A estratégia participativa de administração pública

Resumo

Na discussão acerca da democracia nos anos 70, seja a nível teórico, seja a nível da retórica dos diversos movimentos sociais, a ideia de participação ocupou um espaço importante, enquanto propiciadora de um novo arranjo de interação entre Estado e sociedade. No final da década, e com maior intensidade a partir das eleições diretas estaduais em 1982, o próprio governo tomou a si a tarefa de introduzir mecanismos de participação popular na gestão da coisa pública. O que se poderia chamar de "estratégia participativa de administração" tornou-se prática usual em diversos níveis e setores estatais. Assim é que, começando pelas prefeituras conquistadas pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em 1978, passando pelos governos estaduais de oposição em 1982 e já se espraiando a nível federal com o advento da Nova República, a ideia de participação catalisou anseios de mudança da sociedade e do Estado brasileiro, não sendo mais cativa das forças sociais de oposição do período autoritário. O presente artigo visa contribuir para a compreensão desse processo através da análise dos pressupostos ideológicos que vêm orientando a estratégia participativa de administração.

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Referência

SOUZA, Isabel Ribeiro de Oliveira Gomez de. A estratégia participativa de administração pública. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, p. 44-53, jan./mar. 1987.

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