com que os mesmos realizam escolhas importantes. Os resultados apontam que essa hipótese está equivocada. Independente da estrutura do partido político, os incentivos para comportamentos pouco democráticos e personalismo eleitoral são universais e muito intensos no sistema político local brasileiro.Outro Organização partidária ao nível municipal : dinâmicas de poder nas eleições de 2016 em Curitiba(2017) Bolognesi, Bruno; Babireski, Flávia Roberta; Tribunal Superior EleitoralDiscute a dinâmica de poder no interior dos partidos políticos em âmbito local a partir de um survey aplicado a mais de 700 candidatos a vereador nas eleições de 2016 em Curitiba-PR. A hipótese é de que há uma convergência entre a estrutura do partido e a distribuição de recursos de poder. Ou seja, quanto mais estruturado o partido - maior número de filiados, maior quantidade de candidatos, maior antiguidade, i.e., maior infraestrutura - mais igualitária será a distribuição de recursos de poder. Segundo a literatura, isso seria esperado na medida em que estruturas formais e envolvimento de atores criaria interdependência entre as diferentes esferas do partido. Isso ocorreria tanto interna quanto externamente, na medida em que partidos políticos usualmente possuem ligações com entidades fora do mundo político-eleitoral. Os dados foram coletados durante a campanha eleitoral das eleições municipais últimas. Os resultados apontam para uma grande homogeneidade das organizações partidárias na direção do eleitoralismo e sem uma preocupação com as dinâmicas organizacionais. Os partidos que fogem desta regra são, em sua maior parte, legendas ideologicamente orientadas e que pagam o preço da derrota eleitoral ao não sucumbir os ditames do pleito típicos dos municípios brasileiros.Outro Como os partidos distribuem o dinheiro : estrutura organizacional e recursos eleitorais em 2014 no Brasil(2018) Bolognesi, Bruno; Horochovski, Rodrigo Rossi; Junckes, Ivan Jairo; Roeder, Karolina Mattos; Tribunal Superior EleitoralOutro A revolução silenciosa no Partido dos Trabalhadores no Brasil(2016) Bolognesi, Bruno; Costa, Luiz Domingos; Codato, Adriano Nervo; Tribunal Superior EleitoralArtigo Conhecendo o vazio : congruência ideológica e partidos políticos no Brasil(2019) Bolognesi, Bruno; Babireski, Flávia Roberta; Maciel, Ana Paula Brito; Tribunal Superior EleitoralArtigo O sistema partidário no Paraná : do personalismo à estruturação(2014) Costa, Luiz Domingos; Bolognesi, Bruno; Tribunal Superior EleitoralIdentifica as características gerais do sistema partidário no estado do Paraná, isto é, sua evolução, principais organizações e tendências sistêmicas. O objetivo é demonstrar que o ambiente de personalismo e fragmentação crescente não foram obstáculos para estruturar o sistema em torno do antagonismo histórico entre duas frentes partidárias, protagonizadas por PMDB/PT e PSDB/DEM. Dessa forma, sugere-se que o personalismo das principais lideranças estaduais, uma vez consolidado em campos ideológicos opostos, caminhou lentamente em direção à polarização da disputa nacional e pode definir as alternativas de policies no estado, em torno das quais orbitaram regularmente parte dos partidos relevantes no cenário local.Tese Caminhos para o poder : a seleção de candidatos a deputado federal nas eleições de 2010(2013) Bolognesi, Bruno; Braga, Maria do Socorro SousaO objetivo central desta tese é analisar o processo de seleção de candidatos a Deputado Federal no Brasil durante as eleições de 2010 em quatro partidos: DEM; PMDB; PSDB e PT. Até então, os estudos sobre seleção de candidatos em nosso país privilegiaram aspectos formais da seleção, como análise dos estatutos de partidos ou processos regionais. Por outro lado, salvo algumas exceções, o enfoque para as conclusões sobre a seleção de candidatos esteve sempre nos impactos do desenho institucional brasileiro, subvalorizando, os partidos como unidades autônomas no processo. Assim, a partir de dados das candidaturas fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral e de um survey aplicado a cento e vinte candidatos, buscamos traçar o processo de seleção privilegiando a arena intrapartidária. As conclusões sugerem que os partidos são capazes de contornar o sistema de incentivos institucionais e selecionar seus candidatos por processos diferenciados entre si tendo em vista sua força e direção de institucionalização e que produzem consequências importantes para os perfis dos candidatos, bem como para os partidos em si.
