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Outro Radialistas políticos : uma análise do desempenho eleitoral dos comunicadores de rádio na Assembleia Legislativa do Paraná (1986-2006)(2011) Angeli, Larissa Martini; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior EleitoralAnalisa o desempenho eleitoral e político dos radialistas que se elegeram deputado estadual no Paraná entre 1986 a 2006. Sabe-se que os locutores de rádio ganharam espaço na política nacional após a Ditadura Militar e, desde então, o cenário observado favorece a eleição desses comunicadores. Atribui-se o sucesso nas urnas à popularidade que a presença diária no rádio oferece, a qual suscita uma relação de confiabilidade entre radialista/ouvinte. O reconhecimento desses locutores frente à população desperta em líderes partidários o interesse em convidá-los para concorrer a cargos representativos, desta forma, o comunicador serve como isca para alcançar votos para outros candidatos da mesma legenda. Nosso universo de estudo é a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), no período de 1986 a 2006, ou seja, após a reabertura democrática.Outro Número efetivo de candidatos e riqueza regional em análises de financiamentos de campanha : proposta metodológica para comparar os efeitos da monetarização de disputas eleitorais em diferentes regiões do Brasil(2012) Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior EleitoralBaseia-se em estudos empíricos de sistemas democráticos com uso de indicadores para medição do impacto de recursos financeiros da campanha nos resultados eleitorais. No caso do Brasil, por se tratar de um País de grandes extensões e heterogeneidade econômica, política e social nos distritos eleitorais, é difícil fazer comparações diretas sobre impacto de financiamento de campanha em disputas nacionais. Parte-se do princípio que recursos de campanha têm peso distinto em função dos níveis de concorrência política (número efetivo de candidatos) e da riqueza local (Produto Interno Bruto Per capta) dos distritos eleitorais. A proposta é testar um modelo de análise que leve em consideração essas variáveis sobre o desempenho dos candidatos. Pretende-se propor um modelo que permita a equalizar distintas condições de campanha para, então, avaliar comparativamente os impactos dos recursos financeiros nas disputas. Para tanto, serão usados dados referentes às eleições de 2010 para Deputado Federal no Brasil.Outro Entre continuidades e mudanças : o perfil das receitas de candidatos a deputado federal no Brasil (2010-2014)(2015) Cervi, Emerson Urizzi; Silva, Bruno Fernando da; Tribunal Superior EleitoralEntre as eleições brasileiras de 2010 e 2014 a regulamentação via resolução do TSE que trata do financiamento de campanhas foi alterada, tornando as prestações de contas mais rigorosas e transparentes. Um dos efeitos identificados nas disputas majoritárias, especialmente para as eleições municipais de 2012, foi a transferência das doações empresariais diretas aos candidatos para os partidos. Diante disso, o objetivo do artigo é identificar possíveis mudanças nos padrões de doações também em campanhas proporcionais - para deputado federal - em 2014. A hipótese é que além de acompanhar o padrão das disputas majoritárias, com crescimento de doações indiretas a candidatos a deputado federal via partido político, houve também maior concentração desse tipo de receita entre os eleitos de partidos grandes. O pressuposto é que empresas tendem a doar mais para candidatos com maiores chances de vitória e de partidos mais estruturados. Para testar a hipótese utilizamos métodos quantitativos para estudar as informações das prestações de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de todos os 4,2 mil candidatos a deputado federal em 2010 e 4,8 mil em 2014, no Brasil. Os resultados mostram que os maiores aumentos das doações partidárias em 2014 foram para os candidatos eleitos, quando comparados a 2010. Além disso, partidos médios foram os que apresentaram maiores transferências de recursos partidários aos seus candidatos e não os partidos grandes, como esperado inicialmente.Outro Nível de agregação importa? Testando modelos de análise geoespacial aplicados a resultados eleitorais brasileiros(2016) Gonçalves, Ricardo Dantas; Cervi, Emerson Urizzi; Tribunal Superior EleitoralTrata de questões metodológicas em inferências ecológicas com resultados eleitorais. O objetivo é verificar se as escalas de agregação importam para as explorações com dados eleitorais no Brasil. Aplicamos os mesmos testes de autocorrelação, aos votos do PT no segundo turno do pleito presidencial de 2014, em cinco unidades espaciais de análise: 1) Municípios e 2) Zonas Eleitorais; (considerando todo o território nacional); 3) Locais de Votação, 4) Bairros e 5) Zonas Eleitorais (considerando as unidades inframunicipais de Curitiba). Os resultados não indicam diferenças significativas para os dois primeiros, mas evidenciam fortes alterações ao considerar as unidades inframunicipais. O nível de agregação tem impacto na qualidade do coeficiente e no poder explicativo dos modelos - autocorrelações que vão de 0,366, considerando bairros, para 0,786, com voto geolocalizado nos locais de votação. Existem ainda alterações consideráveis nos padrões de distribuição espacial dos resultados eleitorais. Sugerimos alternativas metodológicas para os trabalhos que utilizam o espaço como categoria analítica na Ciência Política brasileira, como as linhas de pesquisa em "conexão eleitoral" e geografia eleitoral.Outro Debate eleitoral em democracias monitoradas : uma proposta de tipologia para análise de comentários em redes sociais online(2017) Cervi, Emerson Urizzi; Carvalho, Fernanda Cavassana de; Tribunal Superior EleitoralA partir de uma discussão teórica sobre "democracia monitorada" (Keane, 2010) e o comportamento do "cidadão monitorial" (Schudson, 1998), o trabalho discorre sobre como a abundância comunicativa potencializada pelos espaços online afeta a organização do debate público contemporâneo, especialmente com a atuação de monitores políticos e sociais independentes em debates para formação da Opinião Pública. O paper apresenta o conceito de monitores sociais independentes e em seguida discute, especificamente, como esses novos agentes geram novos fluxos de comunicação, consequentemente, produzindo ruídos no debate público em ambientes digitais, o que acaba enfraquecendo-o. Como objeto empírico, analisa-se de forma exploratória o comportamento do debate online sobre as eleições de 2014 no Brasil, por meio de mais de 610 mil comentários feitos aos posts sobre as eleições presidenciais nas fanpages dos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, durante a campanha no Facebook. A questão principal é: os comentadores dos três jornais apresentam comportamentos similares ou distintos? Propõe-se uma tipologia consistente para a classificação do comportamento dos comentadores e verifica-se diferenças significativas entre os três tipos considerados (temático, monitor e ruído) e os três jornais. Entre os resultados obtidos, tem-se que o volume de ruído no debate eleitoral digital é muito superior aos comentários temáticos.
