Diva pop da política brasileira : Erika Hilton e os contrafluxos da diferença

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2026

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Resumo

No mesmo país em que imperam recordes de mortes de pessoas trans no mundo, Erika Hilton é a primeira mulher travesti negra a ser eleita como deputada federal. Neste trabalho, discutimos como a imagem de uma diva pop opera no fazer político de Erika Hilton como uma estratégia discursiva e política. Embasados pelo conceito de regionalidades como contrafluxo da diferença para uma leitura do fenômeno, avançamos por uma perspectiva discursiva com vistas a entender a construção do ethos de diva pop da política brasileira a partir de materiais audiovisuais nos quais Erika Hilton aparece como entrevistada. Como resultados, percebemos que Erika Hilton fricciona um fazer político canônico marcado em representações distanciadas das pessoas. Por meio da glamorização, ela gera aproximação com públicos e redefine o espaço político. Além disso, seu corpo, alvo obstinado de violências na sociedade e entre os deputados, produz identificação e representatividade.
In the same country that holds the world's highest number of trans deaths, Erika Hilton is the first Black travesti woman elected as a federal deputy. This article examines how the image of a pop diva operates in Erika Hilton's political practice as both a discursive and political strategy. Drawing on the concept of regionalities as counterflows of difference, we adopt a discursive perspective to analyze the construction of the ethos of a pop diva in Brazilian politics, based on audiovisual materials in which Erika Hilton appears as an interviewee. Our findings indicate that Hilton disrupts a canonical mode of political practice marked by representations distant from everyday people. Through glamorization, she fosters proximity with audiences and redefines political space. Furthermore, her body - a persistent target of violence in society and within parliament - produces identification and representativeness.
En el mismo país en el que se registra el mayor número de muertes de personas trans en el mundo, Erika Hilton es la primera mujer travesti negra elegida diputada federal. En este artículo analizamos cómo la imagen de diva pop opera en el quehacer político de Erika Hilton como estrategia discursiva y política. A partir del concepto de regionalidades como contracorrientes de la diferencia, avanzamos desde una perspectiva discursiva para comprender la construcción del ethos de una diva pop en la política brasileña, a partir de materiales audiovisuales en los que Erika Hilton aparece como entrevistada. Como resultado, observamos que Hilton tensiona una práctica política canónica marcada por representaciones distanciadas de las personas. A través del glamour, acerca al público y redefine el espacio político. Además, su cuerpo, blanco persistente de violencias en la sociedad y entre los diputados, produce identificación y representatividad.

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Quadrimestral

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Referência

XAVIER, Mariana Ramalho Procópio; VIEIRA FILHO, Maurício João. Diva pop da política brasileira: Erika Hilton e os contrafluxos da diferença. Revista NUPEM, Campo Mourão, v. 18, n. 43, p. 1-14, e-2026011, jan./abr. 2022. DOI: https://doi.org/10.33871/nupem.2026.18.43.10636.

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