A estratégia participativa de administração pública
Data
1987
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Resumo
Na discussão acerca da democracia nos anos 70, seja a nível teórico, seja a nível da retórica dos diversos movimentos sociais, a ideia de participação ocupou um espaço importante, enquanto propiciadora de um novo arranjo de interação entre Estado e sociedade. No final da década, e com maior intensidade a partir das eleições diretas estaduais em 1982, o próprio governo tomou a si a tarefa de introduzir mecanismos de participação popular na gestão da coisa pública. O que se poderia chamar de "estratégia participativa de administração" tornou-se prática usual em diversos níveis e setores estatais. Assim é que, começando pelas prefeituras conquistadas pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em 1978, passando pelos governos estaduais de oposição em 1982 e já se espraiando a nível federal com o advento da Nova República, a ideia de participação catalisou anseios de mudança da sociedade e do Estado brasileiro, não sendo mais cativa das forças sociais de oposição do período autoritário. O presente artigo visa contribuir para a compreensão desse processo através da análise dos pressupostos ideológicos que vêm orientando a estratégia participativa de administração.
Periodicidade
Notas de conteúdo
Referência
SOUZA, Isabel Ribeiro de Oliveira Gomez de. A estratégia participativa de administração pública. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, p. 44-53, jan./mar. 1987.
Notas
- Summary - This article stresses the assumptions upon which was founded participative strategy in public administration and proceeds to submit them to a criticaI scrutiny. The fact that such strategies. through official initiative. are focused on the organization of populational tiers is conducive to a discussion on the conceptualization of the "needs" of these societal strata. as well as on incidental incompatibilities between State initiative and the formation of such "responsible citizens". it has in view. The analysis effected opposes both favorable and unfavorable arguments related to participation, and ist final conclusion is that without a revision of the Iogical tenets which inspire the action of the so-called "populational tiers", the assumptions underlying the participa tive strategy come into conflict with democratic principIes.
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